CADE pune Bertim, Franco Fabril e Mataboi por manipular preços do boi vivo
Vale a pena ler a nota mandada publicar nos jornais pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, denunciando uma das empresas do grupo Bertin:
- Os frigoríficos Bertin, Franco Fabril e Mataboi, acertaram em conjunto uma série de deságios para a compra de gado bovino abaixo de 16 arrobas.
. Ou seja, os três frigoríficos organizaram-se em cartel para manipular os preços do gado bovino no mercado interno.
. A prática desleal de comércio foi proibida.
- Todos tomaram multa equivalente a 5% dos seus faturamentos brutos.
Travas argentinas voltam a prejudicar gravemente exportações gaúchas de calçados. Brasil retalia.
Uma nova disputa entre industriais argentinos e brasileiros arruinou no início da semana a rodada de negócios que abriu em São Paulo.
. A Abicalçados aproveitou a reunião para firmar uma forte reclamação contra o governo de Cristina Kirchner, que freia o ingresso de 3,5 milhões de pares de calçados, provocando perdas de US$ 50 milhões. Os calçados estão estocados nas indústrias, sem poder seguir adiante por falta de licença.
. O governo argentino desrespeita totalmente um acordo trienal, pelo qual podem ingressar 15 milhões de pares por ano na Argentina.
. Nem metade do acordo está sendo cumprido.
. O governo brasileiro reage muito timidamente, mas desde o dia 8 de maio, segundo disse ao editor o deputado Osmar Terra, o Brasil começou a retaliar a Argentina aplicando o licenciamento não automático para entrada de produtos importados por empresas brasileiras do país vizinho. Não passam pela fronteira produtos como maçã, farinha de trigo, uva passa, batata e vinho. A ideia é bloquear produtos perecíveis como forma de fazer os argentinos reverem as ações protecionistas adotadas contra o Brasil – atualmente, estão trancados na aduana colheitadeiras, tratores, calçados, carne suína e de aves.
. Os industriais gaúchos de calçados são os que mais reclamam.
. A política de restrições seguida pelos argentinos está de acordo com a meta de fechar o semestre com superavit comercial de US$ 8 bilhões com o resto do mundo.
. Já há um controle “personalizado das importações”. A ordem é da própria presidente Cristina Kirchner, que tem repetido para os empresários locais o seguinte:
- Não é que nós partimos para cima do mundo com nossos produtos, mas é o fato de que o mundo caiu em cima de nós com os seus produtos.
CLIQUE no gráfico do jornal La Nación desta terça-feira, dia 14, que demonstra a brutal queda no ingresso de calçados na Argentina.
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