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NAVEGAÇÃO
 
Blog do
Jornalista e Publicitário

Empresários urbanos entram na discussão do Código Florestal

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Estou de volta da Espanha.  Por lá, busca de protecionismo for all...  Por aqui, o Agribabel em
 torno do Código Florestal cresce e muito. Senadores hoje se movimentam para uma saída
 política no código a ser aprovado, ou não, até o dia 25 pela presidenta Dilma. Além de
 ninguém se entender, entram na discussão agora empresários urbanos, como Horacio Lafer
 Piva, Pedro Luis Passos, Paulo Nigro, Roberto Oliveira Lima, a convite do  presidente da
 Fundação SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin, numa conversa no jornal O Valor Econômico
 e querem tudo de bom, como todos  nós, mas, claro, não apresentam um caminho concreto
 de como equacionar e pagar essa conta toda... de um Brasil perfeito, líder da economia verde
 e do novo capitalismo. Acho que nossos amigos empresários urbanos chegaram tarde
 demais no jogo e parecem esquecer que 80% de todo esse  famoso dinheiro do agronegócio
 não fica na mão dos agricultores. Está muito bem distribuído ao longo da cadeia produtiva
 em outros setores do  antes e principalmente do pós porteira das fazendas. Aliás, o segmento
 muito bem representado pela categoria destes inovadores e brilhantes  executivos. O
 precedente é ótimo. De fato seria preciso trazer toda a agroindústria, a distribuição, o
 transporte, a infraestrutura e o varejo  agroalimentar, das fibras, e energético, para o centro
 da mesa deste debate. E como mesmo eles disseram, isso extrapola o próprio agronegócio.
 Momento de lucidez... Por falta de surra, o agricultor não vai ficar. Agora mais um setor
 entrou chutando a turma do campo. Arre!

O Agronegócio é a Agribabel

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A agricultura e a pecuária são gigantes importantí­ssimos na economia, na sociedade e na segurança alimentar do povo brasileiro. O Brasil produz cerca de uma tonelada e meia de alimento per capita, quando os dados internacionais revelam que 250 quilos per capita é um indicador positivo. Portanto, oferecemos seis vezes mais em termos de segurança alimentar. Mas, se o agronegócio é esse real gigante de importância, que transformou um paí­s importador de alimentos em exportador e supridor com abundância das necessidades da população brasileira, a questão que analistas fazem é: onde se esconde o setor? Por que o setor não tem uma voz única, unida, transparente e clara? Por que o agronegócio é também uma Agribabel? Uma Torre de Babel de microvozes, faccionadas, fracionadas e geralmente nada coerentes entre si? Por que o agronegócio tem dificuldades enormes de se comunicar? E, como tenho ouvido de especialistas: enquanto o agronegócio é um gigante na economia, os agricultores parecem pigmeus, desunidos e frágeis como ovelhas… Qual o papel número um do atual ministro da agricultura do Paí­s? Governança. Cadeias setoriais sem conexão, sindicatos partronais, rurais como células separadas, uma bancada no Legislativo ativo que consegue reunir até 300 votos, mas que não consegue ter diálogo e imagem da sua importância na sociedade urbana. E uma verba de comunicação do governo onde a agricultura nada leva e nada conta. No Código Florestal, o que ainda tem salvo a questão é a causa do micro e do pequeno agricultor. Não fosse essa realidade, que por exemplo coloca na beira de 250 mil açudes no Nordeste, cerca de 2 milhões de micros e de pequenos produtores, sem canos para levar a água, terí­amos um código total e completamente inviável de ser aplicado… O agronegócio não tem uma voz, tem microvozes, cada uma em um diapazão, e em uma lí­ngua diferente. É a Torre de Babel, é  a Agribabel.

8 de maio de 2012 as 12:56

Camila Pitanga pediu para vetar, cade os artistas do sertão ?

