Soja: Mercado se mantém estável em Chicago; mas recua nos portos do Brasil nesta 2ª

Publicado em 11/01/2016 14:13 e atualizado em 11/01/2016 14:57
304 exibições

O mercado internacional da soja opera estável na sessão desta segunda-feira (11). Os futuros da oleaginosa, por volta de 13h40 (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 2 pontos entre os principais vencimentos da Bolsa de Chicago, com exceção do janeiro/16, que já deixa as negociações ainda nesta semana, que subia 1,75 ponto, cotado a US$ 8,81 por bushel. Enquanto isso, o maio/16, referência para a safra brasileira, era negociada a US$ 8,66. 

A sessão é, tradicionalmente, de estabilidade, já que os traders se ajustam para receber novos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão reportados nesta terça-feira, dia 12 de janeiro. Ao mesmo tempo, o mercado sente ainda a melhora do clima na América do Sul e as especulações sobre a nova safra, portanto, perdendo um pouco de terreno nos negócios deste início de semana. 

Em contrapartida, boas notícias da demanda equilibram a balança, mesmo que forma mais comedida. O USDA anunciou, nesta segunda, duas vendas de soja da safra 2015/16, sendo uma de 120 mil toneladas para a China e mais 248 mil para destinos desconhecidos. 

"Com a melhora do clima na América do Sul, as chances de um novo rally nos preços da soja se voltam para os boletins que o USDA traz neste dia 12, porém, ainda os dados ainda devem ser insuficientes para conter a baixa sazonal que acontece em fevereiro", explica Bryce Knorr, analista de mercado e editor do site internacional Farm Futures. 

No Brasil, os preços foram pressionados pela queda do dólar registrada mais cedo. A moeda norte-americana recuava, às 14h (Brasília), cerca de 0,20%, pressionando as cotações nos principais portos de exportação. Porém, perto de 14h4 , a divisa voltava a subir e era negociada a R$ 4,05. Em Rio Grande, a soja disponível vinha negociada a R$ 83,50 por saca, caindo 1,76%, enquanto a futura perdia 1,85% e valia R$ 79,50. 

Tags:
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário