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Café: Contratos da bolsa de NY fecham com baixa de 345 pontos

Publicado em 26/04/2013 18:50 e atualizado em 28/04/2013 19:39 881 exibições
Foi uma semana perdida para o mercado de café no Brasil. Vendedores e compradores diminuíram seus negócios, aguardando o resultado da reunião ordinária do CMN – Conselho Monetário Nacional, agendada para ontem a tarde, onde seria analisado e aprovado um novo preço mínimo para o café, mais próximo à realidade dos custos de produção de nossas lavouras. 

Ontem de manhã a reunião foi adiada para a próxima segunda-feira, dia 29.

Foi grande a frustração do setor com mais este atraso para conhecer o novo preço mínimo.

Somente após esta definição é que lideranças e governantes poderão estabelecer uma política para defender a cafeicultura nacional da pressão especulativa sobre os preços de nosso café arábica.

Repetimos mais uma vez que é urgente o Ministério da Agricultura se posicionar sobre os números oficiais da safra brasileira de café, levantados e divulgados pela CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. A pressão internacional sobre os preços do café arábica é baseada em números de produção bem acima dos divulgados oficialmente pelo governo brasileiro. Se os números da CONAB para as safras brasileiras de café 2012/2013 e 2013/2014 estiverem corretos, não existe excesso de café arábica no Brasil e no mundo.

O consumo de café em cápsulas cresce com rapidez nos principais países consumidores. O jornal VALOR Econômico de ontem, dia 25, traz cinco matérias sobre o assunto (página B4).

Em 1986, a Nespresso, então uma nova divisão do grupo Nestlé, lançou um sistema combinando máquinas inovadoras e de design com cápsulas fechadas hermeticamente em alumínio, criando um novo segmento no mercado consumidor de café. Diversas patentes que protegem o sistema estão vencendo e torrefações concorrentes começaram a entrar no segmento de cápsulas, até recentemente quase um monopólio da Nestlé.

A Nespresso informou ao jornal Valor que concorre atualmente com mais de 100 ofertas de cápsulas de café no mundo, das quais 50 são compatíveis com suas máquinas. A empresa diz que abriu processos em 9 dos 60 países onde comercializa as cápsulas.

Em nossa opinião, a “guerra do café em cápsulas”, expressão usada pelo jornal, vai comandar nos próximos anos o mercado de café em monodoses, alterando profundamente o consumo doméstico e nos escritórios.

Até o dia 25, os embarques de abril estavam em 1.421.349 sacas de café arábica e 49.237 sacas de café conillon, somando 1.470.586 sacas de café verde, mais 140.036 sacas de café solúvel, contra 1.465.876 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 2.394.016 sacas, contra 2.016.451 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 26, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 925 pontos ou US$ 12,24 (R$ 24,48) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 19 a R$ 380,93 /saca e hoje, dia 26 a R$ 354,38 saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 345 pontos. No mercado semiparalisado de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés
verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2012/2013, condição porta de armazém:

R$320/325,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$320/325,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$305/315,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$295/300,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$285/290,00 - RIADOS.
R$270/280,00 - RIO.
R$270/280,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$260/270,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 2,0000 PARA COMPRA.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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