Terras agricultáveis e estratégicas para a sobrevivência no Planeta Terra
De 1959 a 1963, 20 milhões de chineses morreram de fome na China. Quase 1 bilhão, hoje, morre de fome no mundo, e como fica a proteção aos médios produtores rurais do Brasil? Terras agricultáveis viraram estoque estratégico de sobrevivência na terra, e questão de inteligência de segurança alimentar no planeta.
A China, por exemplo, nosso principal cliente do agronegócio, não brinca em serviço com comida. Sabe, na própria pele, o que é não ter estoque nos seus silos. No recente livro de Henry Kissinger, sobre a China, está revelado este dado catastrófico, que conta apenas não mais do que 50 anos.
Enquanto brincamos de utopias, outros quase 1 bilhão de seres humanos padecem com a fome no mundo agora, aqui, já. Só podemos erradicar a fome e o risco da morte por falta de comida gerando suprimentos excedentes e viabilizando vida digna para os quase 1,3 bilhão de agricultores do mundo, mudando a inconsciência do consumo e seu desperdício nefasto pelos ricos da civilização, e atraindo mais gente da cidade para os campos da terra.
Aqui no Brasil, iludidos bem intencionados, associados a astutos estratégicos extraordinariamente mal intencionados, representantes de segredos e de mistérios de estratégia e de soberania de grupos, facções e países, nos estimulam a, por lei, diminuir nosso potencial de terras agricultáveis. Se a proposta de lei atual, do Código Florestal, vingasse, iríamos extirpar os médios produtores rurais brasileiros. Todos acima de 4 módulos fiscais teriam menos terra para plantar do que os “pequenos”, até 4 módulos fiscais. Isso significaria algo em torno de 10 milhões de hectares.
Uma notícia dessas, só serve para os aplausos de experts estrategistas dos interesses contrários à soberania brasileira, e, claro, serve também para animar as doces ilusões de jovens, que legitimamente, procuram causas idealistas para servir. Eu também fiz isso quando estudante. Agora estudo os que nos fazem fazer isso, tomando conta dos sonhos de um mundo melhor, de jovens bem intencionados, nos idiotizando com o ácido das doces mentiras bárbaras.
Setenta e seis deputados mandaram emendas para o Código Florestal, quando não se esperava quase nenhuma (na versão oficial). Porém, apenas 10 deputados, dos 76, respondem por 50% de todas as emendas enviadas. Como sempre, a luta verdadeira é sempre travada entre poucos. A grande maioria assiste, aplaude, vaia, ignora.
