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Publicado em 07/06/2013 14:11
Atualizado em 07/06/2013 18:01

DA REDAÇÃO: Plantio direto da cana-de-açúcar na palha gera benefícios ao produtor

Cana-de-açúcar: Últimas pesquisas na produção da cana no plantio direto na palha apontam para o aumento na produtividade em até 10 toneladas por hectare. Além disso, com a adoção do sistema, os produtores conseguem diminuir os custos de produção e não há a necessidade de queimar a palha.

O experimento do plantio direto da cana-de-açúcar na palha foi realizado pela primeira vez há 15 anos e só agora foi apresentado. A cana plantada de forma permanente foi desenvolvida pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) em Ribeirão Preto (SP).

No plantio direto cultivado na palha o tamanho da cana é muito maior do que a convencional. Os resultados do experimento apontam que a adoção do sistema aumenta a produtividade em até 10 toneladas por hectare, diminui os custos para o produtor e não há a necessidade de queimar a palha, que é deixada na terra, fornecendo nutrientes. O solo também não precisar ser preparado e o produtor economiza com fertilizantes.

“Essa agricultura tem um alicerce embasado em 3 aspectos: O primeiro é o mínimo possível de distúrbio na superfície do solo, ou seja, o mínimo de revolvimento do solo, o que confere benefícios econômicos, agronômicos e ambientais; o segundo é a adoção da rotação de culturas, já que essa prática não exige a preparação do solo, mas se não for associada a rotação de culturas o produtor não irá obter sucesso. O terceiro aspecto é controle de trafego, se o rodado passar sempre no mesmo local da área de plantação os problemas de compactação do solo diminuem”, explica o Agrônomo da APTA, Delizart Bolonhezi.

Em 2014 começa a proibição da queima da cana no estado de SP, com o plantio direto, a técnica se torna uma alternativa aos produtores, uma vez que a cana é colhida crua e de maneira sustentável. Algumas usinas já estão adotando o sistema e gostando do resultado. “Hoje o empresário está preocupado com a sustentabilidade por motivos de mercado porque ser sustentável traz um valor agregado, como facilidades em negociações financeiras nos bancos, e é muito importante atualmente a empresa estar enquadrada dentro da área de sustentabilidade”.

Delizart completa afirmando que não adianta falar em sustentabilidade para o produtor se ele estiver com as contas no vermelho: “O produtor tem que ser verde, mas também tem que estar com a conta bancária no verde e a proposta do plantio direto confere isso porque ela diminui a instabilidade nos anos de produção. O agricultor pode não produzir mais, mas ele gasta menos”.

Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi, Daniel Morales e Paula Rocha
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