Grãos: Preços pressionados diante das incertezas no cenário financeiro. China mantém bom fluxo de compras e demonstra interesse pela nova safra do Brasil. Soja pode atingir US$ 13,20 em Chicago, patamar interessante para que o produtor comece a fixar seus custos.
O relatório que será divulgado pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (23) não deve causar impacto nos preços da soja em Chicago, sugere o analista da New Edge Daniel D’Avilla.
De acordo com ele, o mercado já tem uma idéia geral das condições que definirão os preços na CBOT. Diante disso, o relatório não influenciará de forma tão significativa: “esses números do Usda, normalmente, não causam tanto impacto no mercado”, afirma.
A China tem comprado bastante desde a semana passada e o prêmio acompanha esse movimento de alta. Ainda, há interesse chinês na compra da soja do Brasil que, por sua vez, não está vendendo a oleaginosa.
Essa ausência do mercado teve como motivos o feriado de carnaval, além dos problemas climáticos brasileiros já que não é possível estimar quanto será colhido no país. Com os preços atuais em elevação, o produtor brasileiro cumpre a “fama” de não vender seu produto.
O analista não vê razões para que os preços se sustentem acima do patamar de US$13/bushel. Ele aconselha ao produtor que, caso a cotação da oleaginosa chegue a US$13,50/bushel, o produto seja vendido. “Acredito que o nível de preço pode subir, mas a alta é limitada”, diz.
Milho – China compra 751 mil toneladas de milho no mês de janeiro, um volume fora do normal, segundo D’Avilla. Com a Argentina, foi assinado um acordo que abre caminho para importação de mais milho. Com isso, os preços do milho serão mais “puxados”. Assim, quando chegar em US$6,50/bushel é hora de começar a fixar, alerta.
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Fernanda Cruz