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Publicado em 09/06/2009 12:02
Atualizado em 14/07/2009 15:58

O MEIO AMBIENTE E DEMANDA DE CONSUMO

Muitos ambientalistas ainda defendem o extrativismo como forma de preservação do meio ambiente, sem fazer as contas da demanda de consumo necessária para atender as condições de sobrevivência do ser humano.

O consumo desenfreado de bens materiais levou ao aumento da produção de parafernálias consideradas pelo homem, essenciais para melhoria da qualidade de vida, sem levar em conta a degradação ambiental provocada com a exploração dos recursos naturais necessários para a industrialização.

As indústrias de automóvel recebem incentivos dos Governos para garantir a produção em nome da defesa da geração de emprego e do desenvolvimento social.

A concessão de linhas de crédito financeiro é disponibilizada para consumidores e assim aumentar as vendas de elétricos e eletrônicos em nome da modernidade.

As moradias há tempos deixaram de ser simples palhoças, casas com simples revestimento de concreto ou de cerâmica não é suficiente. Para satisfazer o luxo é necessário piso em madeira de mogno, móveis em cerejeira, paredes em marfim.

Duas geladeiras, três ou quatro televisores ligados na mesma casa é considerado necessário. Para o mundo da “moda” prateleira cheia de calçados, armários abarrotados de roupas e casacos. Um carro para a família já é pouco.

Toda esta demanda do consumidor gera o chamado desenvolvimento econômico, que leva o Governo a investir cada vez mais em infraestrutura de estradas para liberar o fluxo de veículos. As novas tecnologias aumentam o consumo desenfreado de energia e impõe a construção de usinas hidroelétricas, termoelétricas, usinas nucleares e eólicas, de acordo com a disponibilidade dos recursos de cada região e de cada País.

A degradação ambiental provocada pelos gases e pelos dejetos e resíduos sólidos gerado pelo consumismo da população é pouco contabilizada e esquecida pela população.

Nem mesmo os que se dizem ambientalistas e também diretores de ONGs que protestam contra o “desmatamento”, se esquecem de reduzir o consumo de bens e materiais quando se trata do próprio conforto do seu lar e transporte de sua família, como se fosse o desmatamento a única causa de degradação ambiental.

O consumo desenfreado é motivado através da mercendagens de sequentes programas que vão ao ar 24 horas por dia e em nome do sucesso, cada artista vende um segmento de bens e materiais. Muitos destes “atores e meios de comunicação” fazem frente a movimentos ambientalistas em nome da preservação do meio ambiente, sem se dar conta que no dia a dia contribuem sistematicamente para o aumento da degradação ambiental.

Fica muito fácil usar dos meios de comunicação e de seu prestigio artístico ou de sua autoridade publica para condenar quem esta produzindo, sem antes avaliar seu auto consumo e o quanto estão degradando de recursos naturais.

A biodiversidade é essencial para a sustentabilidade do meio ambiente e para a sobrevivência do homem. Para tanto devemos evitar a emissão de gases, o despejo de dejetos e o acumulo de resíduos sólidos que geramos no dia a dia.

Vivemos em um mundo que predomina a política capitalista e como todos os outros setores da economia os produtores rurais buscam seu desenvolvimento econômico que cresce de acordo com a demanda de consumo.

A população de seres humanos cresce ao redor do mundo e sua sustentação exige o consumo diário de alimento.

Estatísticas divulgadas indicam que milhões de pessoas ainda passam fome em todo o mundo, e só vamos controlar quando tivermos alimento suficiente para garantir no mínimo duas refeições diárias para cada ser humano.

Para alimentar, para vestir, calçar e abrigar este exercito de pessoas o mundo precisa da produção do feijão, do milho dos hortifrutigranjeiros, o suíno, o boi, o frango a galinha o ovo, leite e derivados, da madeira, da cerâmica (barro), do algodão, da ceda, da lá e do couro Para atender esta demanda desenfreada o produtor rural esta no campo criando os animais, cultivando a terra na produção de alimentos e reflorestando novas obras.

Enquanto existir demanda de consumo, enquanto vivermos em um mundo capitalista o produtor rural estará no campo produzindo alimento e gerando riquezas para o País. Agora quando você cidadão do perímetro urbano deixar de consumir, quando estivermos com os armazéns cheios sem ter para quem vender, certamente deixaremos de aumentar a produção.

Enquanto você continua consumindo estaremos aumentando a produção sem a necessidade de novos desmatamentos, mas precisamos da garantia de continuar explorando as áreas já consolidadas, e de recursos para investimentos na recuperação das áreas degradadas.

Em nome da geração de emprego e do desenvolvimento social o Governo isenta imposto e aumenta as linhas de crédito para o consumo de parafernálias sem protesto da população. Agora quando se trata de produção agropecuária o Governo aumenta a tributação e o crédito ao produtor rural fica restrito a regularização fundiária e a licenças ambientais que são bloqueadas pela atual legislação ambiental criada com fundamentos ideológicos e pouco técnicos.

- Quando se faz necessário o debate para a adequação da Legislação Ambiental para garantir a demanda de consumo, as lideranças rurais recebem troféus de machadinhas;

- Quando a mensagem do Governo trata de regularização fundiária os vigaristas são os produtores rurais;

- Quando o Governo trata de Programa Fome Zero e Bolsa Família o produtor rural é chamado a produzir;

- Quando o Governo anuncia superávit na balança comercial a garantia vem do agronegócio;

- Quando a sociedade fala em meio ambiente o condenado é o produtor rural;

- Quando você vai a compras das parafernálias você esquece das causas ambientais;

- Quando você se sentar diante da mesa, caso não lembrar de quem produz o alimento, pelo menos agradeça a Deus pelo alimento que garante a sua sobrevivência.

- Enquanto a sociedade estiver comprando nós estaremos aqui preservando para garantir a produção e atender a demanda de consumo.


Por Valdir Edemar Fries

valdirfries@hotmail,.com

Fonte: Valdir Edemar Fries
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COMENTÁRIOS

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VANDERLEI ANTONIO DE MORAIS | SILVANIA - GO
Nassi no ano de 1966, e minha mae e de 1948, e sepre relata que na decada de 50 a familia passava fome pois na sua propiedade so tinha feija e abobora, nao tinha arroz porque nao avia semente para plantar. Na decada e 70 e 80 vi os adultos da regiao em que nasci derubar as matas de preservaçao permanente para plantar arros, feijao e milho (subsistencia), pois bem estas matas se recomporam, e o Brasil avnçou tecnicamente. Mas o desmatamento da Amazaonia so existe, devido a conivencia das autoria
16/06/2009 00:03 | VER MENSAGEM COMPLETA
HILÁRIO CASONATTO | LUCAS DO RIO VERDE - MT
meus parabens pela cinceridade e coragemseu valdir

15/06/2009 21:25
JUNIOR MASANOBU UTIDA | CAMPO NOVO DO PARECIS - MT
Valdir, produtor de parafernárias "nao" polui o meio ambiente porque a indústria dele ocupa pequeno espaço fisico e produz "coisas" que nos trazem bem estar e qualidade de vida enquanto o produtor de alimentos precisa área maior... Um detalhe é que os que reclamam do produtor de alimentos NUNCA passaram fome nem imaginaram um dia necessitar de "alimentos sintéticos" (impossível). Os produtores de alimentos são eficientes e sustentáveis (até quando?)amam suas terras e...cuidam do seu futuro.
14/06/2009 18:33 | VER MENSAGEM COMPLETA

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Açúcar (Jul 2013) 16,64 -0,33
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Café (Sep 2013) 122,90 -1,45
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