NAVEGAÇÃO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Publicado em 04/01/2010 14:29

Análise de Mercado - 04 de Janeiro

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Suíno vivo

(04.01) - A abertura de mercados deve pautar o comportamento das exportações de suínos neste ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, a expectativa é de que a União Europeia abra seu mercado para o Brasil ainda no deste primeiro semestre e que os Estados Unidos publiquem em breve a análise de risco para importação do produto. Missões dos dois países estiveram no País e, segundo Camargo, aprovaram as condições sanitárias.
O acesso ao Japão e à Coreia é aguardado para a segunda metade do ano. ""O Japão é o mercado dos sonhos, estamos trabalhando para que isso aconteça. A meta é terminar 2010 com esses mercados abertos"", diz. De acordo com Camargo Neto, com esses mercados, o Brasil poderá exportar 200 mil toneladas a mais por ano. Até novembro, as exportações brasileiras de carne suína atingiam, de acordo com a entidade, 561 m il toneladas. (A.E./T.F.)

 Suíno vivo

 GO

R$2,75 

 MG

R$2,80 

 SP

R$2,77 

 RS

R$2,28 

 SC

R$2,25 

 PR

R$2,15 

 MS

R$2,15 

 MT

R$1,98 

 

Frango vivo

(04.01) - Retrato da própria avicultura de corte (a despeito da paulatina perda de importância no mercado avícola global), o frango vivo encerrou 2009 de forma, para alguns, melancólica, pois não conseguiu alcançar os preços típicos dos períodos de Festas. Mas essa parece ter sido mais uma demonstração (definitiva?) de que o frango, na atualidade, é prato do dia a dia, não mais dos momentos festivos.
A realidade é que, cotado a R$1,65/kg nos últimos 25 dias do ano, o frango vivo comercializado no interior paulista encerrou 2009 valendo apenas cinco centavos (ou 3,12%) a mais que na abertura do exercício. E repetiu no período (com variação mínima), o mesmo preço médio alcançado em 2008, R$1,63/kg – o que deixa a impressão de que as perdas no ano, até mesmo em relação à inflação, foram pequenas. Mas não foi bem assim.
A eclosão da crise econômica mundial no final de 2008 forçou o setor a entrar em 2009 co m um alto nível de ociosidade, seja das instalações existentes, seja do plantel reprodutor alojado. E se isso propiciou certo equilíbrio entre oferta e procura, evitando maiores quedas nos preços recebidos, não impediu que os custos permanecessem elevados (só os custos variáveis apresentaram ligeira redução), o que tornou a atividade onerosa na maior parte do exercício.
Foi talvez pensando em reverter essa situação – mas sem dúvida estimulado pelas informações, generalizadas, de superação da crise econômica – que o setor apostou no aumento da produção como forma de vencer os prejuízos enfrentados. Equivocou-se totalmente, pois o aguardado aumento de demanda (interno e externo) revelou-se efêmera "bolha", logo superada. O resultado foi a total neutralização dos esforços anteriores e a elevação das perdas acumuladas no primeiro semestre.
Isso é melhor demonstrado quando se analisam os preços recebidos pelo setor comparativamente aos do ano anterior. No primeiro semestre de 2009, a despeito da alta ociosidade (mas sem dúvida graças a ela), o valor recebido pelo produtor ficou, na média, 15,7% acima dos registrados um ano antes, quando – sempre é bom lembrar – a crise econômica ainda não havia se espalhado pelo mundo.
Já no segundo semestre, a despeito da menor ociosidade (mas também devido à sua queda), os preços recebidos foram 12,3% menores que os do mesmo período do ano anterior. O que significa dizer que se perdeu na segunda metade do ano tudo o que foi conquistado a duras penas nos seis primeiros meses de 2009. (Avisite)

 Frango vivo

 SP

R$1,70 

 CE

R$2,30 

 MG

R$1,75 

 GO

R$1,60 

 MS

R$1,40 

 PR

R$1,58 

 SC

R$1,45 

 RS

R$1,50 

 

