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Arquivo da categoria ‘Código Florestal’

O nosso retorno ao candeeiro e ao Carro de boi

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Brasil, o retorno ao candeeiro e ao carro-de-boi

Não deixam de ser apelativos os argumentos dos ambientalóides quando argumentam contra os aproveitamentos hidrelétricos da Amazônia. Muito mais que as estradas e os incentivos fiscais, a região amazônica brasileira será mais impactada pelas usinas hidrelétricas que lá estão sendo construídas. Os muitos argumentos apresentados contra as usinas de Jirau e Santo Antonio no  rio Madeira  e Belo Monte no rio Xingu não podem deixar de sensibilizar os ouvidos das pessoas mais atentas à degradação do 1/2  ambiente pelo progresso.

Uma forma de raciocinar de forma correta é contra-argumentar que a alternativa para as usinas é o retorno ao candeeiro e ao carro-de-boi como fez o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral. Por outro lado, não se pode deixar de reconhecer que a única forma de alavancar o progresso na região é através de ações decisivas e perenes como o resultado da construção das usinas hidrelétricas. Produzir energia limpa a custos razoáveis é um argumento definitivo para as usinas. O impacto delas será suficiente para tirar da Era da Pedra Lascada a população indígena do entorno. Certamente não será possível um milagre para alçar a condição de vida destas comunidades às melhores condições de vida da classe média brasileira.

È também necessário considerar que a alternativa às usinas hidrelétricas seria a geração de energia com combustíveis fósseis que são muito poluentes. Ou  então, a geração de energia termonuclear que é alvo de muitas restrições pelo mundo a fora e o caso mais recente, a usina de Fukushima, no Japão, atingida por terremoto e por tsunami, é o caso atualmente mais ilustrativo dos riscos do aproveitamento de energia nuclear  para não se recorrer ao desastre da usina de Chernobil na Ucrânia.

No Brasil, poder-se-ia perguntar o que seria do Nordeste sem o aproveitamento da potencialidade hidrelétrica do rio São Francisco. Se o Nordeste brasileiro fosse um país independente, estaria entre as  trinta maiores economias do mundo. E esta mudança  ocorreu em apenas  cinco décadas pois a energia da Usina Paulo Afonso I , a primeira usina hidrelétrica construída no rio São Francisco, começou a ser gerada e distribuída na primeira metade da década dos anos 50 do século passado. Houve perdas do ponto de vista ambiental. A beleza da cachoeira de Paulo Afonso deixou de existir e hoje só pode ser vista em fotos preto-e-branco.  Mas houve ganhos de natureza sócio-econômico. No tempo correspondente ao de uma geração ocorreu um verdadeiro milagre na caatinga nordestina. A realidade no polígono semi-árido do Nordeste é muito diferente do tempo do pioneiro cearense Delmiro Gouveia que teve a amplitude de visão e a audácia de montar, na primeira metade do século XX, o primeiro aproveitamento hidrelétrico na cachoeira de Paulo Afonso.

Em artigo recente o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral escreveu que a renúncia à energia hidrelétrica por motivos ambientais provocaria, no Brasil,  o retorno ao candeeiro e ao carro-de-boi. Para acessar a postagem sob o título “O  RETORNO À LAMPARINA E AO OBSCURANTISMO”  no InfoBRASIL, a realidade nua e crua,  CLIQUE AQUI.

Indicado pelo amigo Didymo Borges de Recife.

24 de dezembro de 2011 as 17:58

Estão nos cozinhando lentamente

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Então como é que é?  [É big, é big, é big, big, big...] – Estão nos cozinhando em fogo baixo.

Zero Hora, 06/11/2011 – Percival Puggina.

A fábula da rã que se deixa cozer viva, passivamente, em uma panela de água fria que vai ficando morna, depois quente e, por fim ferve, é perfeitamente aplicável a inúmeras estratégias em curso no país. Se, em vez de avançarem aos poucos, seus condutores saltassem etapas e nos jogassem diretamente onde desejam nos levar, haveria resistência social e os projetos fracassariam. Estão nos cozinhando em fogo baixo.

Muito se tem escrito sobre o ENEM, esse mastodonte que iniciou como uma avaliação de desempenho do Ensino Médio no país e que, com raras exceções, virou monstruosidade ainda maior – prova de seleção para ingresso nos estabelecimentos de Ensino Superior. Por quê? Porque alguns pedagogos, afinados com o poder político estabelecido, decidiram que era assim que tinha que ser. Já escrevi que quando o “coletivo” aparece com uma ideia, por extravagante que seja, ela acabará prevalente. Não vou discutir, aqui, os aspectos pedagógicos nem as onerosas trapalhadas em que se tem envolvido o tal provão do MEC. Detenho-me sobre uma pauta que não pode transitar sem ser denunciada em vista de seu significado para a democracia.

A forma federativa de Estado, constitucionalizada no Brasil desde a Proclamação da República, corresponde ao importantíssimo princípio da Subsidiariedade, que ordena competências em níveis superpostos, de tal modo que cada nível só age se o nível que lhe é inferior não puder cumprir bem suas atribuições. Esse princípio, que preserva, na base, a iniciativa dos indivíduos e, logo acima, a iniciativa das comunidades locais, e assim sucessivamente, tem óbvias aplicações no campo da Administração, do Direito, da Política e da Ética. Pois eis que, ao conjunto de ações centralizadoras já adotadas no Brasil, sempre pelo reverso desse respeitável princípio, soma-se agora o ENEM, como nova intromissão/cessão de autonomia em favor da União. Num país do tamanho do Brasil, as vagas nos estabelecimentos de Ensino Superior tornam-se disputadas nacionalmente, com estudantes transferindo-se de Garanhuns para Santana do Livramento e vice-versa, como se estivessem tomando lotação para ir ao colégio. Absurdo!

O sistema sempre foi descentralizado, regionalizado e, por fim, como convém, foi se municipalizando. Os investimentos que proporcionaram a maior parte dessas instituições de ensino resultaram de esforço, poupança ou pleitos locais. O provão nacional é uma cessão de autonomia no controle da porta de entrada do Ensino Superior!

Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política. A centralização serve para muitos males, inclusive para esse específico mal. Serve para a submissão de Estados e municípios. Serve para a cooptação de maiorias parlamentares. Serve para afastar a sociedade de decisões ditas participativas pelo envolvimento de grupos sociais devidamente aparelhados. Serve para a corrupção. Serve, esplendidamente, para o uso da rede de ensino como instrumento de doutrinação (vide livros do MEC!). E, porque tem sido assim, em tudo e com tudo, também esse ENEM vai a serviço dos mesmos instrumentos de centralização e hegemonia.

Enquanto a panela aquece para as festas do poder, canta-se como em outras comemorações: “Para a União não vai nada? Tudo! Então como é que é? É big, é big, é big, big, big.” Pobre federalismo brasileiro. Zero Hora, 06/11/2011

6 de novembro de 2011 as 15:17

Eu: ‘Cientistas revelam sua ignorância com mais força’

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Código Florestal – Entreguem a agricultura e o meio ambiente para certa antropologia, e terminaremos todos alegres antropófagos

O texto foi publicado ontem na Folha de S. Paulo. Quando o li, na madrugada, pensei: “Quero escrever a respeito”. Depois acabei atropelado pelo noticiário sobre o Ministério do Esporte, e a coisa lá me ficou pelo caminho. Mas não resisto. Começo com a minha graça, mas é coisa muito séria: se deixarmos as escolhas sobre produção de alimentos e preservação da natureza para certa antropologia, acabaremos todos antropófagos, mas conciliados com o meio ambiente. Será um momento lindo. Voltaremos às nossas origens tupinambás, e os europeus mandarão seus novos Hans Stadens pra cá para narrar a nossa saga e descrever os nossos exotismos. Mas vamos à reportagem, de Claudio Angelo, da Folha, que segue em vermelho. Comento em azul.

