DA REDAÇÃO: Preocupação com desenvolvimento da nova safra e demanda se aquecendo dão sustentação aos preços em Chicago

Publicado em 18/06/2013 18:22 e atualizado em 18/06/2013 19:57
Soja: demanda aquecida também para a safra nova e incerteza em relação à produção norte-americana dão sustentação aos preços no mercado internacional e tornam o cenário positivo para o mês de julho.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram o pregão desta terça-feira (18) em campo misto, após registrar intensa volatilidade. O vencimento julho chegou a subir mais de 15 pontos ao longo dos negócios, mas fechou com uma leve baixa de 1,75 ponto, cotado a US$ 15,10 por bushel. Os demais vencimentos fecharam no azul, próximos da estabilidade, com ganhos entre 0,25 e 3,50 pontos. 

Segundo o analista da Novo Rumo Corretora, Mario Mariano, sinais de uma demanda ainda bastante aquecida também para a safra nova dos Estados Unidos tem mexido com o mercado. Pela manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 240 mil toneladas de soja da safra 2013/14 para a China.  

Além disso, incertezas em relação à produção norte-americana dão sustentação aos preços internacionais de mais longo prazo e tornam o cenário atrativo para o mês de julho, quando o clima deverá influenciar mais diretamente no desenvolvimento das lavouras dos EUA. Também segundo apontou o USDA nesta segunda-feira, até o último domingo (16), 64% das lavouras de soja estão em boas ou excelentes condições, 30% estão em situação regular e 6% em condições ruins ou muito ruins.  

O analista explica que, ainda não está definida a produtividade final da nova safra dos EUA que, se sofrer com veranicos durante os meses de julho e agosto, poderá reduzir seu potencial de produção e diminuir as projeções estimadas pelos participantes do mercado. 

Para os brasileiros, Mariano avalia que após o dia 10 de julho, uma nova etapa de vendas deve acontecer, principalmente se previsões climáticas apontarem adversidades climáticas nos EUA. Além disso, o dólar está muito favorável para o produtor realizar vendas.  

 

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Por:
Aleksander Horta e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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