Ovos

(04.01) -  Pelo menos em termos de imagem, 2009 pode ser considerado o ano de redenção do ovo, pois, afinal, nunca tantos mitos contrários ao produto acabaram desmistificados como no ano que passou. Infelizmente, porém, isso não foi capitalizado pelo setor produtivo brasileiro que, contraditoriamente, parece ter registrado no exercício passado o pior de todos os anos 2000.
Tome-se como exemplo inicial o que aconteceu em dezembro. Normalmente, teria propiciado preços 14% acima dos registrados um ano antes, o que significaria cotação média em torno de R$45,00/caixa ou mais. No entanto, o valor efetivo registrado no mês ficou mais de 20% abaixo dessa aguardada média. Não foi, é claro, a pior média do semestre, mas ficou sensivelmente aquém dos valores obtidos em julho e agosto – como se dezembro não fosse um dos melhores meses de consumo do ano.
Desempenhos como esse só fizeram agravar a situação econômica do setor. As sim, enquanto o primeiro semestre foi encerrado com um preço médio 4,5% menor que o do mesmo período de 2008, no segundo semestre as perdas se elevaram para 18,4%, fazendo com que o preço médio do ano ficasse em pouco mais de R$38,00/caixa, ou seja, um valor nominal inferior aos R$39,67/caixa registrados em 2003, ou seja, no início deste século.
Tudo isso considerado, chega-se à conclusão de que tiveram pouca ou nenhuma valia as pesquisas e/ou descobertas em torno das qualidades nutricionais do ovo e, menos ainda, os esforços desenvolvidos pelo setor para manter um plantel produtor estável – o que, na prática, assegura produção também estável.
Mas a realidade não foi bem essa e, talvez, a situação tivesse sido pior não fossem as constatações favoráveis ao produto. Pois o que parece ter efetivamente ocorrido foi um aumento de produção à primeira vista impossível, mas plenamente justificável se aceito que os números mais recentes relativos ao alojamento de poedeiras (pi ntainhas de um dia) vêm sendo mascarados, não refletem os números efetivamente alojados pelo setor.
Impossível? Como, então, explicar o aumento no plantel de poedeiras detectado pelo IBGE a partir de janeiro de 2009 e, posteriormente (não por coincidência, seis meses depois) um concomitante aumento na produção de ovos?
Como se mantêm inalterados desde o final de 2006, os números "oficiais" de alojamento com certeza não atendem a demanda do mercado atual que, inclusive, tornou-se exportador. Mas, também com certeza, o volume realmente alojado (e desconhecido do próprio setor) está muito além do que é conveniente para dar equilíbrio econômico à atividade.(Avisite)

 Ovos brancos

 SP

R$35,90 

 RJ

R$37,00 

 MG

R$37,00 

 Ovos vermelhos

 MG

R$39,00 

 RJ

R$39,00 

 SP

R$37,90 

 

Boi gordo

(04.01) - A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 77,03, com a variação em relação ao dia anterior de 0,06%.  A variação registrada no mês de Janeiro é de 6,93%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 44,19, com a variação em relação ao dia anterior de 0,07% e com a variação de 7,6% no acumulado do mês na moeda norte-americana.
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.

(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

 Boi gordo

 Triangulo MG

R$71,00 

 Goiânia GO

R$72,00 

 Dourados MS

R$71,00 

 C. Grande MS

R$71,00 

 Três Lagoas MS

R$70,00 

 Cuiabá MT

R$69,00 

 Marabá PA

R$67,00 

 Belo Horiz. MG

R$74,00 

 

Soja

(04.01) - A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 42,51. O mercado apresentou uma variação de -0,12% em relação ao dia anterior. O mês de Janeiro apresenta uma variação de –0,91%.
O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 24,39, com a variação em relação ao dia anterior de -0,12%, e com a variação de –0,29% no acumulado do mês.


(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

 Soja
 Físico - saca 60Kg - livre ao produtor

 R. Grande do Sul (média estadual)

R$44,50 

 Goiás - GO (média estadual)

R$41,50 

 Mato Grosso (média estadual)

R$39,00 

 Paraná (média estadual)

R$42,51 

 São Paulo (média estadual)

R$42,50 

 Santa Catarina (média estadual)

R$43,50 

 M. Grosso do Sul (média estadual)

R$40,00 

 Minas Gerais (média estadual)

R$42,00 

 

Milho

(04.01) -  A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 20,14. O mercado apresentou uma variação de –0,6% em relação ao dia anterior e de 1,74% no acumulado do mês de Janeiro.
O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 11,55, com uma variação de –0,6% em relação ao dia anterior, e com a variação de 2,38% no acumulado do mês.
O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.
 
(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
www.jornalismointegrado.com.br

 Milho
 Físico - saca 60Kg - livre ao produtor

 Goiás (média estadual)

R$15,00 

 Minas Gerais (média estadual)

R$17,00 

 Mato Grosso (média estadual)

R$12,50 

 M. Grosso Sul (média estadual)

R$15,50 

 Paraná (média estadual)

R$18,00 

 São Paulo (média estadual)

R$20,14 

 Rio G. do Sul (média estadual)

R$20,50 

 Santa Catarina (média estadual)

R$20,00 

Fonte: Uniquímica
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