CADE pune Bertim, Franco Fabril e Mataboi por manipular preços do boi vivo

Publicado em 17/05/2012 09:58 e atualizado em 05/09/2013 12:40

Vale a pena ler a nota mandada publicar nos jornais pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, denunciando uma das empresas  do grupo Bertin:

- Os frigoríficos Bertin, Franco Fabril e Mataboi, acertaram em conjunto uma série de deságios para a compra de gado bovino abaixo de 16 arrobas.

. Ou seja, os três frigoríficos organizaram-se em cartel para manipular os preços do gado bovino no mercado interno.

. A prática desleal de comércio foi proibida.

- Todos tomaram multa equivalente a 5% dos seus faturamentos brutos.

Travas argentinas voltam a prejudicar gravemente exportações gaúchas de calçados. Brasil retalia.

Uma nova disputa entre industriais argentinos e brasileiros arruinou no início da semana a rodada de negócios que abriu em São Paulo.

. A Abicalçados aproveitou a reunião para firmar uma forte reclamação contra o governo de Cristina Kirchner, que freia o ingresso de 3,5 milhões de pares de calçados, provocando perdas de US$ 50 milhões. Os calçados estão estocados nas indústrias, sem poder seguir adiante por falta de licença.

. O governo argentino desrespeita totalmente um acordo trienal, pelo qual podem ingressar 15 milhões de pares por ano na Argentina.

. Nem metade do acordo está sendo cumprido.

. O governo brasileiro reage muito timidamente,  mas desde o dia 8 de maio, segundo disse ao editor o deputado Osmar Terra, o Brasil começou a retaliar a Argentina aplicando o licenciamento não automático para entrada de produtos importados por empresas brasileiras do país vizinho. Não passam pela fronteira produtos como maçã, farinha de trigo, uva passa, batata e vinho. A ideia é bloquear produtos perecíveis como forma de fazer os argentinos reverem as ações protecionistas adotadas contra o Brasil – atualmente, estão trancados na aduana colheitadeiras, tratores, calçados, carne suína e de aves.

. Os industriais gaúchos de calçados são os que mais reclamam.

. A política de restrições seguida pelos argentinos está de acordo com a meta de fechar o semestre com superavit comercial de US$ 8 bilhões com o resto do mundo.

. Já há um controle “personalizado das importações”. A ordem é da própria presidente Cristina Kirchner, que tem repetido para os empresários locais o seguinte:

- Não é que nós partimos para cima do mundo com nossos produtos, mas é o fato de que o mundo caiu em cima de nós com os seus produtos.

CLIQUE no gráfico do jornal La Nación desta terça-feira, dia 14, que demonstra a brutal queda no ingresso de calçados na Argentina.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Tags:
Fonte:
Blog Polibio Braga

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário