Produtor de Canarana paga três vezes mais frete que o americano
Na noite de quarta (22) o 8º Circuito Aprosoja ocorreu em Canarana, a 810 quilômetros de Cuiabá, localizado na região Leste de Mato Grosso. O evento contou com a participação de mais de 180 pessoas, superando a expectativa de público. “Achei muito interessante esse painel internacional com informações dos nossos principais concorrentes e, principalmente, o resumo do mercado consumidor. As informações de mercado são muito importantes pra nós”, disse o delegado da Aprosoja, Murilo Ramos.
“Foi o melhor Circuito que já tivemos, o tempo foi cronometrado e sentimos que os produtores gostaram muito por ter sido uma conversa descontraída, com informações muito importantes”, afirmou o presidente do Sindicato Rural e delegado coordenador da Aprosoja no município, Arlindo Cancian. Miguel Tagnese, produtor há mais de 30 anos, comentou que essa reunião já consolidada com os produtores também é uma forma de eles conhecerem e entenderem as principais conquistas da Aprosoja. “A conquista da suspensão do pagamento de royalties da soja RR e a do Funrural foram muito importantes”, disse Tagnese.
Atualmente, o município produz em torno de 800 mil toneladas de grãos e a maioria dessa produção segue para o porto de Santos, que na última safra recebeu em torno de 58% da produção de soja de Mato Grosso. “Nós percorremos mais de 900 quilômetros por rodovia para chegarmos ao transbordo de São Simão e, depois, seguimos por ferrovia até o porto de Santos, totalizando aproximadamente 1.900 km”, explica o produtor Marcos da Rosa. Segundo ele, esse percurso é feito entre cinco e oito dias.
De acordo com os produtores, o custo do frete por tonelada na região está em torno de R$ 235,00. Enquanto na Argentina, onde 80% da safra é escoada por caminhões, o frete varia em torno de US$ 45. Segundo o consultor argentino Alejandro Vejrup, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentos Agropecuários (AACREA), a quase totalidade da safra argentina está a menos de 400 quilômetros dos portos, o que facilita o escoamento e ameniza os custos.
Já os produtores dos Estados Unidos enfrentam praticamente a mesma distância que os produtores do Vale do Araguaia, em torno de 1.900 km. Porém, o custo com o frete por tonelada varia em torno de US$ 35, ou seja, aproximadamente R$ 72,00, três vezes mais que o custo dos Estados Unidos. O representante dos Estados Unidos, Mike Marron, explicou que a vantagem é que os norte-americanos possuem boa infraestrutura e as rodovias são de excelente qualidade. “Nossa infraestrutura permite que a soja chegue rápido ao cliente, o que garante um preço maior ao produto e, por utilizamos navios, temos baixo custos”, finalizou Marron. Os produtores americanos contam também com boa capacidade em armazenagem e a maioria deles têm armazéns em suas propriedades.
2 comentários
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Virgilio Andrade Moreira La Paloma
na Argentina e Paraguai os portos são perto das lavouras dai caminhão é viável. Mas Canarana que fica muito distante dos portos marítimos só hidrovia ou ferrovia.. de preferencia para o norte. Menos congestionamente e menos custos e menos tudo. Ainda para ajudar frete do hesisfério norte. (Canal do Panamá duplicado quase pronto. )
Virgilio Andrade Moreira La Paloma
O remédio é terminal na ferrovia norte sul se conseguirem acabar a obra e hidrovia Araguaia/Tocantins se acabarem a comporta de Tucurui,! (Sei que estava em construção a trinta anos e não sei se terminaram a obra).Melhor sair por Belem e São Luis do que por Santos.