Soja: Dólar ainda acima dos R$ 4 e boa demanda mantêm preços na casa dos R$ 80 nos portos

Publicado em 08/01/2016 13:00
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Em Chicago, nesta sexta-feira (8), o mercado da soja segue operando em campo positivo e registrando altas ainda bastante tímidas. Os principais vencimentos, por volta de 12h40 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 4 pontos, com o contrato março/16, o mais negociado agora, valendo US$ 8,69 por bushel. 

Já nos portos, os preços sentem alguma limitação por conta do dólar em queda. No entanto, a moeda norte-americana americana ainda seguia acima dos R$ 4,00, mantendo as referências de valores na casa dos R$ 80,00 por saca. Em Rio Grande, a soja disponível valia R$ 84,50, perdendo 0,59% em relação ao fechamento de ontem, porém, negócios já bateram nos R$ 85,50 nesta sexta. Para o produto futuro, entrega março/16, estabilidade nos R$ 81,00. 

Os produtores brasileiros seguem sem realizar novas vendas. Com incertezas que ainda rondam a nova safra do Brasil, principalmente em relação ao tamanho das perdas, e diante do elevado percentual já comprometido, os negócios estão sendo evitados. Por outro lado, os compradores seguem presentes e ávidos pela soja brasileira, que já não conta nem mais com o remanescente da temporada 2014/15. 

Assim, os prêmios também subiram e de forma expressiva. Fevereiro/16 tem 50 centavos de dólar sobre as cotações em Chicago, março/16 com 35 e abril e maio/16 têm 25 cents. Os valores, segundo explicam analistas, é essa confirmação do consumo aquecido e da oferta, ao menos momentaneamente, mais ajustada. Nos Estados Unidos, afinal, os produtores também não realizam grandes vendas neste momento. 

Bolsa de Chicago

Em Chicago, o mercado mantém sua movimentação mais lateral, ainda sem definir uma direção. Durante toda esta primeira semana de 2016, os futuros da soja no quadro internacional testaram os dois lados da tabela, porém, com oscilações limitadas. 

E para analistas, uma definição melhor para os preços deve chegar somente com números mais claros sobre a nova safra da América do Sul, o que deve ser visto somente com um avanço mais expressivo da colheita. Até esse momento, poucos municípios deram início aos trabalhos, uma vez que o plantio também atrasou neste ano. 

Ao mesmo tempo, os traders também esperam por novos quatro boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chegam na próxima semana, trazendo as primeiras projeções oficiais para a temporada 2016/17. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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