Suíno vivo
(04.01) - A abertura de mercados deve pautar o
comportamento das exportações de suínos neste ano. Segundo o presidente da
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs),
Pedro de Camargo Neto, a expectativa é de que a União Europeia abra seu mercado
para o Brasil ainda no deste primeiro semestre e que os Estados Unidos publiquem
em breve a análise de risco para importação do produto. Missões dos dois países
estiveram no País e, segundo Camargo, aprovaram as condições sanitárias.
O acesso ao Japão e à Coreia é aguardado para a segunda metade do ano. ""O Japão
é o mercado dos sonhos, estamos trabalhando para que isso aconteça. A meta é
terminar 2010 com esses mercados abertos"", diz. De acordo com Camargo Neto, com
esses mercados, o Brasil poderá exportar 200 mil toneladas a mais por ano. Até
novembro, as exportações brasileiras de carne suína atingiam, de acordo com a
entidade, 561 m il toneladas. (A.E./T.F.)
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Frango vivo
(04.01) - Retrato da própria avicultura de
corte (a despeito da paulatina perda de importância no mercado avícola global),
o frango vivo encerrou 2009 de forma, para alguns, melancólica, pois não
conseguiu alcançar os preços típicos dos períodos de Festas. Mas essa parece ter
sido mais uma demonstração (definitiva?) de que o frango, na atualidade, é prato
do dia a dia, não mais dos momentos festivos.
A realidade é que, cotado a R$1,65/kg nos últimos 25 dias do ano, o frango vivo
comercializado no interior paulista encerrou 2009 valendo apenas cinco centavos
(ou 3,12%) a mais que na abertura do exercício. E repetiu no período (com
variação mínima), o mesmo preço médio alcançado em 2008, R$1,63/kg – o que deixa
a impressão de que as perdas no ano, até mesmo em relação à inflação, foram
pequenas. Mas não foi bem assim.
A eclosão da crise econômica mundial no final de 2008 forçou o setor a entrar em
2009 co m um alto nível de ociosidade, seja das instalações existentes, seja do
plantel reprodutor alojado. E se isso propiciou certo equilíbrio entre oferta e
procura, evitando maiores quedas nos preços recebidos, não impediu que os custos
permanecessem elevados (só os custos variáveis apresentaram ligeira redução), o
que tornou a atividade onerosa na maior parte do exercício.
Foi talvez pensando em reverter essa situação – mas sem dúvida estimulado pelas
informações, generalizadas, de superação da crise econômica – que o setor
apostou no aumento da produção como forma de vencer os prejuízos enfrentados.
Equivocou-se totalmente, pois o aguardado aumento de demanda (interno e externo)
revelou-se efêmera "bolha", logo superada. O resultado foi a total neutralização
dos esforços anteriores e a elevação das perdas acumuladas no primeiro semestre.
Isso é melhor demonstrado quando se analisam os preços recebidos pelo setor
comparativamente aos do ano anterior. No primeiro semestre de 2009, a despeito
da alta ociosidade (mas sem dúvida graças a ela), o valor recebido pelo produtor
ficou, na média, 15,7% acima dos registrados um ano antes, quando – sempre é bom
lembrar – a crise econômica ainda não havia se espalhado pelo mundo.
Já no segundo semestre, a despeito da menor ociosidade (mas também devido à sua
queda), os preços recebidos foram 12,3% menores que os do mesmo período do ano
anterior. O que significa dizer que se perdeu na segunda metade do ano tudo o
que foi conquistado a duras penas nos seis primeiros meses de 2009. (Avisite)
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Ovos
(04.01) - Pelo menos em termos de imagem, 2009
pode ser considerado o ano de redenção do ovo, pois, afinal, nunca tantos mitos
contrários ao produto acabaram desmistificados como no ano que passou.
Infelizmente, porém, isso não foi capitalizado pelo setor produtivo brasileiro
que, contraditoriamente, parece ter registrado no exercício passado o pior de
todos os anos 2000.
Tome-se como exemplo inicial o que aconteceu em dezembro. Normalmente, teria
propiciado preços 14% acima dos registrados um ano antes, o que significaria
cotação média em torno de R$45,00/caixa ou mais. No entanto, o valor efetivo
registrado no mês ficou mais de 20% abaixo dessa aguardada média. Não foi, é
claro, a pior média do semestre, mas ficou sensivelmente aquém dos valores
obtidos em julho e agosto – como se dezembro não fosse um dos melhores meses de
consumo do ano.
Desempenhos como esse só fizeram agravar a situação econômica do setor. As sim,
enquanto o primeiro semestre foi encerrado com um preço médio 4,5% menor que o
do mesmo período de 2008, no segundo semestre as perdas se elevaram para 18,4%,
fazendo com que o preço médio do ano ficasse em pouco mais de R$38,00/caixa, ou
seja, um valor nominal inferior aos R$39,67/caixa registrados em 2003, ou seja,
no início deste século.
Tudo isso considerado, chega-se à conclusão de que tiveram pouca ou nenhuma
valia as pesquisas e/ou descobertas em torno das qualidades nutricionais do ovo
e, menos ainda, os esforços desenvolvidos pelo setor para manter um plantel
produtor estável – o que, na prática, assegura produção também estável.
Mas a realidade não foi bem essa e, talvez, a situação tivesse sido pior não
fossem as constatações favoráveis ao produto. Pois o que parece ter efetivamente
ocorrido foi um aumento de produção à primeira vista impossível, mas plenamente
justificável se aceito que os números mais recentes relativos ao alojamento de
poedeiras (pi ntainhas de um dia) vêm sendo mascarados, não refletem os números
efetivamente alojados pelo setor.
Impossível? Como, então, explicar o aumento no plantel de poedeiras detectado
pelo IBGE a partir de janeiro de 2009 e, posteriormente (não por coincidência,
seis meses depois) um concomitante aumento na produção de ovos?
Como se mantêm inalterados desde o final de 2006, os números "oficiais" de
alojamento com certeza não atendem a demanda do mercado atual que, inclusive,
tornou-se exportador. Mas, também com certeza, o volume realmente alojado (e
desconhecido do próprio setor) está muito além do que é conveniente para dar
equilíbrio econômico à atividade.(Avisite)
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Boi gordo
(04.01) - A arroba do Boi Gordo no Estado de
São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)
encerrou a sexta-feira cotada a R$ 77,03, com a variação em relação ao dia
anterior de 0,06%. A variação registrada no mês de Janeiro é de 6,93%. (Valor
por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 44,19, com a variação em
relação ao dia anterior de 0,07% e com a variação de 7,6% no acumulado do mês na
moeda norte-americana.
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de
ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.
(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
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Soja
(04.01) - A saca de 60 kg de soja no estado do
Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)
encerrou a sexta-feira cotada a R$ 42,51. O mercado apresentou uma variação de
-0,12% em relação ao dia anterior. O mês de Janeiro apresenta uma variação de
–0,91%.
O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 24,39, com a variação em
relação ao dia anterior de -0,12%, e com a variação de –0,29% no acumulado do
mês.
(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
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Milho
(04.01) - A saca de 60 kg de milho no estado
de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 20,14. O mercado apresentou uma
variação de –0,6% em relação ao dia anterior e de 1,74% no acumulado do mês de
Janeiro.
O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 11,55, com uma variação de –0,6% em
relação ao dia anterior, e com a variação de 2,38% no acumulado do mês.
O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da
média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos
valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais
usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.
(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
www.jornalismointegrado.com.br
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