Café: Sem novidades fundamentais, Bolsa de Nova York opera praticamente estável nesta 3ª feira

Publicado em 02/02/2016 09:36 e atualizado em 02/02/2016 12:38
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As cotações do café arábica na Bolsa de Nova de York (ICE Futures US) operam praticamente estáveis nesta terça-feira (2). Após avançar mais de 100 pontos na sessão anterior, o mercado realiza ajustes sem indicar tendência definida, segundo analistas. O dólar, que vinha dando impulso aos preços, voltou a subir após três dias seguidos no vermelho.  

Por volta das 12h23, o vencimento março/16 tinha 117,80 cents/lb com alta de 5 pontos e o maio/16 registrava 119,80 cents/lb com baixa de 5 pontos. Já o contrato julho/16 tinha 121,50 – estável e o setembro/16 operava com 123,10 cents/lb com queda de 5 pontos.

Após atingir o menor patamar do ano na sessão anterior, às 12h09, o dólar comercial avançava 0,81% sobre o real, cotado a R$ 3,9913 na venda. Os invesrtidores repercutem a queda nos preços do petróleo e o fim do recesso parlamentar no Brasil. A moeda estrangeira mais valorizada ante o real encoraja as exportações da commodity e os preços no mercado externo recuam.

No cinturão produtivo do Brasil, os negócios com café seguem isolados. "O setor produtivo como um todo já está em ritmo de folia e assim, nada deverá acontecer de forma notória", afirmou o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães ontem. Na segunda-feira (1º), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 492,63 com queda de 0,92%.

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Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café: Com suporte do dólar, Bolsa de Nova York avança mais de 100 pts nesta 2ª feira

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram a subir nesta segunda-feira (1º), após recuar na sessão anterior – interrompendo a sequência de seis altas consecutivas. Ainda sem repercutir muito as questões fundamentais, o mercado registrou cobertura de posições vendidas durante a sessão. O dólar voltou a recuar hoje ante o real, o que também acaba dando suporte aos preços externos.

Os lotes com vencimento para março/16 encerraram o dia cotados a 117,75 cents/lb com valorização de 140 pontos, o maio/16 teve 119,85 cents/lb e 135 pontos. Já o contrato julho/16 teve 121,50 cents/lb e o setembro/16 encerrou a sessão cotado a 123,15 cents/lb, ambos com avanço de 125 pontos.

"Os preços respeitaram um importante suporte na sessão de hoje, US$ 1,15 por libra-peso. A próxima resistência está em US$ 1,20 para depois buscarmos US$ 1,23", afirma o analista de mercado João Santaella.

O Rabobank, um dos principais bancos especializados em commodities do mundo, também estima os preços do arábica na casa de US$ 1,23/lb, após reduzir em mais de 7% a previsão feita em novembro do ano passado. " Os fatores macroeconômicos recentes têm apenas uma vaga relação com os fundamentos do café", pondera o banco em nota.

O dólar iniciou o mês de fevereiro em queda e acabou fechando abaixo de R$ 4, o menor nível de 2016. A sessão foi marcada por baixo volume de negócios e em meio a ações do Banco Central brasileiro para rolagem dos contratos de swap cambial, além de dados fracos sobre a economia chinesa e queda nos preços do petróleo. O dólar comercial recuou 1,62%, cotado a R$ 3,9591. A moeda estrangeira menos valorizada ante o real desencoraja as exportações, em contrapartida acaba dando suporte aos preços.

No aspecto fundamental, o mercado carece de novidades. No cinturão produtivo do Brasil, os relatos são de que as chuvas tem beneficiado o desenvolvimento das lavouras da safra 2016/17. Nesta segunda-feira, o tempo deve ser seco na maior parte das origens produtoras. No entanto, no decorrer da semana, a chuva retorna para boa parte das áreas produtoras, mas em baixos volumes.

Mercado interno

Os negócios com café nas praças de comercialização do Brasil voltaram a cair com a proximidade do carnaval, após um aquecimento nas vendas no fim da semana passada. "O setor produtivo como um todo já está em ritmo de folia e assim, nada deverá acontecer de forma notória", afirma.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 551,00 e alta de 0,92%. A maior oscilação no dia foi registrada em Varginha (MG) com queda de 1,82% e saca cotada a R$ 540,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 553,00 a saca e queda de 0,91%. A maior variação no dia ocorreu em Varginha (MG) com recuo de 2,86% e R$ 510,00 a saca.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação em Franca (SP) com R$ 510,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia foi registrada em Poços de Caldas (MG) com alta de 3,56% e saca cotada a R$ 495,00.

Na sexta-feira (29), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 497,22 com queda de 0,70%.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, fecharam em baixa nesta segunda-feira. O contrato março/16 registrou US$ 1375,00 por tonelada com queda de US$ 7, o maio/16 teve US$ 1408,00 por tonelada com recuo de US$ 6. O vencimento julho/16 anotou US$ 1439,00 por tonelada com desvalorização de US$ 4.

Na sexta-feira (29), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 397,50 com avanço de 0,01%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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