Observamos em nossas consultas recentes que há a preocupação dos produtores gaúchos de trigo quanto à realização de contratos futuros para exportação diante da dúvida de ocorrência ou não de
chuvas na colheita. Moinho paranaense consultado hoje por AF News, espera maior definição do clima para saber se vende ou não excedente estocado nos preços atuais. Diante destas indefinições, trazemos hoje os prognósticos de clima para o trimestre Agosto-setembro-outubro, período que contempla maior parte da colheita da produção paranaense e o período de maturação da maior parte da
colheita gaúcha de trigo.
Segundo o INPE/CPTEC o trimestre apresenta maior probabilidade (40%) para ocorrência de chuvas acima do normal para o período na região Sul do país que vai de São Paulo até o Centro-Norte do Rio Grande do Sul, justa a maior região produtora do Estado. Isso configura neste momento (até lá haverá duas novas revisões por parte deste órgão) que a qualidade de boa parte das lavouras paranaenses está em risco, lembrando que a previsão diz respeito à todo o trimestre e não especifica o comportamento nos meses.
De qualquer forma, segue o padrão de alto risco de ocorrência de fúngicas nas lavouras de trigo este ano, com incremento nos custos de produção pela necessidade de reaplicação de produtos fitossanitários (obviamente com maior número de aplicações para os produtos de ação de contato, mais baratos e porém de menor uso na cultura do
trigo ). O órgão minimiza a chance de ocorrência de geadas, com maior probabilidade de ocorrência de temperaturas dentro da normal climatológica para o período.
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