Café: CNC estima safra 2016/17 do Brasil entre 48 e 50 milhões de sacas

Publicado em 14/01/2016 14:37 e atualizado em 14/01/2016 16:15
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A safra 2016/17 de café do Brasil deve ficar entre 48 e 50 milhões de sacas de 60 kg, é o que afirma o presidente do CNC (Conselho Nacional do Café), Silas Brasileiro. As condições climáticas mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, diferente dos anos anteriores, indicam que o país pode registrar alta na produção deste ano após três quebras consecutivas. As informações são da CoffeeNetwork, divisão de café da INTL FCStone.

"O clima tem melhorado desde o final do ano passado e, com isso, as plantas se recuperaram da seca", diz Silas Brasileiro. "No entanto, para este número se confirmar as condições climáticas precisam permanecer dentro da normalidade; caso contrário, se tivermos um período seca mais uma vez, como em 2014 e 2015, essa expectativa pode ser reduzida".

Ainda segundo Brasileiro, as lavouras de arábica serão as responsáveis pelo aumento na safra deste ano. Além da melhora no clima, ele ressalta que a colheita é de alta bienalidade para a maioria das regiões. "As plantações de robusta, por sua vez, enfrentam condições climáticas adversas, especialmente no Espírito Santo, o principal produtor de conilon no Brasil, o que limita maiores expectativas para a variedade", explica o presidente do CNC.

Vale lembrar que o IBGE divulgou na terça-feira (12) que a colheita brasileira da safra 2016/17 pode chegar a 49,7 milhões de sacas de 60 kg, ante 44,2 milhões de sacas em 2015. A projeção reflete as boas floradas registradas no ano passado e o desenvolvimento regular dos chumbinhos nas principais áreas produtoras.

» Café: Brasil deve produzir 49,7 milhões de sacas na safra 2016/17, estima IBGE

» Produção global de café 2015/16 deve aumentar para 143,4 mi sacas, diz OIC

Com informações da CoffeeNetwork.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • João Carlos remedio São José dos Campos - SP

    Governo do PT e previsão de safra de café tem muito a ver..., ou seja, em ambos faltam credibilidade e transparência; as pessoas fingem que acreditam...

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  • Ivanir Matos Espera Feliz - MG

    Esse ano vai ser uma beleza... teremos café para colher o ano todo..., tem café granando, tem café chumbinho, tem flor, e tem em fase de botão para abrir... se tudo der certo, dá prá fazer umas 3 ou 4 colheitas... Ou seja, acho que assim deve se aproximar da previsão desses malucos....

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. João Carlos e Sr. Ivanir, vocês assistiram a entrevista do Armando Mattieli? O pior é que acho que ele tem razão, mesmo sendo dificil fazer um julgamento desses, de que estão misturando porcariada no café vendido aos brasileiros. Aqui em BC nem sei quanto tempo faz que não tomo uma chicara de um bom café, como tem ai em Minas, em São Paulo, tem uns que joga água e fica meio choco, não tem cheiro, não tem sabor, é dificil encontrar café bom, com a granulometria uniforme, tem uns que parecem farinha grossa misturada com farinha fina. Me desculpem todo esse falatório, pois nem entendo tanto de café assim, só faço todo dia, e tomo no minimo uma térmica cheia sozinho.

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Rodrigo café bom ou café ruim vai depender do paladar do consumidor. As bebidas de café são definidas como ríado, rio, duro e mole. Na região do cerrado de Minas Gerais o produtor de café, na década de 90 do século passado, usava terreiro de terra para secar o café e, este cafe bebia mole. O clima tem uma grande influência na qualidade da bebida. Só para o senhor entender, o paladar do consumidor italiano é para a bebida rio riado, que para o consumidor brasileiro já não é apreciável. A realidade é que as empresas que industrializam os cafés, em sua maioria são todas multinacionais e, elas fazem o "blended" que vai dar a bebida que melhor agrada o consumidor que já foi condicionado para consumi-la.

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    • ELIANE DE ANDRADE CYRINO NOGUEIRASÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SP

      A verdade é que o produtor de café é pago pela bebida e pela catação, e isso é que vale no Brasil, esses 2 anos que se passaram, defino a seca , tive encomendas de cafés finos que não consegui cumprir , devido ao clima atípico , que influenciou além da bebida , a maturação dos grãos , que ficaram menores que o esperado, Quanto ao chute da quantidade de café que vamos colher, janeiro nunca foi época de fazer este tipo de previsão, pois os grãos estão pequenos e verdes, abem da verdade, e nunca vi um instiuto fazer uma pesquisa na nossa região, quando faz, são pelas cooperativas que chutam os números sem embasamento nenhum. Estamos a mercê de multinacionais que manipulam os preços conforme suas vontades, temos que tomar as rédeas desse jogo, não dá para aceitar mais.

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Srª. Eliane, quando se refere "temos que tomar as rédeas desse jogo", quer dizer: SER DONO DO MERCADO!! Acho difícil, pois o espaço já está ocupado pelas empresas multinacionais. Veja essa moda das capsulas, a NESTLE contratou um ícone de Hollywood para participar da campanha publicitária. O resultado do investimento na propaganda parece que é liquido e certo, pois o aumento no consumo está "bombando"!!

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