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Lula recebeu um doutor Honoris causa, de Universidades do Rio. Presentes professores, estudantes, artistas, a midia, e a Presidenta Dilma. No meio da cerimònica a bela e encantadora Camila Pitanga, que fazia o cerimonial, pediu para quebrar o protocolo e solicitou que a Presidenta Dilma vetasse o código florestal aprovado na câmara. Toda a platéia gritou em coro : ” veta, veta, veta “. Em Tróia, diz a lenda, que uma minoria foi totalmente contra receber e colocar para dentro dos portões o presente grego do Cavalo de Tróia. Esses foram mortos, e presos pela maioria que acreditava ser o cavalo de troia um presente de paz. A marcha da Insensatez não é novidade. Uma maioria intelectual, artística, elite e formadores de opinião que não leram Nietzche, trazem para si a bandeira das árvores. E, quem em sã consciencia poderia falar mal de árvores, de gatinhos, cachorrinhos, de olhos d’água no cerrado, ou dos povos sofridos e humilhados ao longo de milênios no passado ? ( e deveria atirar a primeira pedra aquele que não humilhou ao outro !!! ). Porém, hoje, aqui e agora, existe sim um povo verdadeiro, legitimo e real, trabalhando duro, sofrendo e sobrevivendo, em grande parte  com a subsistência para si e para algum escambo com o que sobra, que é a ” classe média rural “. Representam a autêntica espinha dorsal do agronegocio do país. Pequenos e médios produtores, mais de 88% do total das propriedades rurais brasileiras. Vivem exatamente do ladinho dos riachos, da água e dos açudes, como no nordeste. Sem a água não produziriam, nao criariam e nao estariam vivos. Assim como os índios, ao longo de milênios, do ladinho da vida da água. Muito bem, esses milhões de seres reais e verdadeiros, micros e pequenos não possuem água encanada, bombas de pressão e suas terras são mínimas. Se o código for vetado, entram automaticamente na ilegalidade, e vamos para o ” imbróglio ” juridico e de fazer valer o direito posteriormente.  Nâo são as grandes propriedades e os produtores ” high tech ” que irão sofrer com a lei vetada, pois conheço muitos que já atuam dentro da lei que já existe, com todas as reservas, app’s e tudo como manda o código que ai está, e que não pode ser efetivado pela impossibilidade do mesmo, para a grande maioria dos produtores. E, fora isso, injusto mesmo é a sociedade,a parte mais falante dela, intelectual brasileira, achar que a conta de tudo isso pode e deve ser paga exclusivamente por aqueles que trabalharam, na imensa maioria, dentro da lei de suas épocas. É delicioso colocar limão nos olhos dos outros, para curar o vermelhão alheio. Agora, ou as lideranças rurais aprendem ou reclamam. Aprender significa precisam implementar um diálogo com a sociedade urbana, moderno, inteligente e carismático. Onde estão os artistas sertanejos, por que Chitão e Xororó, não explicam a coisa prá população. Onde os meus amigos Sergio Reis, almir Satter, e outros poderiam e deveriam estar engajados numa campanha de educação e de esclarecimento dessa ” quizumba “, dessa ” tonteria e quilombo ” como diriam os hermanos argentinos ? A culpa não é das belas Camila Pitanga Giselle Bundhchen’s, e sim de quem só fica ” rosnando “, falando para si mesmo e não aprende a vital arte de se comunicar. O agronegocio precisa falar em nome da NOVA SOCIEDADE AGRICOLA DO PAIS, A CLASSE MÉDIA RURAL. Não há possiblidade de vida no planeta sem a valorização e a defesa das classes médias, em qualquer campo da sociedade que possamos imaginar.  Obama disse agora nos Estados Unidos, depois de décadas de guerra, meu alvo agora é a Classe Mèdia Americana. USA all over the world, again….aprendendo e reaprendendo a lição.

5 de maio de 2012 as 16:48

Chega de debater o Código Florestal

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Chega de debate sobre o código florestal. Bom senso é concentrar o melhor das energias e do conhecimento agrotropical brasileiro no pós sancionamento da lei aprovada na Câmara Federal. Os agricultores que plantaram dentro da lei e das orientações agronômicas de suas épocas não podem ser chamados de desmatadores, e nem, de torturadores com a alcunha de “anistiados”!

O agronegócio comercial brasileiro é como regra preocupado com os aspectos ambientais e sociais, pois estão submetidos às leis de mercado. E não são os supermercados e as agroindústrias processadoras de matérias primas vegetais ou animais, que irão correr riscos de terem suas marcas prejudicadas, ou suas vendas cortadas por estarem usando grãos, carnes, fibras ou energia oriunda de práticas predadoras. Isso existe? Sim, mas não é mais a regra.

