Após sessão volátil, soja fecha no misto e milho tem forte alta na CBOT

Publicado em 18/06/2013 17:25 e atualizado em 18/06/2013 19:31

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta terça-feira em campo misto. O mercado registrou intensa volatilidade neste pregão, com o vencimento julho chegando a subir mais de 15 pontos ao longo dos negócios. Porém, a posição fechou com uma leve baixa de 1,75 ponto, cotado a US$ 15,10 por bushel. Os demais vencimentos fecharam no azul, próximos da estabilidade, com ganhos entre 0,25 e 3,50 pontos. 

Apesar dessa pouca movimentação, no entanto, o mercado ainda permanece o mesmo, com a atuação de duas forças distintas no curto e no longo prazo. De um lado, a escassez de produto nos Estados Unidos e, de outro, as boas expectativas para a nova safra norte-americana.  

O milho, frente a essa pouca oferta como no caso da soja, também encontra suporte e fechou o dia em alta na CBOT. Além disso, as preocupações com a nova safra dos EUA, depois do preocupante atraso registrado durante o plantio, também favorecem os futuros do cereal que fecharam o dia com mais de 10 pontos de alta nos vencimentos mais distantes.

Os vencimentos mais curtos permanecem sustentados no pequeno volume de soja disponível nos Estados Unidos e que está sendo "disputado" por uma demanda extremamente aquecida. De um lado, as esmagadoras locais em busca de matéria-prima e, de outro, os importadores também precisando de produto. 

Esse cenário tem configurado um quadro de bastante firmeza para o mercado interno norte-americano, com prêmios ultrapassando US$ 1 nos portos do país, levando o valor da soja a mais de US$ 16 por bushel no vencimento julho. "O racionamento atual tem feito a soja segurar esses valores atuais que são valores acima da média se compararmos aos outros anos", diz  Glauco Monte, analista de mercado da FCStone. 

Para os produtores brasileiros, a orientação de Monte é de que, frente a isso e caso ainda tenham soja para comercializar, o ideal é que aproveitem os bons preços dos primeiros vencimentos de Chicago e mais o câmbio fortalecido. Nesta terça-feira, a soja superou os R$ 2,15. Para Monte, boas oportunidades de negócios podem acontecer entre julho e agosto. 

Essa falta de soja nos Estados Unidos tem ocasionado até mesmo a necessidade do país de importar o grão. Segundo a consultoria Oil World, os norte-americanos deverão ter que importar cerca de 250 mil toneladas entre junho e julho. 

"As importações norte-americanas de soja devem aumentar consideravelmente para pelo menos de 80 a 100 mil toneladas em junho, e provavelmente para 150 mil toneladas em julho", disse a Oil World em uma nota divulgada nesta terça-feira.

Já nos vencimentos mais distantes, o que pesa mais sobre os preços são as boas expectativas para a nova safra norte-americana. Segundo analistas, o clima tem se mostrado favorável ao desenvolvimento das lavouras e, de acordo com o último relatório de acompanhamento de safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 64% das plantações de soja e 64% das de milho estavam em boas ou excelentes condições até o último domingo (16). 

“Sem quebras na produção dos EUA, e com uma situação mais confortável na oferta acho que hoje os preços na faixa de US$ 13/bushel, os agricultores devem aproveitar as cotações, especialmente, os preços em reais que são bem atrativos”, disse Glauco Monte. 

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Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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