Exportação de milho no Mato Grosso supera a de soja

Publicado em 07/03/2016 07:43
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O ano começou bem para as exportações mato-grossenses. Se por um lado a soja atrasou para sair do campo e a colheita ainda é motivo de muita preocupação para os produtores, do outro, o milho vai preenchendo a lacuna deixada pela oleaginosa e sustentando a pauta mato-grossense neste primeiro bimestre que fecha o período com expansão de 57,2% sobre o faturamento na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Além de liderar as exportações estaduais, os embarques de milho proporcionaram recorde de faturamento para fevereiro, que em 2016 contabiliza a maior cifra da série estadual para o mês: US$ 1,21 bilhão. 

Conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mato Grossocontabiliza em janeiro e fevereiro receita de US$ 2 bilhões contra US$ 1,27 bilhão gerados em igual momento de 2015. 

O milho remanescente da safrinha 2014/15 está sendo bastante demandado pelo mercado internacional, desbancou a soja e lidera a pauta estadual com participação de 39% sobre o volume total negociado até o momento. Neste bimestre foram embarcadas 6 milhões de toneladas (t), volume que gerou US$ 1 bilhão em divisas. O resultado revela um crescimento anual, na comparação bimestral, de 98,23%, já que em igual intervalo de 2015, o milho somou volume físico de 2,73 milhões t e negócios de US$ 505,42 milhões. 

Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações são responsáveis por cerca de 68% da demanda pelo cereal mato-grossense e o principal mercado consumidor é o Irã. Além da dobradinha ‘demanda e preço’, o Imea destaca que a mudança na logística de escoamento da safra estadual contribuiu para o incremento das exportações do cereal, que desde o ano passado, estão sendo feitas pelos portos do Norte do país, como Barcarena (PA), Santarém (PA) e São Luis (MA). 

Ainda em relação aos produtos exportados, as commodities agrícolas são destaque entre os três mais embarcados no período, além do milho, a soja em grão e o algodão. 

A oleaginosa foi a segunda commodity mais exportada neste primeiro bimestre, em Mato Grosso, realizando negócios de US$ 270,67 milhões e movimentando 753,46 mil toneladas. Na comparação anual o crescimento é de 31,38%, já que em 2015 a receita foi de US$ 206,02 milhões para 357,5 mil t. 

As exportações de algodão avançaram 67,18% em receita, que passou de US$ 157 milhões para US$ 93,93 milhões. Em volume físico, foram embarcados 103 mil t em 2016 ante 58,45 mil t em 2015. 

FEVEREIRO - Na avaliação do desempenho do mês, a expansão anual foi de 106,96%, já que no mês passado a receita das vendas externas somou US$ 1,21 bilhão contra US$ 585,60 milhões em igual período de 2015. 

Apenas em 2013, Mato Grosso registrou faturamento acima de US$ 1 bilhão no mês de fevereiro, e naquela ocasião o milho também impulsionava a pauta estadual, com embarques físicos e receita que superaram os realizados pela soja em grão, que é o carro-chefe do comércio internacional do Estado. 

ORIGEM – Sorriso, município localizado a 460 quilômetros ao norte de Cuiabá, lidera o ranking estadual de maiores exportadores. Neste bimestre, a cidade que detém a maior área cultivada tanto para a soja quanto para o milho no mundo (para um município), contabiliza receita de US$ 253,09 milhões, 22,65% maior que os US$ 113,67 milhões faturados no primeiro bimestre do ano passado. Ao considerar a safra de soja e a safrinha de milho, Sorriso cultiva a cada ciclo, mais de 1 milhão de hectares de grãos. 

Completam o ranking dos cinco maiores exportadores, Rondonópolis (US$ 190,53 milhões), Nova Mutum (US$ 132,14 milhões), Sapezal (US$ 104,83 milhões) e Cuiabá (US$ 94,33 milhões). Juntos, os cinco maiores municípios exportadores de Mato Grosso – sendo quatro deles essencialmente agrícolas, os primeiros – US$ 774,92 milhões, o equivalente a pouco mais de 38% da receita total de Mato Grosso nesse primeiro bimestre. 

DESTINOS – Se a soja em grão não lidera a pauta mato-grossense, a China também não lidera o ranking de maiores parceiros comerciais do Estado. Na ausência temporária da oleaginosa, Japão, Indonésia, China, Coreia do Sul e Irã, nessa ordem, se destacam entre os maiores consumidores das commodities agrícolas embarcadas nos primeiros dois meses de 2016. 

O Japão, por exemplo, aumentou as compras em mais de 554%. A demanda japonesa passou de US$ 29,33 milhões para US$ 191,88 milhões, o maior crescimento percentual entre o ‘top 5’. 

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Fonte: Cenário MT

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