Cientistas sobem o tom contra novo Código Florestal
Em sua manifestação mais dura sobre a reforma do Código Florestal, as principais sociedades científicas brasileiras adjetivam partes do texto em análise como “injustificado” e “inconstitucional”. A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) entregaram na semana passada a senadores propostas para embasar as mudanças na lei. Para elas, a ciência não foi levada em conta no relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), aprovado em maio no plenário da Câmara. Entre as 18 assinaturas do documento há pesos-pesados como a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, Carlos Nobre, secretário de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Tatiana Sá, ex-diretora-executiva da Embrapa. Para eles, o maior entrave à expansão da agricultura não é a legislação ambiental, mas “a falta de adequação” da política agrícola do país.

Então vamos ver. Segundo entendi, os cientistas não têm argumentos novos. Eles decidiram mudar a ênfase, como se a dureza da linguagem lhes desse agora a razão que não tinham antes. Daí terem “subido o tom”. O que vai acima tem uma premissa: o texto de Aldo Rebelo teria partido do princípio de que existe uma contradição ente legislação ambiental e produção agrícola. É falso. Ao contrário. O relatório busca sempre a conciliação. Não só isso: ele prevê a recuperação de áreas desmatadas. Mas o bom mesmo vem agora. Vejam como a ignorância pode ser convicta.

Para os cientistas, um aumento marginal na produtividade pecuária -com medidas simples, como erguer cercas e fazer o manejo de pastos- liberaria 60 milhões de hectares para a agricultura. “Continua no Senado essa falácia de que não há espaço para preservar e produzir alimentos”, disse Luiz Martinelli, da USP de Piracicaba. “Como é que eu vou dizer para a Europa não subsidiar sua agricultura quando a gente queima tudo sem nenhuma eficiência? É um tiro no pé.”
Essa falácia existe só na cabeça dos ditos cientista. Como é bom falar sem números, ir jogando dados, assim, ao léu, né? Como, afinal, eles são “cientistas”, ninguém vai se ocupar de fazer algumas continhas e operar minimamente com a lógica. Faz sentido. Quando foi a última vez que a antropóloga Manuela Carneira da Cunha, por exemplo, viu um pé de couve? Vamos lá. A agropecuária ocupa, no Brasil, 329.941.393 de hectares; desse total, 98.479.628 são áreas de preservação dentro das propriedades. Sim, vocês entenderam direito: os proprietários rurais brasileiros preservam 29,84% das terras que constam, oficialmente, como destinadas à agropecuária. Como o Brasil tem 851 milhões de hectares, isso significa que agricultura e pecuária ocupam apenas 27,2% do território brasileiro (231.431.765 milhões de hectares). Estudos mais recentes falam em 27,7%.

Pois bem: segundo esses valentes, erguer cercas e fazer manejos de pastos liberaria 60 milhões de hectares para a agricultura. Deve ser gostoso ser irresponsável ostentando o título de doutor. Ninguém cobra nada do bruto. Isso corresponderia a 26% da área hoje efetivamente ocupada pela agropecuária. Então vamos ver: dadas a demanda do mundo por alimentos e a dificuldade para se conseguir terras, esses gênios da raça estão afirmando que os proprietários rurais aproveitam mal mais de um quarto da sua propriedade??? Falam uma porcaria desse tamanho e nem ficam corados!

Mais ainda: desmatar para arrancar madeira e não plantar nada é coisa fácil; qualquer pistoleiro faz — geralmente, debaixo do nariz de Ibama. Agora, desmatar para preparar a terra para cultivo dá um trabalho danado. É preciso NÃO TER A MENOR IDÉIA DO QUE SE ESTÁ FALANDO PARA SUSTENTAR, como sugere o documento, que o proprietário rural, então, opta pelo mais caro e mais difícil — desmatar e preparar a terra — do que pelo mais barato e mais fácil: erguer cercas e fazer manejo de pastos. Isso é um fantasia ridícula!

Mas quem me encantou mesmo foi Luiz Martinelli, da USP de Piracicaba. Releiam o que ele diz: “Como é que eu vou dizer para a Europa não subsidiar sua agricultura quando a gente queima tudo sem nenhuma eficiência? É um tiro no pé.” Ele estava de pé quando disse isso ou de joelhos para os seus juízes europeus? Europa? Ora, doutor, veja o estudo que seus amigos do Greenpeace encomendaram para o Imazon e para o Proforest, da Universidade Oxford. Escrevi a respeito. Ali está a área de floresta de 11 países — alguns deles são aqueles de que o senhor tem medo. Também se especifica o que é floresta replantada e o que é floresta original. O Brasil tem 61% de suas áreas naturais preservadas! Nenhum dos países estudados tem Área de Preservação Permanente (APP), por exemplo. Segue o quadro. Não se deixem impressionar por Japão e Suécia: num caso é montanha vulcânica; no outro é gelo…

País
% do territ.
c/ floresta
Floresta
original
Floresta
replantada
Tem
APP?
Holanda 11% 0% 100% Não
R.Unido 12% 23% 77% Não
Índia 23% 85% 15% Não
Polônia 30% 05% 95% Não
EUA 33% 92% 08% Não
Japão 69% 49% 41% Não
Suécia 69% 87% 13% Não
China 22% 63% 37% Não
França 29% 90% 10% Não
Alemanha 32% 52% 48% Não
Indonésia 52% 96% 04% Não

 

 

 

 

 

 

 

As entidades também pedem que as APPs (áreas de preservação permanente), como margens de rios, sejam restauradas na íntegra, posição mais “ambientalista” que a do governo, que aceitou flexibilizar sua recomposição. Os cientistas exigem, ainda, que o Senado elimine do texto a menção à “área rural consolidada”, que permite regularizar atividades agropecuárias em APPs desmatadas até 22 de julho de 2008. Segundo eles, a Constituição diz que “não há direito adquirido na área ambiental”.

Vamos colocar as coisas nos seus devidos termos. Restaurar “áreas na íntegra” significa que áreas destinadas à agricultura há 200, 300 anos teriam de ceder lugar ao mato, diminuindo a área plantada. Da forma como querem esses valentes, milhares de catarinenses ou gaúchos, por exemplo, terão de abandonar suas propriedades. A propósito: Manuela Carneiro da Cunha deveria pedir a remoção do Cristo Redentor e de todas as favelas do Rio. Um está no topo de morro; as outras, nas encostas. Por que o preconceito contra proprietários rurais apenas? Princípio é princípio, ora…

“Nosso livro anterior dava dados, mas não fazia afirmações tão contundentes”, disse Carneiro da Cunha, aludindo a documento divulgado no semestre passado.

Não! Não dava os dados essenciais, dona Manuela. A conta que vocês fazem sobre a liberação de 60 milhões de hectares é uma das coisas mais alopradas que já li.

