Dólar continua favorecendo as exportações de soja em novembro

Publicado em 09/11/2015 16:15 e atualizado em 30/11/2015 10:25
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As exportações de soja em grão na primeira semana de novembro (04 dias úteis) apresentaram uma média diária de 119,2 mil toneladas, totalizando 477,1 mil de t no período. Esse volume é 1.125% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados nesta segunda-feira (09).

Além disso, as exportações de soja em grão até outubro atingiram o volume recorde de 52,150 milhões de toneladas, volume 15% superior ao embarcado nos primeiros dez meses do ano passado. Os grãos brasileiros têm ganhado competitividade no mercado internacional, ocupando inclusive alguns espaços deixados pelos Estados Unidos - maior produtor e exportador global - devido à desvalorização do real e aos preços mais elevados do produto norte-americano.

E mesmo com a queda nos preços da oleaginosa na Bolsa de Chicago, a receita obtida com as exportações também está 1.000% acima do valor registrado em 2014 devido ao maior volume embarcado. O faturamento da primeira semana foi de US$ 179,5 milhões, o equivalente a US$ 44,8 milhões/dia, apresentando pequena queda de 4,7% na comparação com o mês passado, haja vista que as exportações do milho também competem com espaço nos portos brasileiros.

Conforme as estatísticas, as exportações totais do complexo soja (incluindo farelo e óleo) somaram pouco mais de 55 mil de toneladas no acumulado de novembro. Os embarques do óleo de soja neste mês avançaram 36,1% em volume (para 27,4 mil de toneladas) e recuaram 1,3% em receita (para US$ 15,2 milhões) na comparação com 2014.

No caso do farelo de soja o volume exportado caiu 42,9% para 112,1 mil toneladas e, a receita recuou 57% para US$ 40,2 milhões no total das três semanas. De janeiro a setembro as vendas externas de farelo apresentaram um volume recorde de 11,26 milhões de toneladas no período, um acréscimo de 5% em comparação com os dados de 2014.

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Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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