DA REDAÇÃO: Muita volatilidade faz preços subirem em Chicago

Publicado em 23/05/2013 19:23 e atualizado em 24/05/2013 11:33
Grãos: Extrema volatilidade no pregão desta quinta-feira (23) tira direção lógica dos negócios em Chicago. Boatos e justificativas tanto no mercado financeiro mundial quanto no físico norte-americano confundem operadores. Instabilidade nos preços deve continuar, mas produtores brasileiros devem aproveitar as altas para negociar soja disponível.

Após um pregão de extrema volatilidade, as cotações futuras da soja terminaram a quinta-feira (23) com significativas altas na Bolsa de Chicago. Notícias e boatos confundiram os operadores de mercado, mas justificam a uma situação muito dramática entre safra velha e safra nova nos Estados Unidos. 

Segundo o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, influencias vindas dos mercado financeiro, somado ao mercado físico norte-americano deram as bases para a sessão do dia. Entre os boatos está a informação de que grandes empresas esmagadoras estão atuando como especuladoras do mercado e revendo suas posições compradas no mercado futuro. “Nada está confirmado, mas alguma coisa está acontecendo por traz disso, porque a volatilidade de hoje foi incrível!”, disse Dejneka.

Por outro lado, o analista afirma que esmagadores chineses tem ainda entre 5 e 7 milhões de toneladas para comprar em contratos futuros para julho próximo e atua nas operações com compra de quase 2 mil contratos por dia. O fato confirma as recentes altas para com a demanda muito aquecida frente a uma oferta de soja escassa nos EUA, principal fonte para a China.

Para os brasileiros, Dejneka aconselha aproveitar os repiques de alta no mercado internacional para efetuar vendas da soja disponível, pois pela frente, muito mais volatilidade deve acontecer sobre os preços em Chicago, sendo ela positiva ou mesmo negativa. 

Assim como na soja, os futuros do milho também terminaram o dia com boas altas, também precificando um aperto na oferta do cereal disponível no mercado físico, mesmo que menor do que o cenário atual desenhado pela soja. 

 

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Por:
Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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