Expoente da antropologia, Carneiro da Cunha afirma que os senadores precisarão tratar um tema espinhoso sem acordo: a isenção de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais (medida equivalente a até 400 hectares na Amazônia). “Quatro módulos não é o mesmo que agricultura familiar. É uma pegadinha.” Ela diz esperar que o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do código em três comissões, seja “persuadido por argumentos convincentes”.

Pegadinha é a batatada dos cientistas. O texto da Folha atribui ao texto de Aldo o que não está lá (leia a (íntegra). Não existe “isenção de reserva legal para propriedades de até quatro módulos” porcaria nenhuma! Vamos ler o que está escrito? Vamos ver o que diz o Parágrafo VII do Artigo 13:
“Nós imóveis com área de até quatro módulos fiscais que possuam remanescentes de vegetação nativa em percentuais inferiores ao previsto no caput, a Reserva Legal será constituída com área ocupada com a vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008, vedadas novas conversões par uso alternativo do solo”.

Para quem sabe ler, está tudo claro. Os proprietários de ATÉ quatro módulos estão isentos de REFLORESTAR ou de participar de programa de compensação ambiental em razão das áreas já ocupadas até 22 de julho de 2008. MAS NÃO PODERÃO CONVERTER NOVAS ÁREAS além dos limites estabelecidos pelo Código.

 

Eis aí: mais uma vez, cientistas e imprensa dizem o que lhes dá na telha sobre o texto de Aldo Rebelo, como se ele não estivesse escrito. Quem ler a proposta vai ver que a regularização de propriedades em áreas hoje consideradas de preservação permanente obedece a critérios e a ações de compensação ambiental. A tal anistia que essa gente condena também não está no texto. É mentira! Nada menos de 10 artigos no Capítulo VI trata das condições para a regularização da propriedade. O capítulo VII estabelece até limites e regras para a indústria usar produtos da floresta.

Não há nada parecido com o Código Florestal Brasileiro, mesmo o de Aldo Rebelo, que esses valentes combatem, no mundo inteiro. Não há um só país, ZERO, que tenha coisa parecida com “Área de Preservação Permanente” do modo como se quer fazer por aqui. E não há um só país no mundo em que se reivindique a diminuição da área plantada para recriar florestas. Seria uma sandice! No caso de um país que tem 61% do seu território praticamente intocado, essa reivindicação parece ser um pouco mais do que loucura. Acho que já esbarra mesmo no mau-caratismo.

Para começo de conversa, ESSA GENTE PRECISA PARAR DE ESCONDER O TEXTO DE ALDO REBELO, ATRIBUINDO À PROPOSTA O QUE NÃO ESTÁ LÁ.

Por Reinaldo Azevedo

 

18 de outubro de 2011 as 17:28

Raposa Serra do Sol e as segundas intenções

um comentário

“A FARSA IANOMÂMI” [a palavra “ianomâmi” é um nome genérico aplicado a “ser humano”.]

Nunca digeri a criação desta aberração. Maus brasileiros estão envolvidos nesta traição à Pátria e como prega o amazonense Roberto Gama e Silva, em um governo decente, deveriam ser punidos. O assunto não deve ser tão simples assim. Ideologia doentia deve estar envolvida…. Reserva contínua “lindeira” a outra reserva contínua Venezuelana…aí tem! Jurij M.’.M.’. “Outras providências legais devem ser adotadas, todavia, para enquadrar os “zelosos” funcionários da FUNAI que se deixaram enganar e os “competentes” servidores do Ministério da Justiça que induziram o Ministro da Pasta e o próprio Presidente da República a aprovarem a decretação de reserva para um grupo indígena inexistente. Sobre estes últimos poderia ser aplicada a “Lei de Segurança Nacional”, artigos 9 e 11, por terem eles contribuído para um futuro seccionamento do território nacional e um possível desmembramento do mesmo para entrega a outro ou outros Estados”.

Na Internet: Via http://www.conteudo.com.br/ianomamis-a-farsa-de-uma-nacao-que-nunca-existiu/post_view#1318510875 20/09/2008 09:42 Artigo Ianomamis, a farsa de uma nação que nunca existiu Recebi o artigo abaixo e li com atenção. As informações são impressionantes. O autor, o almirante Roberto Gama e Silva, relata que a tal grande nação ianomâmi, que pega parte do Brasil e parte da Venezuela, na verdade seria uma grande farsa. O que existe naquele imenso território, explica o artigo, é uma série de diferentes tribos que nada teria a ver umas com as outras. Segundo o autor, foi um jornalista que “inventou” os “IANOMÂMIS”. Não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização “Christian Church World Council”, sediada na Suíça, escreve o autor. Leiam e tirem suas próprias conclusões:
IANOMÂMI! QUEM?

por Roberto Gama e Silva

Nos tempos da infância e da adolescência que passei em Manaus, minha cidade natal, nunca ouvi a mais leve referência ao grupamento indígena denominado “IANOMÂMI”, nem mesmo nas excursões que fiz ao território, acompanhando o meu avô materno, botânico de formação, na sua incessante busca por novas espécies de orquídeas.

Tinha eu absoluta convicção sobre a inexistência desse grupo indígena, principalmente depois que aprendi que a palavra “ianomâmi” era um nome genérico aplicado ao “ser humano”.

Recentemente, caiu-me nas mãos o livro “A FARSA IANOMÂMI”, escrito por um oficial de Exército brasileiro, de família ilustre, o Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto.

Credenciava o autor do livro a experiência adquirida em duas passagens demoradas por Roraima, a primeira, entre 69 e 71, como Comandante da Fronteira de Roraima/ 2º Batalhão Especial de Fronteira, a segunda, quatorze anos depois, como Secretário de Segurança do antigo Território Federal.

Menna Barreto procurou provar que os “ianomâmis” haviam sido criados por alienígenas, com o intuito claro de configurar a existência de uma “nação” indígena espalhada ao longo da fronteira com a Venezuela. Para tanto citou trechos de obras publicadas por cientistas estrangeiros que pesquisaram a região na década iniciada em 1910, notadamente o alemão Theodor Koch-Grünberg, autor do livro “Von Roraima zum Orinoco, reisen in Nord Brazilien und Venezuela in den jahren 1911-1913.

Embora convencido pelos argumentos apresentados no livro, ainda assim continuei minha busca atrás de uma personalidade brasileira que tivesse cruzado a região, em missão oficial do nosso governo, e que tivesse deixado documentos arquivados na repartição pública de origem. Aí, então, não haveria mais motivo para dúvidas.
Definido o que deveria procurar, foi muito fácil selecionar o nome de um dos “Gigantes da Nacionalidade”, embora pouco conhecido pelos compatriotas de curta memória: Almirante Braz Dias de Aguiar, o “Bandeirante das Fronteiras Remotas”
Braz de Aguiar, falecido em 17 de setembro de 1947, ainda no cargo de “Chefe da Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão”, prestou serviços relevantes ao país durante 40 anos corridos, sendo que destes, 30 anos dedicados à Amazônia, por ele demarcada por inteiro. Se, nos dias correntes, o Brasil já solucionou todas as pendências que recaiam sobre os 10.948 quilômetros que separam a nossa maior região natural dos países vizinhos, tudo se deve ao trabalho incansável e competente de Braz de Aguiar, pois de suas observações astronômicas e da precisão dos seus cálculos resultaram mais de 500 pontos astronômicos que definem, juntamente com acidentes naturais, essa longa divisória.
Todas as campanhas de Braz de Aguiar foram registradas em detalhados relatórios despachados para o Ministério das Relações Exteriores, a quem a Comissão Demarcadora era subordinada.

