Consumo restrito mantém preços estáveis para as carnes

Publicado em 19/10/2016 09:47 e atualizado em 19/10/2016 13:03
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Boi Gordo: Mercado com baixa movimentação e negócios abaixo da referência não são fechados

Scot Consultoria

Mercado do boi gordo andando de lado.

De um lado a pequena oferta de boiadas terminadas dificulta o alongamento das escalas o que resultou em alta em Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro. De outro, a demanda enfraquecida pela carne bovina gera tentativa de pagamentos abaixo da referência, a fim de manter as margens de comercialização das indústrias, que, depois da recuperação em agosto e setembro, voltaram a recuar.

Em São Paulo, já são onze dias de estabilidade nos preços. Os negócios não acontecem abaixo da referência e os compradores que trabalham neste patamar não possuem “urgência” para completar as escalas.

No estado, as programações de abate giram em torno de cinco dias.

No mercado atacadista de carne bovina, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,32/kg. Há um mês era vendido por R$10,27/kg. A situação atual da demanda não sustentou os preços e isso preocupa o mercado no curto prazo.

Suíno Vivo: Minas Gerais segue tendência das demais praças e mantém referência nesta 3ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de suíno vivo registrou mais um dia de preços firmes nas principais praças de comercialização nesta terça-feira (18). Seguindo a tendência das demais regiões, Minas Gerais também optou pela manutenção da cotação para os próximos dias. Há mais de um mês o mercado não registra mudanças na praça de comercialização.

Com isso, a referência no estado passa a ser de R$ 4,20 pelo quilo do vivo até a próxima segunda-feira, quando uma nova reunião da bolsa de suínos deve ocorrer. O valor também é válido para a praça de Goiás.

Além de Minas Gerais e Goiás, os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também tiveram mais uma semana de estabilidade, situação que começa a preocupar o setor que esperava reação nesta primeira quinzena do mês. A Scot Consultoria aponta que o mercado está andando de lado nos últimos dias.

Além disto, há registro de lentidão também no atacado, com a carcaça suína valendo R$ 6,00/kg  – o que representa uma queda de 13% em um ano. "Neste momento do mês, os compradores já começaram a se mostrar mais receosos em suas aquisições, pois o consumo tende a ser prejudicado na segunda quinzena, quando ocorre um declínio no poder aquisitivo da população", aponta a consultoria.

Para os próximos dias, não são esperadas reações de preços em função da entrada da segunda quinzena, quando o consumo tende a ser menor. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário já foi de enfraquecimento mesmo no início do mês.

 “Os negócios de modo geral tiveram pouca movimentação nos últimos dias, mesmo sendo este o período em que o consumidor está mais capitalizado, de acordo com relato dos frigoríficos. A perspectiva é de que os preços fiquem acomodados no curto prazo”, afirma.

Frango Vivo: Com demanda fraca, mercado não registra alterações nesta 3ª feira

Por Sandy Quintans

Nesta terça-feira (18), as cotações para o frango vivo registraram mais um dia de estabilidade. Há quase dois meses, as principais praças de comercialização não apresentam mudanças, mesmo com as expectativas de recuperação. Com isto, Minas Gerais mantém os preços em R$ 3,30/kg e São Paulo a R$ 3,10/kg.

Apesar da estabilidade das cotações, os atuais patamares de preços praticados na praça paulista subiram na última semana no atacado. Segundo aponta a Scot Consultoria, houve valorização de 2,1% e negociação de R$ 4,80/kg. Por outro lado, a tendência é de pouca movimentação.

“Tanto na granja quanto no atacado o cenário é de lentidão nas negociações. Com isso, em curto prazo, não estão descartadas quedas nos preços, com a menor movimentação na segunda quinzena do mês”, aponta o boletim.

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que o feriado da última semana atrapalhou ainda mais o desempenho da proteína, reduzindo ainda mais as possibilidades de reajustes. “A tendência para o restante do mês é de uma demanda mais restrita, o que pode contribuir para alterações nos preços”, alerta.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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