Manifestações, protestos, paralisações e invasões - exercício do direito democrático ou força de manobra política?

Publicado em 10/06/2013 09:26
Por Valdir Edemar Fries, produtor rural em Itambé/PR.

Diante dos fatos, um texto longo, mas necessário, uma vez que as AÇÕES DE GOVERNO, e a falta de autoridade dos PODERES CONSTITUÍDOS, tem levado o País a um verdadeiro estado de “PÉ DE GUERRA”.

“PÉ DE GUERRA” não apenas no fisiologismo de um velho ditado, mas de VERDADEIROS CONFLITOS instalados que contabilizam não apenas o comprometimento do sistema produtivo e do desenvolvimento econômico, mas também o detrimento da integridade social das famílias e das comunidades.

São vários os setores da economia e da sociedade que encontram-se em conflito, mas é diante dos acontecimentos relacionado com as QUESTÕES INDÍGENAS, referente a demarcação de terras promovido pela FUNAI, sob o apoio e o comando das ONGs, do CIMI, além dos MSTs que ressuscitam para somar força de manobra em apoio aos ÍNDIOS INVASORES, que à modo dos MSTs, invadem, depredam e destroem tudo o que vem pela frente, com o objetivo de impressionar a sociedade e assim justificar os INTERESSES POLÍTICOS através de certas “AÇÕES DE GOVERNO”.

MANIFESTAÇÕES, PROTESTOS, PARALISAÇÕES E INVASÕES a muito tempo tem deixado de ser exercício do direito democrático para ser FORÇA DE MANOBRA POLITICA DO PODER CONSTITUÍDO, isto vem se caracterizando através da ocorrência de cada fato que venha a envolver setores da sociedade com os interesses ideológicos de quem esta no comando o País.

Os TRÊS PODERES DA REPÚBLICA se completam, e podem garantir a unidade, o desenvolvimento social e o crescimento econômico de toda nação, se estes poderes constituídos promulgassem seus oficios, implementando e aplicando os atos constitucionais.

Nos encontramos perplexos diate dos FATOS e das LEIS, e diante dos PODERES DA REPÚBLICA, vimos com frequência que o não cumprimento das LEIS estão provocando o detrimento generalizado do ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO.

Promulgada a Constituição em 1988, ainda hoje nos deparamos com Leis sem qualquer normativas e/ou decreto que as regulamente. Petições judiciais com embargos de declaração sem serem analisados e julgados, ações declaratórias sem serem executadas, e neste emaranhado de Instituições, Fundações, Agências e Empresas/Companhias Estatais, as questões que geram conflitos se arrastam  para as audiências e mais audiências, protestos e mais protestos, sem que antes os poderes constituídos façam uso de suas atribuições, e assim, de PODER EM PODER:

O JUDICIÁRIO NÃO PROMULGA SENTENÇAS FINAIS PORQUE AS LEIS SÃO FLEXÍVEL;

O PODER EXECUTIVO DEIXA DE CUMPRIR DETERMINADOS ATOS, POR QUE AS LEIS NÃO PERMITEM;

NO LEGISLATIVO O TRAMITE DE PROCESSOS DE PROJETOS DE LEIS EM QUESTÃO NÃO É VOTADO, nem projetos de Lei, nem projetos de alterações de certas Leis, os processos andam lentamente PORQUE? …Porque a muito o legislativo deixou de ser a representação do povo para ficar a SERVIÇO DO EXECUTIVO NA VOTAÇÃO DAS MEDIDA PROVISÓRIA, as quais são votadas após intensas negociações, ao interesse de cada “pari passu”.

Fica cada vez mais visível observarmos que o EXERCÍCIO DO DIREITO DEMOCRÁTICO passa a se confundir com a FORÇA DE MANOBRA POLÍTICA DOS PODERES CONSTITUÍDOS, quando autoridades do próprio “PODER” buscam  aliar-se e promover as MANIFESTAÇÕES, os PROTESTOS, as PARALISAÇÕES e até as INVASÕES.

A “AUTORIDADE” de muitos, já comprometida em acordos e negociações feitas a “pari passu” dificultam as suas iniciativas e as ações na solução dos fatos. No Congresso Nacional, Frentes Parlamentares e Comissões criadas com o objetivo de agilizar os processos em defesa dos interesses para os quais foram eleitos e se dizem representar, fica sob o comando de meia duzia, os demais que se dizem membros das Frentes e das comissões, se intitulam membros com objetivo único de tirar proveito na politica eleitoreira.

As questões AGRÁRIAS que se acirram em todo o território Brasileiro é apenas uma ponta de todos os fatos que vem provocando o detrimento social e econômico dos inúmeros setores da  sociedade Brasileira.

O setor do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO conclama por soluções pacificas, HUMILHADOS e DESCRIMINADOS por diversos setores do Governo e da sociedade, mais uma vez nos vimos na obrigação de nos MANIFESTAR EM PROTESTO, PARALISANDO RODOVIAS por alguns instantes, na buscar de fazer com que as “AUTORIDADES CONSTITUÍDAS” cumpram com o seu papel de LEGISLAR, EXECUTAR E JULGAR.

Estaremos realizando mais um ATO com o objetivo de esclarecer a sociedade, estaremos realizando mais um ATO acreditando no EXERCÍCIO DO DIREITO DEMOCRÁTICO? …Ou estaremos realizando mais ATO servindo de estopim para a FORÇA DE MANOBRA POLÍTICA DO PODERES CONSTITUÍDO???  

No site da Camâra dos Deputados esta descrito no nome de todos os Deputados e senadores que se dizem ser membros da Frente Parlamentar e da Comissão agropecuária, se dizem atuar em defesa dos interesses da AGROPECUÁRIA, conheça cada um deles e tente saber qual a atuação dele diante dos fatos, tão embora a Frente Parlamentas e a Comissão da Agropecuária seja forte em numero de membros, as AÇÕES de grande maioria não tem demonstrado a FORÇA DE AUTORIDADE na solução dos FATOS.

https://www.camara.gov.br/internet/deputado/Frente_Parlamentar/356.asp

https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/capadr/conheca-a-comissao/membros

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Fonte:
Valdir Edemar Fries

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