Além desses relatórios específicos, Braz de Aguiar ainda fez publicar trabalhos detalhados sobre determinadas áreas, que muito contribuíram para desvendar os segredos da Amazônia.

Um desses trabalhos denominado “O VALE DO RIO NEGRO”, classificado pelo Chefe da “Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão” como um subsídio para “a geografia física e humana da Amazônia”, foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores no mês de janeiro de 1944, trazendo no seu bojo a resposta definitiva à indagação “IANOMÂMI! QUEM?.

No tocante às tribos indígenas do Vale do Rio Negro, incluindo as do tributário Rio Branco, afirma o trabalho que “são todas pertencentes às famílias ARUAQUE e CARIBE, sem aludir à existência de alguns povos cujas línguas se diferenciam profundamente das faladas pelas duas coletividades citadas”. Prossegue o autor: “Tais povos formam as chamadas tribos independentes, que devem ser consideradas como restos de antigas populações cuja liberdade foi grandemente prejudicada pela ação opressora de vizinhos poderosos”. Também os índios “TUCANOS” constituem uma família a parte, complementa o trabalho.

Dito isto, a obra cita os nomes e as localizações das tribos aruaques no Vale do Rio Negro, em número de treze, sem que da relação conste a pretensa tribo “IANOMÂMI”.

Em seguida, foram listadas as tribos caribes, bem como a sua localização: ao todo são sete as tribos, também ausente da relação o nome “IANOMÂMI”. Dentre as chamadas tribos independentes do Rio Negro, em número de cinco, também não aparece qualquer citação aos “IANOMÂMIS”.

Para completar o quadro, a obra elaborada por Braz de Aguiar ainda faz menção especial ao grupo “TUCANO”, pelo simples fato de compreender quinze famílias, divididas em três ramos: o oriental, que abrange as bacias dos rios UAUPÉS e CURICURIARI; a ocidental, ocupando as bacias do NAPO, PUTUMAIO e alto CAQUETÁ, e o setentrional, localizado nas nascentes do rio MAMACAUA. Os “IANOMÂMIS” também não apareceram entre os “TUCANOS”.

Para completar a listagem dos povos da bacia do RIO NEGRO, a obra ainda faz menção a uma publicação de 1926, composta pelas “MISSÕES INDÍGENAS SALESIANAS DO AMAZONAS”, que descreve todas as tribos da bacia do RIO NEGRO sem mencionar a existência dos “IANOMÂMIS”.

Assim sendo, pode-se afirmar, sem medo de errar, que esse povo “não existiu e não existe” senão nas mentes aedilosas dos inimigos do Brasil.

Menna Barreto e outras fontes fidedignas afirmam que coube a uma jornalista romena, CLAUDIA ANDUJAR, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “IANOMÂMI”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a VENEZUELA.

Interessante ressaltar que a jornalista que “inventou” os “IANOMÂMIS” não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização denominada “CHRISTIAN CHURCH WORLD COUNCIL” sediada na SUIÇA, que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l´Amazon”; “Inter-American Indian Institute”; “The International Ethnical Survival”; “The International Cultural Survival”; “Workgroup for Indigenous Affairs” e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.

Releva, ainda, destacar o texto integral do item I, das “Diretrizes” da organização referentes ao BRASIL: “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines, para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”.

Ficam assim bem caracterizadas as intenções colonialistas dos membros do “CHRISTIAN CHURCH WORLD COUNCIL”, ao incentivarem a “invenção“ dos ianomâmis e a sua localização ao longo da faixa de fronteiras.

Trata-se de iniciativa de fé púnica, como soe ser a artificiosa invenção de um grupo étnico para permitir que estrangeiros venham a se apropriar de vasta região do Escudo das Guianas, pertencente ao Brasil e, provavelmente, rica em minérios. O ato se reveste de ilegitimidade passiva e de impossibilidade jurídica. Sendo, pois, um ato criminoso, a criação de “Reserva Ianomâmi” deve ser anulada e, em seguida, novo estudo da área deverá ser conduzido para o possível estabelecimento de novas reservas, agora descontínuas, para abrigar os grupos indígenas instalados na mesma zona, todos eles afastados entre si, por força do tradicional estado de beligerância entre os grupos étnicos “aruaques” e ‘caribes’.

Outras providências legais devem ser adotadas, todavia, para enquadrar os “zelosos” funcionários da FUNAI que se deixaram enganar e os “competentes” servidores do Ministério da Justiça que induziram o Ministro da Pasta e o próprio Presidente da República a aprovarem a decretação de reserva para um grupo indígena inexistente. Sobre estes últimos poderia ser aplicada a “Lei de Segurança Nacional”, artigos 9 e 11, por terem eles contribuído para um futuro seccionamento do território nacional e um possível desmembramento do mesmo para entrega a outro ou outros Estados.

Gentileza de Nivaldo Falcão.

 

16 de outubro de 2011 as 10:46

Postado na categoria Código Florestal, Destaques, Meio Ambiente

Em 28 anos, de 1889 a 1917, o Império Britânico destroçou 7 (sete) impérios:

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Em 28 anos, de 1889 a 1917, o Império Britânico destroçou 7 (sete) impérios: o do Brasil, o de Portugal, o Otomano[3], o Francês, o Russo[4], o Austro-Húngaro e o Alemão[5].

 

 

Em 1889 o Brasil tinha cerca de 14 milhões de habitantes, absolutamente alheios, como hoje, ao Sistema de Governo. Tratavam da própria vida, no ritmo dos trópicos, espalhados por 8,5 milhões de km².

O Império do Brasil era a segunda potência econômica e militar do mundo. O Maranhão, à época, grande produtor de algodão, era a 5ª potência econômica do mundo.

As Forças Armadas Imperiais tinham cultura de combate, adquirida na Guerra do Paraguai. A Marinha Imperial, 2ª do mundo, dominava o Atlântico, a projeção de poder do Brasil Imperial alcançava a África e o extremo oriente; cenário preocupante para a maior potência militar: o Império Britânico.

De repente, em 15 de novembro de 1889, aparentemente atendendo aos anseios de algumas centenas de republicanos e, supostamente em retaliação ao Visconde de Ouro Preto, Ministro do Império, Deodoro da Fonseca, com uma “barretada”, lançou o Império do Brasil no 3º Mundo.

A decadência permanente do período posterior à proclamação da República, levanta suspeitas e impõe uma análise histórica sob ângulos diferentes dos abordados habitualmente.

O Brasil, após 15 de novembro, “despencou” do 2º lugar como potência militar e econômica do mundo, para um modesto 46º lugar em 1964, quando houve uma “repescagem” econômica com os governos militares e o país, em 1973, ascendeu ao 8º lugar, como potência econômica.

A decadência continuou e, atualmente, o Brasil, apesar de ser a 7ª potência econômica mundial é, apenas, a 60ª potência militar e sua educação ocupa a 88ª posição.

Essa decadência foi atípica, porque o Brasil é uma potência natural, com território, população e recursos naturais. Não fossem os colaboracionistas, teria se desenvolvido como os irmãos dos Estados Unidos da América fizeram. E não se fale em povo, porque o povo nunca fez nem soube de nada; nem cá e nem lá.

