Sauditas e russos concordam em congelar produção de petróleo; Irã é entrave

Publicado em 16/02/2016 11:18 e atualizado em 17/02/2016 10:34
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na Reuters

DOHA (Reuters) - A Arábia Saudita e a Rússia, os dois maiores exportadores de petróleo do mundo, concordaram nesta terça-feira em congelar os níveis de produção, mas disseram que o acerto depende da adesão de outros produtores, sendo o Irã um dos principais entraves para o plano ser concretizado.

Ministros de petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Catar e Venezuela anunciaram a proposta após uma reunião em Doha.

Este pode se converter no maior acordo entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países de fora do grupo em 15 anos, numa tentativa de resolver o excesso de oferta que derrubou os preços da commodity ao menor nível em mais de uma década.

O ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, disse que congelar a produção nos níveis de janeiro, próximo de máximas históricas, seria uma medida adequada e que ele espera que outros países adotem o plano.

O ministro venezuelano Eulogio Del Pino disse que novas conversas vão acontecer com o Irã e o Iraque na quarta-feira em Teerã.

"A razão pela qual concordamos com um potencial congelamento de produção é simples: é o começo de um processo que iremos avaliar nos próximos meses e decidir se precisaremos outros passos para estabilizar e melhorar o mercado", disse Naimi a repórteres.

"Nós não queremos uma revolução nos preços, nós não queremos redução de oferta, nós queremos atender à demanda, nós queremos estabilizar os preços do petróleo. Nós precisamos dar um passo de cada vez", acrescentou o ministro saudita.

Os preços do petróleo Brent chegaram a saltar para 35,55 dólares por barril depois da notícia sobre o acordo, mas depois reduziram ganhos com preocupações de que o Irã poderia rejeitar a proposta.

Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o contrato para abril do Brent já recuava 1,5 por cento, a 32,90 dólares.

O Irã, outro membro da Opep e rival regional da Arábia Saudita, tem prometido aumentar gradualmente sua produção nos próximos meses para recuperar fatia de mercado após ficar anos sob embargo de sanções internacionais, que foram retiradas em janeiro após um acordo sobre o programa nuclear de Teerã.

"Nossa situação é totalmente diferente da dos países que têm produzido em níveis elevados nos últimos anos", disse à Reuters uma fonte sênior familiarizada com a posição iraniana.

O ministro iraniano do Petróleo, Bijan Zanganeh, também sinalizou que não concordaria com um congelamento da produção em níveis de janeiro, dizendo que o país não irá abrir mão de sua fatia apropriada no mercado global.

 

 

Irã pode discutir congelar sua produção de petróleo quando ela estiver recuperada, diz fonte

 

LONDRES (Reuters) - O Irã, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), está disposto a discutir um congelamento dos níveis de produção de petróleo uma vez que sua própria produção atinja as taxas pré-sanções, disse nesta terça-feira uma fonte familiarizada com a visão iraniana sobre o assunto, destacando a relutância de Teerã de frear a oferta.

Os principais exportadores de petróleo, incluindo Rússia e Arábia Saudita, concordaram mais cedo nesta terça-feira a congelar os níveis de produção para atacar o excesso global, mas disseram que o acordo depende da adesão de outros produtores ao pacto.

"Nós ainda não chegamos a nossos níveis de produção pré-sanções. Assim, quando chegarmos lá, estaremos num nível de igualdade, aí poderemos conversar", disse a fonte.

"Nossa situação é totalmente diferente da daqueles países que vêm produzindo em grandes volumes nos últimos anos."

 

 

Irã poderia receber oferta especial em acordo sobre produção de petróleo, dizem fontes

 

LONDRES (Reuters) - O Irã poderia receber uma oferta de termos especiais dentro do acordo global para congelar os níveis de produção de petróleo, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta terça-feira.

"O Irã tem seu próprio modelo... O Irã está retornando ao mercado e precisa receber uma chance especial, mas ele também precisa fazer seus cálculos", disse uma das fontes, que não são iranianas.

A Rússia e a Arábia Saudita, os dois maiores países exportadores de petróleo, concordaram nesta terça-feira em congelar os níveis de produção, mas disseram que o acordo estaria condicionado à adesão de outros países produtores, sendo o Irã um dos principais entraves para a concretização do plano.

 

Ministro diz que Irã não irá abrir mão de fatia do mercado de petróleo


DUBAI (Reuters) - O Irã não irá abrir mão de sua fatia apropriada no mercado global de petróleo, disse nesta terça-feira o ministro iraniano de Petróleo, segundo a agência de notícias da pasta.

O ministro comentou o encontro de ministros de Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Catar em Doha mais cedo nesta terça, no qual fecharam um acordo para congelar a produção de petróleo no níveis de janeiro, caso outras nações exportadoras concordem em fazer o mesmo.

"O que é importante é que, primeiro, o mercado está enfrentando um excedente e, segundo, que o Irã não irá subestimar sua fatia", disse o ministro Bijan Zanganeh, segundo a agência oficial Shana.

Zanganeh também confirmou que irá se encontrar com seus colegas ministros da Venezuela e do Iraque em Teerã na quarta-feira
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Petrobras vive momento "duro" de adaptação a preços baixos, diz presidente

 

SANTOS (Reuters) - A Petrobras vive momento "duro" de adaptação ao baixo preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, mas a situação não é tão ruim como assinalada por "alguns analistas e pessimistas", afirmou nesta terça-feira presidente da petroleira estatal, Aldemir Bendine, em evento em Santos.

Também presente no evento, a diretora de Exploração & Produção da companhia, Solange Guedes, declarou que a empresa "sabe o caminho" para produzir petróleo em águas profundas com preço a cerca de 30 dólares o barril.

 

 

 

 

Fonte: Reuters

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