Onde porém, existe a fraude, o crime, o desmatamento ilícito e o predadorismo, não empreendedorismo, mas o predadorismo contumaz? Como regra isso tem a concentração de ocorrências nas terras ilegais, na grilagem, e nos que fazem mau uso dos assentamentos e terras devolutas. Para a ilegalidade existe polícia e a mão pesada da lei e da justiça. Para policiar precisa investir em maior vigilância , tecnologia, fiscalização e velocidade nos processos, julgamento, combate à corrupção e aplicação da lei. E, é exatamente ai, onde há décadas reside o problema, que é histórico na realidade brasileira. Não é o gaúcho que abriu o cerrado enfrentando, inclusive a ilegalidade, o crime e ainda hoje convivendo com a falta de estrutura fora das porteiras da fazenda que está o inimigo do ambientalismo.

Presidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa. E essa mão na massa significa dizer: “Agora, como é que nós vamos fazer para definir as normas gerais dos programas de regularização ambiental (PRA), previstos nos textos da lei, adequando regionalmente à aplicação do código conforme as realidades locais do Brasil? Isso sim representa colocar foco no que interessa, promover a agricultura de baixo carbono e a integração pecuária, lavoura e floresta, a defesa da pesquisa genética tropical, e não aquilo que distrai a atenção do que é verdadeiramente a causa estratégica do País. Não corrigimos o presente consertando o passado, e muito menos faremos o futuro nos distraindo com as ilusões do presente.

 

 

Desvendando o Agronegócio – Mia, Uma Mulher que faz!

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Enquanto entra lei, sai lei, vamos exemplificar com gente que realiza. Em homenagem a  Mia, uma fazendeira de Goias, Marize Porto Costa, com 967 hectares, dá show de sustentabilidade, inovando e fazendo o que todo mundo vai ter que fazer um dia…Integraçãao de Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Ela ficou viuva, nao entendia nada de agricultura, procurou os pesquisadores da Embrapa e iniciou um trabalho que hoje é modelar, alavancando o lucro da Fazenda. Planta ao mesmo tempo, na área pasto, eucalipto, soja, sorgo, milho, tem pecuária e, com isso, entrou de vez na agricultura de baixo carbono. Esse é o caminho sem precisar de lei alguma, fazendo o que o conhecimento já permite e ganhando mais dinheiro. Uma mulher que faz, a Mia!

26 de abril de 2012 as 8:10

Postado na categoria agricultores, mulheres, sustentabilidade

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Embrapa x Iniciativa Privada em genética, como ficamos ?

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A sabedoria revela : a boa idéia é um investimento em pesquisa pelo setor publico, acompanhado por inovações e investimentos do setor privado. Na área de sementes, a partir dos anos 90 só sobrou a Embrapa, como centro de pesquisa no setor genético vegetal brasileiro. A maior empresa privada de sementes brasileira, a Agroceres, foi vendida para a Monsanto. Os ideais da Agroceres, onde atuei, eram o de ser a organização líder no desenvolvimento de sementes para o cinturão tropical do planeta. No editorial do jornal O Estado de S Paulo ( 22/3 ) são abordados ” os problemas da EMBRAPA “.  O que ocorre é que os custos da pesquisa tem crescido muito mais do que os orçamentos da EMBRAPA.  Conforme registra o editorial, são necessários US$ 130 milhões para todo processo de pesquisa e licenciamento de um único transgênico. Quer dizer : R$ 230 milhões. O orçamento da EMBRAPA é de R$ 2,1 bilhões, menor do que os tres anos anteriores. A MONSANTO, informa investir mais de US$ 1 bilhão, sómente ela, em pesquisa. O que leia-se : Uma Monsanto equivale a toda a EMBRAPA. Se colocarmos nessa balança outras grandes corporações de pesquisa, como Dupont, Bayer, Basf, Syngenta; a distancia que nos separa da vital e fundamental pesquisa para garantir a genética nas condições tropicais de produção, é abissal. Qual a solução ? Colhermos as boas lições da história. O governo sozinho não conseguirá fazer. Uma empresa exclusivamente brasileira talvez não consiga mais, por ter perdido o ” trem da história “. Provavelmente a solução envolverá inteligentes negociações entre empreendedores privados, do setor de sementes do Brasil, com suporte e apoio da EMBRAPA e de agentes financeiros como o BNDES; além da atração das mesmas companhias que hoje lideram o investimento na genética mundial, para projetos em parceria e ” co brand “; a busca de inovadores geneticistas no Brasil e mundo afora; e a convicção das associações e entidades representantes dos produtores rurais brasileiros,  para a tomada de  ações e participação nesse sagrado tema : a genética tropical brasileira é condição sine qua non, para a competitividade do agronegócio brasileiro, dos produtores, e da produção de alimentos em quantidade e qualidade.