Voltando a 1889, não é verossímil, que algumas centenas de republicanos, tenham empolgado o Exército Brasileiro a proclamar a República e, no aproveitamento do êxito, massacrado os oponentes da Marinha Imperial.

Para concluir basta perguntar: A quem aproveitou o fim do Império do Brasil?

Certamente ao Império Britânico, que como afirmou Eric Hobsbawm (historiador britânico), em a Era dos Impérios, tinha a América do Sul como parte informal de suas possessões.

A conclusão é dolorosa, mas deve ser feita. Foi apenas um Núcleo de Oficiais do Exército Brasileiro que, talvez inadvertidamente, garantiu o êxito do Império Britânico. Isso até se explica, porque Benjamin Constant, líder do movimento, não era guerreiro, era um professor de matemática, que tudo fez para não ir para a Guerra do Paraguai.

Estranhamente, o Exército Brasileiro, proclamou a República, mas não a implantou, limitando-se a algumas intervenções superficiais na Política, sem contudo, aprimorar as Instituições e garantir a Democracia.

A “classe política”, desde 1889, vem assenhoreando-se do Brasil, como coisa deles, e o Exército não vem cumprindo o seu exclusivo dever de dizer não.

Será que o Núcleo de Oficiais, que proclamou a República, ainda controla politicamente o Exército Brasileiro, suscitando um falso corporativismo, que procura manter os brasileiros fardados alheios à coisa política?

Esse alheiamento vulnerabilizou o Brasil, que sofre ataques de Guerra de 5ª Geração, sem qualquer reação. Nossas ferrovias foram destroçadas, de Norte a Sul, de Leste a Oeste; o Lloyd Brasileiro foi extinto; a guerrilha campesina atacou o agronegócio, financiada com dinheiro público e internacional; minérios estratégicos são exportados fraudulentamente, por preços vis; nossa indústria bélica, que garantiu o poder de fogo do Iraque e da Líbia, foi fechada; nossas hidrovias permanecem inexploradas; a logística tem “gargalos”, que entravam o desenvolvimento; tudo sem que o Exército dissesse não, apesar do evidente solapamento da Soberania.

Tudo leva a crer, que o Núcleo de oficiais, que lançou o Império do Brasil no 3º Mundo, perenizou-se e atua de forma intertemporal, sufocando, talvez inadvertidamente, nossas potencialidades. Seu papel não é complicado, basta impedir o Exército de dizer não. Assim foi na criação da Reserva Raposa Serra do Sol, também de interesse do Império Britânico, muito se falou, até com certa veemência, mas o Exército Brasileiro não disse NÃO (em 1904 a Guiana Inglesa nos tomou 19.000 km², na mesma região),

Essa omissão, do DEVER DE DIZER NÃO, possibilitou que os poltrões e traidores de gravata “cumprissem sua missão”. Para o Império Britânico a continuação do golpe já praticado em 1904 está em andamento! É preciso cumprir o DEVER DE DIZER NÃO!

Revisitando a história, observa-se que o primeiro ato da 1ª Guerra Mundial foi a Proclamação da República no Brasil.

A Princesa Izabel casou-se, em aliança monárquica, com o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu, dinasta francês das Casas Bourbon Orléans e Saxe-Coburg-Gotha, forjando a aliança do Império do Brasil, com o Império Português, com o Império Francês e com o Império Austro-Húngaro[1] e Alemão.

Sem a proclamação da República no Brasil a 1ª Guerra Mundial não teria ocorrido.

A Marinha Imperial Brasileira dominava o Oceano Atlântico e as alianças monárquicas do Império do Brasil impediriam a formação da Tríplice Entente[2].

Bem sucedido no Brasil, sem disparar um único tiro, graças ao Núcleo de oficiais existente no Exército Brasileiro, o Império Britânico deu andamento ao seu planejamento.

Em 28 anos, de 1889 a 1917, o Império Britânico destroçou 7 (sete) impérios: o do Brasil, o de Portugal, o Otomano[3], o Francês, o Russo[4], o Austro-Húngaro e o Alemão[5].

Na história da humanidade não existe registro de tal “sucesso” em apenas 28 anos. Nem os Romanos conseguiram tal proeza.

Esse brilhantismo político-estratégico, que nos vitimou e, vitima, deve ser objeto de estudos adequadamente dirigidos, que ajudarão a sobrestar os 121 anos de decadência do Brasil.

Acima de tudo, o Exército Brasileiro precisa encapsular esse Núcleo de falso corporativismo, que vem impedindo o cumprimento do dever de dizer não.

Encapsulado o núcleo, o Brasil se autodeterminará automaticamente e a missão desta geração de brasileiros estará cumprida, sem qualquer ruptura, sem violência, basta, apenas, o Exército Brasileiro passar a cumprir o seu intransferível dever de dizer não.
São Paulo, abril de 2011


UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND

Antônio José Ribas Paiva

Presidente

 

as 10:29

Código Florestal: 15 dicas para jornalistas sérios

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Seguem abaixo algumas dicas destinadas a jornalistas que precisam cobrir o tema Código Florestal. Colecionado pelo blog do amigo Ciro Siqueira
1. Conheça a sua audiência: quando você se senta para escrever uma história, há apenas uma pessoa que importa. Essa pessoa é o leitor. Ele é a pessoa mais importantes do mundo. Esteja familiarizado com o nível de conhecimento que ele possui sobre o Código Florestal e sobre as questões que o preocupa. Considere que seu público não sabe nada sobre o assunto. Mas nunca cometa o erro de considerá-lo burro. Não caia na armadilha de superestimar o conhecimento do seu público alvo nem de subestimar sua inteligência.

2. Desconfie do conhecimento corrente: Poucos meses atrás todos acreditavam que o Código Florestal era uma das melhores leis do mundo, hoje sabemos que a lei é impossível de ser aplicada e é isso o que motiva o atual movimento reformador. Até o mais radical dos ambientalistas concorda que a lei precisa ser reformada. Isso aconteceu porque a cobertura jornalística feita no passado sobre o tema cometeu erros e não foi capaz de identificar os problemas da lei. Por isso desconfie do conhecimento corrente. Faça um levantamento das afirmações mais comuns sobre o tema e ponha-as à prova.

3. Mantenha o foco: lembre-se que uma história sempre dirá apenas uma grande coisa, logo, não faça digressões. Nunca se esqueça da visão geral. Quando se trata do Código Florestal, existe o grande risco da sobrecarga de informação. Há muitos pontos do tema que são ignorados pela população urbana, falar de muitos deles no mesmo texto deixará o leitor confuso. E esteja atento a situações pouco claras e recorrentes no debate como promessas compatibilização etéreas entre produção e preservação, sistemas de pagamentos por serviços ambientais sem definição das fontes de recursos desses pagamentos.

4. Esqueça os jargões e estereótipos: O debate sobre o Código Florestal está fortemente impregnado do maniqueísmo esquerda versus direita. Em alguns momento é difícil dizer se está se falando pela preservação do meio ambiente ou contra o latifúndio escravocrata monocultor. É comum encontrar termos genéricos que acabam determinando o julgamento do leitor. Termos como ruralista, ribeirinho, agronegócio, “uma das melhores leis do mundo”, encerram significados que determinam julgamentos equivocados do leitor. Evite-os.

5. Mantenha toda frase curta e simples: utilize palavras, sentenças e parágrafos curtos. Ninguém reclamará porque você fez algo muito fácil de entender.

