Arroz: Banco Central dá prazo maior para renegociação de dívidas

Publicado em 19/06/2013 17:18
Arrozeiros têm até 31 de julho para manifestar interesse.

Boa notícia para os arrozeiros. O Banco Central do Brasil publicou a Resolução 4.230/13 nesta terça-feira, e dá novo prazo para que os produtores manifestem formalmente a adesão ao Programa de Renegociação de Dívidas Originárias de Operações de Crédito Rural. Com isso, os rizicultores terão até 31 de julho para manifestarem formalmente aos bancos a adesão ao programa. A formalização do contrato pelos bancos e o pagamento da primeira parcela de 10% da dívida, foi adiado para 30 de agosto próximo.

O presidente da Federarroz, Renato Rocha, destaca a importância da medida: “pois os bancos privados não estavam aceitando sequer o protocolo da renegociação. Com a reunião entre o setor, o governo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e esse novo prazo, mais produtores poderão integrar-se ao plano de repactuação do passivo, solucionando um dos mais graves problemas do setor, que é o endividamento”, argumenta.

Segundo Rocha, a dívida setorial foi avaliada em mais de R$ 3,1 bilhões no final de 2012. “A renegociação é boa para os bancos, que vão reaver recursos, ainda que em 10 anos, e para o produtor, que pagará taxas de juros controladas e poderá reaver o acesso ao crédito oficial”, enfatiza.

A Federarroz disponibiliza no site www.federarroz.com.br uma carta-modelo para os produtores protocolarem em suas agências bancárias formalizando a adesão. O documento é baseado nas duas resoluções do Banco Central. De acordo com Renato Rocha, o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio do secretário Neri Geller, da Fazenda, pelo secretário João Rabelo Júnior e dos deputados federais Luiz Carlos Heinze e Alceu Moreira, entre outros parlamentares, foram fundamentais para que essa medida se concretizasse, bem como o empenho da classe arrozeira nas reivindicações. Enfatiza ainda que a notícia ajuda a manter a estabilidade de preços do arroz no mercado neste final de semestre.

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Fonte:
Federarroz

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1 comentário

  • Flavio Schirmann Formigueiro - RS

    O problema é relativo aos arrozeiros que já formalizaram a adesão, já pagaram os 10% até 30 de abril/2013 e não tem nenhuma resposta do Banco do Brasil, além de colocá-los no SERASA, CENTRAL DE RISCO E ESCRITÓRIOS DE COBRANÇA PRIVADOS. A safra nova tem que ser plantada e como poderemos obter financiamento nestas condições?

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