DA REDAÇÃO: Relação apertada entre a oferta e a demanda mundial dá sustentação para as cotações em Chicago
Após a turbulência que tirou a direção dos negócios na última quinta-feira (23), as cotações futuras da soja voltaram a focar suas atenções na escassez da oleaginosa frente a uma demanda mundial muito aquecida e terminaram a semana em terreno misto na Bolsa de Chicago. No pregão da sexta-feira (24), os vencimentos de curto prazo exibiram um significativo recuo de mais de 20 pontos no contrato julho e, os mais distantes, ligeiras altas.
O consultor de mercado da SIMConsult, Liones Severo, afirma que não tem como modificar o cenário real da relação apertadas entre a oferta e a demanda mundial e a tendência para este fato é a sustentação de preços. Para ele, para compensar a falta de soja que as empresas esmagadoras, incluindo as chinesas, precisam para cumprirem seus contratos, os preços são elevados.
Desse modo, existe ainda muito espaço para novas altas nas cotações, visto que a entressafra norte-americana chega em junho. Severo ressalva que, o piso em Chicago para a soja é de US$ 13,50 por bushel e, abaixo desse valor, o mercado vai continuar muito demandado.
A conseqüência dessa escassez foi possível ser vista nos preços do mercado futuro da soja também no Brasil que registraram alta de até R$ 5 por saca de 60 quilos da oleaginosa. Segundo informações da Safras & Mercado, o ritmo da comercialização também melhorou nas principais praças brasileiras. Do dia 16 ao dia 23 de maio, em Cascavel/PR, a saca da soja subiu de R$ 57,00 para R$ 60,00 e na região de Rondonópolis/MT, a valorização foi de R$ 53,00 para R$ 56,00. Rio Verde/GO e Dourados/MS também registraram altas, com preços de R$ 55 para R$ R$ 57 e R$ 52,50 e R$ 56, respectivamente.
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Liones Severo Porto Alegre - RS
Caro amigo JOSE A. BENETTI, tudo que importa no mundo é o domínio econômico e geopolítico, mesmo que seja a custo vidas humanas. Os dominadores protegem aqueles que lhe são fiéis. Você sabe que os mais sangrentos ditadores africanos, tem castelos e grandes fortunas nos países desenvolvidos e reconhecidamente democráticos. Neste caso, a África não poderia crescer, afinal é o continente mais bem posicionado geograficamente e estrategicamente entre o oriente e o ocidente, poderia ser então, um grande produtor de alimentos e certamente seria um grande competidor, assim como estamos tentando ser e sendo atacados de todos os lados. Mas vamos vencer !!!! A África foi apenas um exemplo. Grande abraço.
Felipe Loeff Chapadao do Sul - MS
Bela explicação Sr Liones, o que os americanos produzem muito bem são, numeros do Relatorio do USDA, e agora esses numeros estão fazendo falta, vamo que vamo grande abraço.
Liones Severo Porto Alegre - RS
Persistentes afirmações do mercado em queda seria para instabilizar o mercado de oferta (produtores) a promover vendas para atender a necessidade de cobertura de parte da escassez de soja. Não se resolve uma escassez com pressões e nem boatos. O ´mercado é soberano`, somente com preços altos se pode resgatar oferta, ou ainda, tão mais alto capaz de promover um racionamento do consumo. É importante notar que ainda não se descobriu o ´preço` em que haveria um racionamento de consumo e o mercado precisa descobrir esse número em algum tempo, do contrário, vamos continuar com persistentes crises de escassez com forte volatilidade nos preços, até que se consiga um aumento substancial da produção mundial de soja e se estabeleça um equilíbrio entre oferta & demanda. Talvez nem com uma safra recorde nos Estados Unidos e uma safra recorde nas próximas safras sul-americanas de soja, sejam capaz de atender esse equilíbrio e formar um estoque razoável de 2 meses de consumo mundial. A prática de estimativas de safras infladas e estoques meramente gráficos são os responsáveis pela a atual crise de escassez de suprimento mundial, talvez a maior crise da historia moderna da soja, que iniciou na década de 1970.