6. Fuja do conhecimento corrente: Estamos em um momento de quebra de paradigma onde tudo o que se sabia sobre o Código Florestal pode estar errado. Lembre-se que, quando Louis Pasteur apresentou as evidências da existência dos micróbios, a comunidade científica se reuniu, analisou o conhecimento corrente, e concluiu que Pasteur estava errado, que os micróbios não existiam. No momento em que os paradigmas esboroam até os cientistas podem estar errados, aliás, é mais provável que eles estejam errados. Proteja-se disso desconfiando das afirmações mais comuns sobre o tema. Você não precisa negá-las, precisa apenas desconfiar delas. Não creia cegamente no que te dizem… mesmo quando a fonte parecer ser acima de qualquer suspeita.

7. Tente se colocar no lugar de um produtor rural: O grande problema para a população urbana, seu leitor, entender o Código Florestal é porque eles vêm o tema por um ponto de vista a partir do qual os problemas para a aplicação da lei são invisíveis. É por isso que as vezes eles parecem estar falando de cosias diferente, é por isso que os Ministros do Meio Ambiente dizem uma coisa e os da agricultura dizem o oposto. Você só consegue entender por que o Código Florestal não funciona, porque as pessoas ocupam Áreas de Preservação Permanente na região serrana do Rio ou nas várzeas do Rio Grande do Sul, se você olhar pelo ponto de vista dessas pessoas. O grande desafio é mostrar ao brasileiro urbano a dificuldade que o brasileiro rural tem para cumprir a lei. E só a partir desse entendimento se encontrará soluções razoáveis.

8. Seja visual: Muitas histórias sobre o Código Florestal são complexas, mas elas são freqüentemente fotogênicas ou podem ser ilustradas como histórias humanas contagiantes. Utilize todos os recursos que você tem para trazer a história para a vida real – manchetes, fotos, gráficos, infográficos em flash, mapas, sidebars.

9. Lembre-se que a produção de alimentos é uma necessidade social: Mais do que qualquer coisa, as pessoas se importam com sua saúde, seu modo de vida e com o futuro de suas crianças. A abordagem do Código Florestal até agora criou um antagonismo entre o produtor rural e o meio ambiente ao ponto de que alguns leitores urbanos mais radicais não se importarem de destruir agricultura se essa destruição resultar na salvação do planeta ou de suas próprias peles. As pessoas sentem uma certa escassez de meio ambiente, mas não percebem escassez de alimentos e isso faz com que elas não se importem em prejudicar a produção em nome da salvação do planeta. Mas esse e um antagonismo falso e é seu papel desviar-se desse viés. O leitor urbano não percebe esse antagonismo no cotidiano.

10. Prepare-se bem para as entrevistas: Quanto mais você souber sobre seus entrevistados e seu assunto antecipadamente, melhor será a entrevista. Será uma conversa entre iguais, não uma tentativa da sua parte de acompanhar o que você está ouvindo pela primeira vez. Explique-se. Deixe seu entrevistado saber quem é o seu público, como você trabalha, qual é seu prazo limite e o que acontecerá com a sua história. E lembre-se SEMPRE da dica nº 8.

11. Obtenha uma segunda opinião: e uma terceira. Para cada doutorado, existe um doutorado equivalente e oposto. Para cada político, existe um contribuinte. Seus entrevistados podem estar errados. Eles podem ser tendenciosos. Eles podem estar investidos de interesses. Pergunte a você mesmo porque eles estão dizendo o que eles estão falando e se eles têm algo a ganhar com a publicação das palavras deles. Procure a opinião de outros especialistas de outras instituições. Sua responsabilidade como repórter é com a verdade.

12. Busque a verdade. Seja sempre cético, mas nunca cínico, em relação às pessoas que você encontrar e o que é dito a você. Não se recuse a acreditar naquilo que alguém lhe contou, mas peça-lhes evidência que suportem aquilo que eles falam. Cuidado com interesses escondidos e lembre-se que as pessoas mentem, mesmo as que parecem estar do lado do bem. Todo mundo tem um motivo para mentir ou contar apenas parte da verdade. Lembre-se desse conselho clássico para jornalistas: uma questão que os jornalistas devem se perguntar quando entrevistam um político é: “porque esse bastardo mentiroso está me contando esta mentira particular neste momento particular?”. Estenda essa questão também aos ambientalistas e aos ruralistas. Não seja maniqueísta, não existe bem ou mal nesse tema.

13. Fato não tem dono: Lembre-se de que equilíbrio não é o mesmo que imparcialidade e que todos são donos de opiniões, mas não dos fatos.

14. Não seja seduzido por comunicados à imprensa… faça justiça a eles. Muito freqüentemente, jornalistas copiam e colam comunicados à imprensa e apenas acrescentam seus nomes na linha de assinatura. Ao fazer isso, eles estão prestando um desserviço aos leitores. Uma publicação à imprensa não é uma história. É apenas informação que contém as sementes de uma história que você deve nutrir. ONGs, deputados e senadores soltam comunicados à imprensa todos os dias e cada um deles tem um interesse por trás.

15. Lembre-se do seu público. Antes de terminar sua história, você deve revisá-la. Coloque-se no lugar de um típico membro de seu público e imagine quais questões eles podem perguntar sobre sua história. Em seguida, responda essas questões antes de você concluir sua história.
Aforismo do dia: Tá no inferno? Abraçe o capeta e saia pulando.
Este texto foi composto tendo como base a idéia e no texto 25 tips for climate change journalists publicado originalmente no blog Under The Banyan.
Mas foi alterado e adaptado por este blogger que vos blogga.
A foto que ilustra o post pertence a Galeria de . SantiMB . no Flickr sob Creative Comons. Há outras belas fotos por lá.

10 de outubro de 2011 as 20:13

Kyoto – Protocolo caminha para encerramento

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[Crise mundial?] ameaça Fundo Verde para clima…

Afra Balazina

Na última reunião antes da COP-17, EUA endurecem discussões e bloqueiam acordo para combater o aquecimento global

A crise econômica mundial é o principal fantasma das negociações climáticas e ameaça os recursos para o Fundo Verde – criado em 2010 durante a Conferência do Clima da ONU em Cancún (COP-16), para permitir que países em desenvolvimento recebam recursos de nações industrializadas para reduzir emissões de gases-estufa. Agora, no Panamá, onde ocorre a última reunião preparatória para a COP-17, os Estados Unidos endureceram as discussões e têm bloqueado os avanços.

No fim de 2010, os quase 200 países que participam das negociações decidiram que haveria um financiamento de curto prazo – os países desenvolvidos deverão desembolsar US$ 30 bilhões até 2012. Também ficou definido o financiamento de longo prazo – os países ricos deveriam mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento.

Como os Estados Unidos não fazem parte do Protocolo de Kyoto – portanto, não têm metas de corte de emissões gases-estufa como outros países industrializados -, a avaliação de negociadores é que o país, se continuar sem confirmar recursos para o Fundo Verde, não terá nada a oferecer em Durban, na África do Sul, onde será feita a COP-17.

“A crise tem refletido fortemente nas negociações”, afirmou ao Estado André Correa do Lago, chefe da delegação brasileira no Panamá. Ele disse que a principal bandeira do País e seu grupo (chamado de G77+China) é obter o segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto – já que o primeiro se encerra em 2012 e não está definida sua continuação. “Uma coisa muito positiva é o fortalecimento do G77+China. Isso é muito importante para enfrentar a negociação, que, como se sabe, só terminará no último minuto da conferência de Durban.”

