CAFÉ: Mercado segue ativo e com bolsas em alta
Publicado em 13/07/2012 18:18
O mercado de café permaneceu ativo e com suas bolsas em alta, apesar da semana negativa para a maioria dos mercados ao redor do mundo.
A agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou o rating de crédito da Itália em dois níveis e
manteve a perspectiva negativa, indicando a possibilidade de novos rebaixamentos e aumentando a insegurança dos operadores com a situação da economia na zona do euro.
No café, desta vez, os fundamentos neutralizaram as más notícias da economia europeia e sustentaram as cotações. As chuvas atípicas de junho nas principais regiões produtoras de café do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, atrasaram bastante a entrada da nova safra no mercado, derrubaram a qualidade destes cafés e desorientaram os operadores, que não sabem qual a quantidade de bons cafés com que poderão contar para cumprir seus compromissos de venda. A chegada do período de inverno no Brasil trouxe mais um complicador para as análises dos operadores. O resultado é que as cotações voltaram a subir no decorrer da semana. Mesmo assim muitos cafeicultores relutam em vender lotes da safra nova.
Em nossa opinião, o quadro acima deixa claro o delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial. Com estoques de produtores e consumidores criticamente baixos, a cadeia de negócios do café passou a depender da safra do ano, não existindo alternativa para o caso de problema mais sério na produção brasileira, responsável por quase 40% do café consumido no mundo.
O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de junho foram embarcadas 1.881.914 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 31 % (848.091 sacas) menos que no mesmo mês de 2011 e 11% (229.908 sacas) menos que no último mês de maio. Foram 1.454.686 sacas de café arábica e 183.255 sacas de café conillon, totalizando 1.637.941 sacas de café verde, que somadas a 242.276 sacas de solúvel e 1.697 sacas de torrado, totalizaram 1.881.914 sacas de café embarcadas.
Confirmado o que era previsto pelo mercado, devido ao ano-safra de ciclo baixo, os embarques brasileiros de café no ano-safra 2011/2012 (julho de 2011 a junho 2012) ficaram em 29.768.744 scs, 15% a menos (5.241.753 scs) que as 35.010.497 scs embarcadas no ano-safra 2010/2011, de ciclo alto.
Os embarques brasileiros de café no ano-safra 2011/2012, de 29.768.744 scs, praticamente repetem as 29.784.387 scs embarcadas no ano-safra 2009/2010, também de ciclo baixo.
Até o dia 12, os embarques de julho estavam em 256.975 sacas de café arábica e 46.607 sacas de café conillon, somando 303.582 sacas de café verde, mais 23.862 sacas de café solúvel, contra 400.948 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 12, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 725.528 sacas, contra 913.020 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 6, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 13, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 965 pontos ou US$ 12,77 (R$ 25,98) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 6 a R$ 475,69/saca e hoje, dia 13, a R$ 500,72/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 405 pontos. No mercado firme de hoje, são as seguintes cotações por saca, para os cafés verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2012/2013, condição porta de armazém:
R$430/450,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD)
R$430/440,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$400/410,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$390/400,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$375/385,00 - RIADOS.
R$340/360,00 - RIO.
R$340/360,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$320/330,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.
OBS.: A PARTIR DE HOJE, COLOCAMOS OS CAFÉS CEREJA DESCASCADO (CD), NO TOPO DA TABELA.
DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 2,034 PARA COMPRA.
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Fonte:
Escritório Carvalhaes
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