Quando você olhar um córrego, um riacho ou um rio, diga adeus a água doce pois em pouco tempo ela estará salgada no mar... Nem as chuvas estão sendo aproveitadas em reservatórios... No dia que chover água salgada, as barragens serão liberadas...
Há grandes produtores que, se não haver controle, plantam até na barranca dos rios..., por isso é necessário que se aprove o Código Florestal, onde somente as pequenas propriedades tenham que conservar só as APPs para não tirar o homem da terra. Enquanto as demais têm que cumprir, alé das APPs, também o reflorestamento de 20% da área da Propriedade. Para os médios produtores (entre 4 e 10 módulos fiscais) poderia se descontar da área a ser reflorestada, as APPs.
Precisamos ficar atentos em nossas fronteiras com o Paraguai, Bolivia, etc, porque esses países não são confiáveis em suas informações e ações preventivas. Todo cuidado é pouco. (Engenheiro Agrônomo Miguel Nunes Neto - Produtor Rural e Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Guajará Mirim - Rondônia).
Em entrevista ao Valor Econômico, o Sr. Glauber Silveira declara que no Rio Grande do Sul 80% da soja plantada é com semente "salva" ,ou seja, o agricultor compra semente fiscalizada em um ano e planta o grão colhido no próximo ano. Prefiro acreditar que houve um engano do editor, pois é só conferir no site da Fundação Pró Sementes e ver que não é bem assim. Particularmente, diria que no mínimo 80% das lavouras são cultivadas com sementes fiscalizadas e "talvez", 20% com grãos salvos.
Não só o produtor da agricultura familiar, mas os arrendatários, e demais agropecuaristas todos estão passando por uma situação dificil com relação as mudanças climaticas que, com certeza, se somaram a uma série de fatores. O que fazer? Plantar é necessário, pois somos a máquina propulsora deste país.
Se o campo vai mal, vai repercutir na cidade, no Estado e com certeza no País. Há seca na fronteira Oeste, a soja está morrendo e os investimentos? renegociados, juros mais juros... que vida é esta? A todos os agricultores que hoje estão sofrendo na pele as consequencias climáticas acredito que, unidos, podemos vencer esta triste realidade...
É bom baixarem mesmo as estimativas de produção porque não é só o Sul do País que está tendo quebra de safra..., aqui no sul do centro-oeste a coisa está feia... nós estamos colhendo 45 a 50 % a menos do que no ano passado.
João Batista, hoje colhemos mais areas de alta fertilidade, onde estas areas não sofreram seca (choveu aqui chuvas de manga), mas a situação é muito desfavoravel;, fechamos talhões (onde tinhamos avaliado ou estimado que poderia colher até 50 sc/ha de média de soja) com 38 a 43 sc/ha..., o problema nem começou ainda pois a safra vai se comprometer muito à frente, e a soja mais atrasada (que está em fase reprodutiva ou de enchimento de grãos, devido ao calor e falta de chuva), poderá ser comprometida mais do que as primeiras plantadas no inicio de outubro.
João Batista, com todo o respeito pelas pessoas que, diante da estiagem querem buscar soluções, mas não consigo acreditar que a água, após ser tratada, possa chegar às lavouras de forma econômica e ambientalmente sustentável.
Precisamos saber se a água da chuva (que não querem deixar que a armazenamos em forma de açudes ou reservatórios) está causando algum benefício para quem e onde, que justifique que abdiquemos dela em favor desse benefício que seja maior do que o prejuízo que estamos tendo em não armazená-la em nossa propriedade...
Na verdade, nosso setor está tão mal representado, que parece que soluções possam sair do nada, sem custo, ou sem nenhum conhecimento que essa água já esteve em nossas lavouras mas não podemos aproveitá-la...
Precisamos falar sério. Dou exemplo: Em Tupanciretã (RS) nos últimos 23 anos choveu uma média de 1.996 mm, isto é, 1.996 litros de água por m2. O Plantio Direto segurou o que pode. O resto foi para o mar... então, essa água beneficiou a quem?
Mas como é que essa imensidão de água (que sempre vai continuar caindo em nossas lavouras) não pode ser armazenda para transformarmos em alimentos que irão gerar empregos, renda, equilibrar a balança comercial, e garantir governos???!!! Pois essa burocracia ambiental está aí propositadamente para isso mesmo: impedir nosso desenvolvimento.
Aqui na região de Maringá (PR) as primeiras lavouras de soja já estão sendo colhidas, com uma produtividade de 80 sacas por alqueire, com uma redução de aproximadamente 35% sobre a produção média dos últimos dois anos. Espera-se que as lavouras plantadas no fim de outrubro/11 rendam entre 110 a 120 sacas por alqueire, mas assim mesmo sofrerão uma queda de 15% em relação à produção do ano passado.