Para Morrow Gaines Campbell III e Rafael Poço, integrantes do Instituto Vitae Civilis que estão acompanhando a reunião no Panamá, os obstáculos e resistências são muito grandes. “Alguns países, como Japão, Rússia e Canadá, já anunciaram que vão abandonar Kyoto”, afirma Poço. Sobre a possibilidade de Kyoto morrer em Durban, ele diz que “a ameaça é real, mas os países em desenvolvimento estão firmemente comprometidos em evitar que isso aconteça”.

Proposta. A Noruega e a Austrália têm uma proposta para que, além dos países industrializados, as nações emergentes como China, Índia, Brasil e África do Sul terem compromissos obrigatórios de reduzir as emissões de gases-estufa. Apenas os países mais pobres ficariam isentos da obrigação.

A ideia dos noruegueses e australianos é deixar esse tratado para o ano de 2015; até lá, os países teriam tempo de preparar seus compromissos. Os países em desenvolvimento, porém, não aprovam a sugestão nem querem debatê-la.

Na opinião de Denise Hamú, coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, a situação poderia ser definida como: “Ruim com Kyoto, pior sem ele”.

O problema de Kyoto é não incluir os maiores emissores de gases-estufa do mundo, Estados Unidos e China. Mas ele traz segurança jurídica ao cenário. A União Europeia parece simpática à proposta da Noruega e da Austrália. Mas, também, diz aceitar continuar em Kyoto – desde que haja um compromisso claro por parte dos EUA e dos países emergentes em aceitar metas no futuro.

 

6 de outubro de 2011 as 0:21

Câmara dos Deputados discutirá temperatura global

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Câmara dos Deputados discutirá temperatura global

Rio, 15/setembro/11 – A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados promoverá, na próxima terça-feira 20 de setembro, uma audiência pública sobre o tema do aquecimento global e suas influências na agricultura mundial e na Amazônia. A iniciativa é do deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR)

Os expositores convidados são: o climatologista Dr. Luiz Carlos Molion, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); o agrônomo Dr. Judson Ferreira Valentim, chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Acre; e o geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial do Alerta Científico e Ambiental e autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009).

A audiência será realizada às 14h00, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

19 de setembro de 2011 as 16:48

Mercado desconhece motivos de redução da área de cana de açúcar

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CONAB estima área 621,5 mil hectares maior em todo o país; número é 40% menos que o planejado pelas usinas 

Álcool teve alta de preços em plena safra; açúcar também está em patamar elevado interna e externamente

Por ELIDA OLIVEIRA, DE RIBEIRÃO PRETO

Apesar da expansão de cana no Brasil projetada pela CONAB (COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO), a área plantada do produto é insuficiente para resolver a crise do setor sucroalcooleiro.

Dados da companhia mostram que a expansão deverá atingir 621,5 mil hectares até o fim deste ano.

O número representa menos que um terço do que seria necessário para suprir a alta demanda por etanol, de acordo com a área de planejamento e estratégia da USP de Ribeirão Preto. Segundo as estimativas, seriam necessários 2 milhões a mais de hectares.

A própria CONAB diz que a expansão é cerca de 40% menor do que o planejado pelas indústrias. O agrônomo Carlos Bestétti, da CONAB, disse, porém, que esse planejamento poderá ser alcançado até o final do ano.

A expansão terá reflexos somente daqui a 18 meses, quando a cana será colhida.

O clima – com estiagem, chuva e geada- atrapalhou o planejamento do setor.

Segundo a CONAB, novas usinas entraram em funcionamento na safra passada.

Foram três novas unidades em Minas Gerais, duas em São Paulo, duas em Goiás e uma em Mato Grosso, outra em Mato Grosso do Sul e mais uma no Rio de Janeiro.

Bestétti, que é gerente de levantamento e avaliação de safra da CONAB, disse que a lavoura de cana avança sobre áreas de criação de gado.

No oeste de São Paulo, a cana toma espaço dos pomares de laranja. Em Mato Grosso, avança sobre pastagens e, em menor escala, em áreas voltadas ao cultivo de GRÃOS.

A mudança dos investimentos são reflexo dos bons preços da cana e dos derivados -como etanol, anidro e açúcar-, que atraíram recursos dos empresários do setor, disse Bestétti.

O açúcar manteve os preços em patamares elevados tanto no mercado interno como no externo, o que fez com que as indústrias mudassem o mix de produção.

PRODUTIVIDADE

O levantamento da CONAB aponta queda no rendimento das lavouras de cana.

Segundo Bestétti, haverá quebra superior a 70 milhões de toneladas do produto para moer, em relação à primeira projeção do órgão, divulgada em maio deste ano.

Isso significa que de cada hectare que no ano passado produzia 77,5 toneladas de cana, neste ano deve produzir menos de 70 toneladas por hectare, disse Bestétti.

7 de setembro de 2011 as 12:41

Floresta privatizada em Rondônia esconde nióbio, o mineral mais estratégico e raro no mundo.

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Floresta privatizada em Rondônia esconde nióbio, o mineral mais estratégico e raro no mundo.Matéria produzida por Nelson Townes e publicada no portal www.noticiaro.com (Postado em Porto Velho, Rondônia) – Atenção, jazidas minerais tem uma unica safra só…

Com o início da Era Espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio brasileiro, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear.

Bem que o governador de Rondônia, o médico Confúcio Moura, ficou meditando sobre o interesse da China por este Estado da Amazônia. As primeiras delegações estrangeiras que ele recebeu na Capital, Porto Velho, após tomar posse como novo governador foram de chineses.  Primeiro veio um grupo de empresários , logo seguidos pela visita do próprio embaixador da China no Brasil,  Qiuiu Xiaoqi e da embaixatriz Liu Min.

Os chineses não definiram, nas palavras do governador, o que lhes interessa em Rondônia. Mas, é possível que a palavra “nióbio” tenha sido pronunciada durante as conversações.

Confúcio Moura comentaria após as visitas partirem que “algo de sintomático paira no ar” e fez uma visita à Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais em Rondônia (CPRM) para saber  de suas  atividades no Estado.

Oficialmente, o governador nunca se referiu ao nióbio como um dos temas das conversas com os chineses. Mas, o súbito interesse do médico governador por geologia gerou comentários.

Seria ingenuidade descartar o nióbio dos motivos que levariam os chineses a viajar do outro lado do planeta para Rondônia. Este é um dos Estados da Amazônia que tem esse minério estratégico de largo uso em engenharia civil e militar de alta tecnologia. A China não tem nióbio e importa do Brasil 100 por cento do que usa.

O problema é que as jazidas atualmente conhecidas em Rondônia estão localizadas na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, por onde o governo petista de Lula começou a “vender”  a Amazônia para particulares (são concessões com prazo de 60 anos.)

O então  presidente dos Estados Unidos, George Bush, fez uma visita ao Brasil e abraçou  o presidente Lula quando o Brasil decidiu leiloar a Amazônia.

Os particulares vencedores do leilão da floresta, historicamente, acabam  se consorciando a estrangeiros, e riquezas da bio e geodiversidades de Rondônia poderão continuar a migrar para o Exterior, restando migalhas para o povo rondoniense.