23 de março de 2012 as 22:10

Postado na categoria agricultores, tecnologia

Código florestal de verdade é a lei do consumidor.

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Essa história toda do código florestal pra ca e código florestal prá la, vive atrás do legitimo código : a lei do consumidor. Agronegócio é uma cadeia que inicia na ciencia e na pesquisa, passa pelos insumos , máquinas, é materializada no campo – pelo produtor; e dai segue para o processamento, distribuição, varejo e consumo. A lei que funciona é a lei decidida pelos consumidores. O cidadão, cada vez mais interconectado e globalizado. E, contra essa lei, cuja ciência e arte de estudo chamamos de ” marketing “, não há contestação. Mesmo quando a legislação entra querendo mandar no desejo dos consumidores, o que consegue é uma coisa só : contrabando, ilegalidade, falsificações, clandestinidade. Exemplos ? cigarros baratos contrabandeados; sementes geneticamente modificadas plantadas fora da lei, e que depois terminam por criar royalties prejudicando os agricultores, pós legalização etc.

Agora,  o Ministério Público mandou uma ordem às 20 maiores redes supermercadistas do país, que tem 10 dias para explicar onde andam comprando carne, se de  áreas desmatadas ilegalmente; e o que tem feito para contribuir na redução dos danos ambientais causados pela originação dos seus fornecedores.

Esse gasta tempo politizado e ideológico deveria ser consumido numa orquestração das cadeias produtivas, em função daquilo que a ciencia já nos assegura, como qualidade e segurança alimentar; em função do conhecimento tecnológico dos sensores de medição, e nas ações práticas para nos anteciparmos ao óbvio : o desejo dos consumidores a respeito dos beneficios e das virtudes dos distintos alimentos. E, a classe dos produtores rurais em si, o que precisa é ampliar consideravelmente a sua capacitação para negociar com os demais elos da cadeia produtiva, os investimentos e o ” timing ” das mudanças. Caso contrário, a tendencia será pagar a conta sozinha. Enquanto isso os embates do código florestal servem para bravatas e o rugir de obsoletos cavaleiros andantes, de ambas as partes ; e que serão atropelados pela inevitabilidade do ” mundo real “.

Consequências nebulosas para para a nova medida do Banco Central…

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O  Banco Central, para limitar o ingresso de capitais estrangeiros no Brasil, que contribuem para a valorização do Real, definiu que  as antecipações de recursos a exportadores brasileiros, no agronegocio, não poderá mais ser feita via bancos e fundos de investimentos. Sómente o importador, e num prazo de até 360 dias. Fora isso caracteriza-se não mais uma receita de exportação e sim aplicação financeira. Vai incidir IOF de 6% e não haverá mais isenção de IR sobre as parcelas dos juros.  Como fica ? temos safras vendidas antecipadamente, no caso do açucar e outras commodities. Esse modelo ao ser eliminado, deverá ter impacto sobre o financiamento do agronegócio e no fluxo de caixa das organizações exportadoras. O quanto essa medida terá impacto no controle do câmbio, e o quanto prejudicará o fluxo financeiro do agronegócio, é questão para ser quantificada. Mas, o tema é nebuloso , e perigoso.

