Café: Ainda pressionada pelo macro, Bolsa de NY fecha em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta 2ª feira

Publicado em 29/02/2016 17:45
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta segunda-feira (29). O mercado continua sendo influenciado pelo comportamento do dólar, indicadores técnicos e o ambiente externo, uma vez que praticamente todas as variáveis fundamentais já foram precificadas. Analistas acreditam que sem um fato novo os preços externos devem permanecer oscilando entre US$ 1,15 por libra-peso e US$ 1,20/lb.

O vencimento março/16 fechou a sessão de hoje cotado a 112,65 cents/lb com baixa de 35 pontos, o maio/16 teve 115,05 cents/lb com recuo de 15 pontos. Já o contrato julho/16 registrou 117,00 cents/lb também com 15 pontos de desvalorização, enquanto o setembro/16 registrou 118,80 cents/lb com queda de 10 pontos.

Segundo o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado, os fatores técnicos ainda devem dominar as cotações do arábica nos próximos dias. "O mercado está muito sobrevendido e não vejo mudança do lado fundamental no curto prazo. Com isso, o que vemos são os preços variando entre US$ 1,15/lb e US$ 1,20/lb", afirma.

De acordo com informações divulgadas na semana passada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP), as lavouras de arábica da safra 2016/17 têm se desenvolvido bem e em algumas regiões a maturação está adiantada, o que deve favorecer a colheita antecipada. No geral, os relatos dos produtores são otimistas e, alguns, já esperam um aumento do volume e da qualidade dos grãos nesta temporada.

Diante dessa expectativa otimista na produção do Brasil, os investidores se voltam cada vez mais para os aspectos técnicos. O câmbio, por exemplo, tem pressionado bastante os preços externos nas últimas sessões e hoje não foi diferente. A moeda norte-americana mais forte encoraja as exportações da commodity. O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira com avanço de 0,15%, vendida a R$ 4,0035.

Para o diretor de commodities do Banco Société Générale, Rodrigo Costa, "o fechamento [de sexta-feira] dos terminais Londrino e Nova Iorquino não inspira confiança aos altistas e se o dólar americano se valorizar as chances são grandes de vermos ambos os mercados fazerem novas mínimas".

Mercado interno

As cotações do café arábica no Brasil seguem firmes mesmo com a queda no terminal de referência. No entanto, os negócios seguem limitados. "Os produtores não tem muito café neste período de entressafra e preferem aguardar melhores patamares. Por outro lado, vemos que o comprador também não está muito agressivo em suas apostas, diferente das últimas semanas", explica Anilton Machado.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 550,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia foi registrada em Guaxupé (MG) com queda de 3,04% e saca cotada a R$ 542,00.

O tipo 4/5 também teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 542,00 a saca e baixa de 3,04%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação nas cidades de Franca (SP) e Varginha (MG) com R$ 510,00 a saca, ambas com queda de 0,97%. A maior oscilação no dia foi em Araguari (MG) com baixa de 3,85% e R$ 500,00 a saca.

Na sexta-feira (26), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 485,04 com queda de 0,12%.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, fecharam com forte alta nesta segunda-feira, após sete sessões consecutivas de queda. O contrato março/16 registrou US$ 1371,00 por tonelada e alta de US$ 45, o maio/16 teve US$ 1412,00 por tonelada e avanço de US$ 46, enquanto o julho/16 anotou US$ 1441,00 por tonelada também com valorização de US$ 46.

Na sexta-feira (26), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 375,16 com alta de 0,19%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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