Ninguém está duvidando da boa intenção dos empresários chineses e, se de fato é o nióbio que atrai sua atenção para Rondônia, o Estado pode estar nas vésperas de realizar uma parceria comercial e reverter uma história de empobrecimento causada pela má administração de suas riquezas naturais.

O nióbio, hoje, representa o que foi a borracha há um século para o desenvolvimento industrial das  potências mundiais da época. O Brasil, que tem o monopólio mundial da produção desse minério estratégico e vive um Ciclo do Nióbio, está, no entanto, repetindo erros ocorridos durante o Ciclo da Borracha na Amazônia entre os séculos 19 e 20.

Por exemplo, embora seja o maior produtor do mundo, o Brasil deixa que o preço do minério seja ditado pelos estrangeiros que o compram (como acontecia no Ciclo da Borracha.)

O nióbio (Nb) é elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, pois aparece apenas na proporção de 24 partes por milhão.

Quase anônimo, entrou na lista dos “novos metais nobres” por suas multiplicas utilidades nas recentes “tecnologias de ponta”. Praticamente só existe no Brasil (que tem entre 96 a 97 por cento das jazidas.

O nióbio é usado principalmente para a fabricação de ligas ferro-nióbio, de elevados índices de elasticidade e alta resistência a choques, usadas na construção pontes, dutos, locomotivas, turbinas para aviões etc.

Por ter propriedades refratárias e resistir à corrosão, o nióbio é também usado para a fabricação de superligas, à base de níquel (Ni ) e, ou de cobalto (Co), para a indústria aeroespacial (turbinas a gás, canalizações etc.), e construção de reatores nucleares e respectivos aparelhos de troca de calor.

Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metaisa refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear, e também para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem, utilizam magnetos supercondutores feitos com a liga NbTi.

Com o nióbio são feitas desde ligas supracondutoras de eletricidade a lentes óticas.  Tudo o que os chineses  estão fazendo, desenvolvendo-se como potência tecnológica, industrial e econômica.

“O nióbio otimiza o uso do aço na indústria de aviação, petrolífera e automobilística”, explica a jornalista Danielle Nogueira, em artigo no site Infoglobo.

Em países desenvolvidos, são usados de oitenta gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. “Isso deixa o carro mais leve e econômico”. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.

Analistas dizem que no mercado asiático estão as chances de expansão das exportações – e utilização do minério. O Japão também importa 100 por cento do nióbio do Brasil. No Ocidente, os Estados Unidos importam 80 por cento e a Comunidade Econômica Européia, 100.

O diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes, citado por Danielle Nogueira, disse  que “boa parte do potencial de expansão de nossas exportações de nióbio está na China.”

“Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá (MG), e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão (GO.)”

É provável, portanto, que o principal interesse dos chineses por Rondônia seja exatamente o nióbio escondido no sub solo do Estado, em números ainda não bem conhecidos, especialmente em terras que podem ser compradas ainda que indiretamente por estrangeiros.

Até o momento, segundo o Mapa Geológico de Rondônia feito pelo CPRM, foram descobertas jazidas desse minério na região da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.

A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari. Além da enorme quantidade de madeira e água, o subsolo da floresta a ser leiloada é rico, além de nióbio, de estanho, ouro, topázio e outros minerais.

As jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO) eram consideradas as maiores do mundo até  serem descobertas as da Amazônia.

As jazidas de Rondônia são as menores da Amazônia,  mas há ainda muito a ser investigado. Na região do Morro dos Seis Lagos, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), encontrou-se o maior depósito de nióbio do mundo, que suplanta em quantidade de minério, as jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO), antes detentoras de 86% das reservas mundiais.

Por que os chineses desembarcaram em Rondônia – se um de seus supostos interesses, o mais óbvio, seriam negócios com nióbio, embora existam poucas jazidas aqui? Porque o minério estratégico está na Floresta Nacional do Jamari, que o governo petista de Lula escolheu, em 2006, através da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.para iniciar a privatização da floresta.

Não seria surpresa se os chineses resolvessem, de alguma forma, em participar do leilão da Flona do Jamari. Em outras áreas, como em Roraima, onde se supõe existir uma reserva de nióbio maior do que todas as conhecidas no país, é mais difícil extrair o minério porque ele está, em princípio, preservado e inalienável por pertencer ao território indígena da Raposa do Sol. A venda de florestas em Rondônia abre caminho para a exploração de sua biogeodiversidade por estrangeiros.

O plano do governo federal é dividir a Flona do Jamari em três grandes áreas (17 mil, 33 mil e 46 mil hectares) e usá-la como modelo, concedendo o direito de exploração à grandes empresas com o discurso de que preservariam melhor o meio ambiente.

Das oito empresas que se inscreveram para entrar na disputa, não há nenhuma das pequenas e médias madeireiras que já atuam na região há vários anos.

A privatização da floresta tem sofrido embargos judiciais. E o senador Pedro Simon (PMDB/RS) declarou na época que a proposta que trata a concessão de florestas públicas, transformada na Lei 11.284 em março de 2006, “foi no mínimo, uma das mais discutíveis que já transitaram no Congresso Nacional, além de ter sido aprovada sem o necessário aprofundamento do debate.”

O interesse das potências estrangeiras pelas riquezas naturais brasileiras é antigo. Os brasileiros prestaram mais atenção ao nióbio em 2010, quando o site  Wikileaks disse que o governo americano incluiu as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA. O mapa certamente inclui agora as grandes jazidas dos Estados do Amazonas e Roraima e o pouco conhecido potencial de Rondônia.

Frequentemente a CPRM e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são acusados de sub avaliar o tamanho das jazidas, das reservas.

Ainda assim, considerando-se válidas as estimativas da CPRM, o Brasil seria o dono de um superdepósito de nióbio, com 2,9 bilhões de toneladas de minérios, a 2,81% de óxido de nióbio, o que representaria 81,4 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido, nada menos do que 14 vezes as atuais reservas existentes no planeta Terra, incluindo aquelas já conhecidas no subsolo do país.

Os minérios de nióbio acumulados no “Carbonatito dos Seis Lagos” (AM), somados às reservas medidas e indicadas de Goiás, Minas Gerais e do próprio estado do Amazonas, passariam a representar 99,4% das reservas mundiais.

O nióbio, portanto, é um minério essencialmente nacional, essencialmente brasileiro, mas  quem fixa os preços é a “London Metal Exchange – LME”, de Londres.

O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva, sugeriu, na condição de presidente do Partido Nacionalista Democrático (PND), a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da “London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o nióbio.

A LME fixa, para exportação, preços mais baixos do que os cobrados nas jazidas.

“Evidente que as posições do Brasil, no novo organismo, seriam preenchidas com agentes governamentais que, não só batalhariam para elevar os preços dos produtos que contém o nióbio, mas, ainda, fixariam as quotas desses materiais destinadas à exportação” – diz Silva.

De qualquer forma, em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro.

Num encontro com jornalistas, realizado em 7 de fevereiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que um novo marco regulatório da mineração no Brasil será encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

Lobão disse que serão encaminhados três projetos independentes: um que trata das regras de exploração do minério, outro que cria a agência reguladora do setor e um terceiro que trata exclusivamente dos royalties.

Segundo Lobão, o Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo. “Nós cobramos no Brasil talvez o royalty mais baixo do mundo. A Austrália e países da África chegam a cobrar 10% e o Brasil apenas 2% “. 

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