DA REDAÇÃO: China continua comprando algodão e mantém preços elevados no mercado internacional

Publicado em 18/06/2013 17:21 e atualizado em 18/06/2013 21:26
Algodão: mesmo com estoques internos elevados, China segue comprando e mantém cotações em níveis elevados no mercado internacional Já no Brasil, preços podem ser temporariamente pressionados com a entrada da safra.

Os preços do algodão estão pressionados do mercado internacional. As negociações na Bolsa de Nova York encerram hoje no vermelho. O vencimento julho teve perdas de mais de 200 pontos e os vencimentos posteriores fecharam com cerca de 160 pontos de baixa.

O cenário internacional não mudou nos últimos 3 meses. O estoque interno da China é cada vez maior, com algodão sendo comprado acima de R$ 1,30 para a reserva. Os chineses, por enquanto, não estão vendendo para o resto do mundo, portanto esse algodão não está pressionando as cotações mundiais, o que poderia pressionar o mercado seria a desaceleração das compras chinesas, porém isso ainda não aconteceu.

O consumo chinês de algodão é em torno de 34 milhões de fardos por ano e o estoque do país já é de cerca de 59 milhões de fardos, ou seja, a China tem muito mais algodão do que o necessário para um ano inteiro. Em um cenário normal isso seria uma condição baixista para o mercado, já que a China, maior consumidor mundial, não precisaria comprar algodão por um ano, mas como esse algodão não está sendo liberado para o mercado internacional, não está pressionando os preços.

O Consultor da FCStone, Ariel Coelho, acredita que a China não deve liberar o algodão no mercado internacional nesse momento: “Os chineses compraram algodão caro e se o preço cair eles ficam com uma perda muito grande nos estoques. Eles poderiam liberar a reserva para segurar o preço, se eles subissem bruscamente, como aconteceu em 2011”.

No mercado interno a safra está sendo colhida e está pressionando os preços em curto prazo. O mercado deve se fortalecer dependendo do que acontecer com as exportações brasileiras em julho, agosto e setembro.

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Por:
Aleksander Horta e Paula Rocha
Fonte:
Notícias Agrícolas

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