Com base em dados da EPAGRI catarinense, trazemos hoje alguns relatos sobre o mercado de trigo catarinense já muito pouco ofertado após eventos de PEP e o avanço da entressafra, com moinhos locais se abastecendo com compras de trigo nos leilões de venda de estoques públicos com produto de origem gaúcha.
Conversa com moinho catarinense apontava falta de oferta de produto panificável na região Oeste do Estado, sem conseguir se abastecer no mercado interno. Assim sendo conforme relatos anteriores de agentes na venda de trigo, os lotes passavam de R$ 540/ton nas pedidas com qualidade panificável (se mesclado).
Lotes com qualidade e classificação mais genérica tem pedidas de referência nos valores abaixo citados pela Epagri-SC (tabela). No mês o incremento de apenas 1%, destoando do mercado de lotes gaúcho (com incremento de 10%) e do mercado paranaense (+2,6% no mês). Esta menor variação ocorre mesmo em função da falta de liquidez e de produto. Na tabela abaixo nota-se também as diferentes pedidas nas regiões do Estado, função direta da qualidade do produto colhido.
Mesmo o trigo paraguaio, opção eventual de originação de trigo no Estado, apresenta neste momento pedidas entre US$ 260-300/ton FOB fronteira. Isto encarece fortemente a produção de farinhas de trigo no Estado, sendo as farinhas de panificação e especiais as de menor competitividade nas exportações do Estado.
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