Açúcar: Menor volatilidade no mercado

Publicado em 25/04/2011 08:00 437 exibições
Comentário Semanal – de 18 a 22 de abril de 2011
Numa semana encurtada pelos feriados, o mercado de açúcar em NY fechou em território positivo nos meses com vencimento mais curto, tendo o maio encerrado a semana em 25,48 centavos de dólar por libra-peso, com alta de quase 20 dólares por tonelada na semana. O vencimento julho também apreciou pouco mais de 18 dólares por tonelada em função de temor que a safra não apenas tenha um ritmo menor nesse inicio como também existem conversas de que o número pode ser menor.

Vamos continuar vendo esse vai e vem dos preços enquanto não houver uma melhor ideia de qual será o número de produção do Centro Sul. Entre as commodities, o açúcar é o que apresenta a maior queda do ano. Embora não tenhamos fundamentos para elevar os preços às máximas, continuo acreditando que eventuais visitas aos níveis de 21-22 centavos de dólar por libra-peso deveriam ser interpretadas como excelentes oportunidades de compra. Para 2012/2013, não existe pressa, muito coisa ainda pode ocorrer e o potencial de consumo de açúcar e etanol eleva a necessidade de uma safra 2012/2013 pelo menos 15% maior do que esta, o que parece, nesse momento, ser muito difícil de alcançar. Portanto, os preços deverão reagir de acordo.

Com o dólar se desvalorizando em relação ao real, o custo de produção de açúcar estimado pelo modelo da Archer Consulting, considerando a perspectiva de mix da safra e também a ATR, é de R$ 29,88 por saca posto usina. Esse valor equivale a 19,65 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos, sem custo financeiro. Baseado nos últimos preços praticados no mercado, o etanol anidro negociou ao equivalente em açúcar a 48,94 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos. O hidratado negociou ao equivalente a 29 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos e o açúcar no mercado interno a 33,66 centavos de dólar por libra-peso. Se os preços se mantivessem nos respectivos níveis, uma usina que tenha seu mix de produção similar ao de Centro Sul, teria um lucro operacional estimado em US$ 36,11 por tonelada de cana moída.

Se uma usina quisesse travar os preços negociados em NY na sexta-feira, e também fazer o hedge cambial por meio de NDF, a média de fixação para a safra 2011/2012 (sem prêmio), teria um valor líquido de R$ 38,73 por saca de 50 kg, posto usina, ou seja, um retorno médio de quase 30% sobre o custo de produção (sem custo financeiro). Para 2012/2013, o valor médio cairia ligeiramente para R$ 38,07 por saca. O declive da curva de preços em NY é compensado pelo cupom.

A volatilidade histórica continua derretendo. A de 20 dias anualizada caiu para 30,8% (era 65% há um mês), a de 45 dias está entre as mais baixas desde novembro passado. Isso reflete no prêmio das opções que não está tão atrativo como costumava ser. O mercado parece entrar numa fase de menores variações. Como exemplo, nos últimos 20 pregões a variação entre a mínima e a máxima foi de 413 pontos, praticamente metade do que vimos há 3 meses.

O Fundo Fictício da Archer Consulting continua inativo até que encontremos uma operação com boa perspectiva de lucro. O dinheiro em caixa é de US$ 8.867.100,80, iniciado com US$ 1.000.000,00 em 1/1/2009, ou seja, rendeu 156,74% ao ano.

Fonte:
Archer Consulting

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