12 de março de 2012 as 22:18

Postado na categoria Sem categoria

MUNDURUCUS VENDEM DIREITOS SOBRE A PROPRIA TERRA

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Os Mudurucus são espertos. Venderam por US$ 120 milhoes o direito para que a CELESTIAL GREEN VENTURES, uma empresa estrangeira, controle uma área de cerca de 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Eles não podem nem tirar, nem plantar madeira nas terras por 30 anos, e a empresa tem ainda beneficios sobre a bio diversidade e acesso irrestrito ao territorio indigena. A Funai admite ter mais de 30 contratos nessas bases e sómente a angelical CELESTIAL GREEN VENTURES, tem outros 16 projetos no Brasil. Isso fica la em Jacareacanga, no Pará, bem no coração divino da floresta amazônica. Curioso, enquanto se discute uma restrição , do lado agrícola, à empresas estrangeiras, enquanto se debate sem fim o código florestal, enquanto a Uniao Européia solta um filme onde uma jovem européia é atacada por um chines, um indiano e um brasileiro capoeirista, enquanto as terras devolutas andam pela casa dos 100 milhoes de ha, o ” buraco negro do agronegocio brasileiro ” segue na sua volupia devoradora. MANDURUCUS, índios espertos, cacique feliz, Celestial Green , contrato com Deus assegurado….pergunto, já pagaram ?  Quem recebeu ?

as 22:08

Postado na categoria codigo florestal, sustentabilidade

Terras devolutas, que labuta !

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E a questão das terras devolutas no Brasil ? Uma mega confusão. Retornamos aos tempos das capitanias hereditárias, modelo falido, onde poderiamos dizer que as unicas terras devolutas seriam aquelas, e que a grande parte do Brasil era terra de ninguém. Consultando juristas encontramos definições como ” Devolutas são terras desocupadas, sem dono ” ( Clovis Bevilacqua ) . Outro advogado acrescenta : ” terras desocupadas, sem dono e não possuidas ” ( Teixeira de Freitas ). O Juiz Federal Dirley da Cunha conclui : ” … devolutas são terras públicas, indetermináveis ou determináveis – sem nenhuma utilização pública específica e que não se encontram, por qualquer título – integradas ao dominio privado. As terras devolutas pertencem, desde a constituição de 1891 art. 64 – aos estados membros; excetuando-se as indispensáveis à defesa das fronteiras, fortificações e construções militares, das vias de comunicação federais e à preservação ambiental, que são de propriedade da União.  O só fato de inexistir o registro da terra nao caracteriza a existencia de terras devolutas, devendo o poder público provar sua existência e propriedade. ”

 A questão curiosa é que temos claramente dois agronegócios no Brasil. Um legalista, sob controle, rastreabilidade e com todo o peso da lei, incluindo o novo código florestal. Quer dizer um agronegócio que está no radar da fiscalização, por existir e estar documentado. Esse agronegócio é o que gera o crescimento do PIB e não permitiu que o Brasil crescesse negativamente em 2011. Muito bem, e a  ” muvuca ” da questão de terras devolutas ? Dados inconsistentes, nada controlados, ausencia de registro e de cadastro, onde alguns apontam para a existencia de cerca de 100 milhões de ha no Brasil de terras devolutas. Com grande concentração na Amazonia. Num pais com mais de 851 milhões de ha, a conta das terras devolutas é praticamente o dobro do que é utilizado para realizar toda a produção vegetal do Brasil.  E agora ? como é a questão legal ? E onde está esse Agronegócio duvidoso, nebuloso e que não aparece nos radares de ninguém ? Como é o problema do preço da terra agricultável crescente, num mundo com carencia cada vez maior de terras agricultáveis ? Olhamos para o visivel e nos satisfazemos por muito tempo com ele. Enquanto isso, um movimento atua na invisibilidade e não o detectamos, até que esbarramos na ponta dos seus espinhos. Onde está o maior problema ambiental brasileiro ? Nos fazendeiros legalizados e que produzem dentro da lei, ou na escuridão mansa da ilegalidade devoluta ?? Qual é a situação das acusações de uma industria de legalização de terras ? de onde vem o crime verdadeiro no agronegócio, o corte de madeira ilegal, a grilagem, os assassinatos…?

Einstein disse : ” existem numeros que são contados e que contam, outros numeros que são contados e não contam…. e , principalmente, numeros que não são contados e que muito contam. “  Na questão das terras, legalização, uso e posse, o que não é contado parece contar muito mais do que aquilo que é contado.