Café: Na bolsa de NY vencimento de julho/14 acumulou perda de 1930 pontos na semana

Publicado em 09/05/2014 18:15 e atualizado em 12/05/2014 12:16 798 exibições

A semana foi de baixa para as cotações do café. Sem notícias novas, com os trabalhos de colheita do café arábica iniciados em todas as principais regiões produtoras do Brasil e exportações brasileiras de café apresentando bom desempenho nestes meses de entressafra, um movimento de realização de lucros derrubou as cotações em Nova Iorque. Em meio a muita oscilação, os contratos com vencimento em julho próximo na ICE Futures US acumularam uma perda na semana de 1 930 pontos. No mercado físico brasileiro os compradores tentaram repassar as quedas em Nova Iorque para os preços praticados, levando os produtores a recuarem, retirando seus lotes do mercado. Foi pequeno o número de negócios realizados.

Com o tema “Café do Brasil: Sustentabilidade na Produção e no Comércio”, a Associação Comercial de Santos realizou na cidade de Guarujá, nos dias 7 e 8 desta semana, o 20º Seminário Internacional de Santos. Este tradicional e respeitado seminário, coloca em contato os principais compradores e vendedores dos cafés produzidos no Brasil. Os importadores de cafés do Brasil aproveitam este seminário para se informar sobre a safra brasileira e visitar as principais regiões produtoras. Os trabalhos foram abertos pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alkimin e a palestra de abertura foi feita pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Para o ex-ministro, não será com planos de safra que o agronegócio evoluirá. É preciso uma coisa mais estruturada, plurianual, muito mais consistente do que temos hoje em dia. Reforçou que é preciso o seguro rural estar funcionando adequadamente, políticas comerciais adequadas, enfim, estratégias de longo prazo. 

Chamou a atenção dos presentes a palestra “O desafio do clima”, do meteorologista Paulo César Etchichury, sócio-diretor da empresa Somar Meteorologia, que traçou para os presentes um quadro mais ameno sobre o comportamento do clima nos próximos meses nas regiões produtoras de café no Brasil. Segundo ele, a provável ocorrência este ano do fenômeno climático “El Niño” nas águas do oceano Pacífico, deverá influenciar o clima em nossas regiões cafeeiras, diminuindo a possibilidade de geadas e aumentando a ocorrência de chuvas, aliviando assim o quadro para a safra brasileira de café do próximo ano.

Estiveram presentes no seminário mais de 350 técnicos e operadores de mercado do Brasil e de 14 importantes países importadores de nossos cafés.

A multinacional norte-americana Mondelez International Inc. e a empresa D.E Master Blenders 1753 B.V. anunciaram esta semana que planejam unir suas áreas de café, criando uma nova companhia para competir com a Nestlé AS, a maior empresa de café do mundo. A Mondelez e a Master Blenders são a segunda e a terceira maiores empresas do setor, com fortes posições de mercado na Europa e países emergentes como o Brasil. Juntas, as empresas vão reivindicar mais de 16% das vendas globais, em valor, em comparação com cerca de 23% da Nestlé. Por volume de café vendido, a nova companhia seria, de fato, significativamente maior que a Nestlé (fonte: WSJ).

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de abril foram embarcadas 3.006.248 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 8% (230.154 sacas) a mais que no mesmo mês de 2013 e 9% (243.862 sacas) a mais que no último mês de março. Foram 2.532.541 sacas de café arábica e 199.827 sacas de café conillon, totalizando 2.732.368 sacas de café verde, que somadas a 272.701 sacas de solúvel e 1.179 sacas de torrado, totalizaram 3.006.248 sacas de café embarcadas.

Até o dia 7, os embarques de maio estavam em 282.044 sacas de café arábica, mais 892 sacas de café conillon somando 282.936 sacas de café verde, mais 25.440 sacas de café solúvel, totalizando 308.376 sacas embarcadas, contra 294.681 sacas no mesmo dia de abril. Até o dia 7 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 532.752 sacas, contra 664.168 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 2, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 9, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 1930 pontos ou US$ 25,53 (R$ 56,70) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 2 a R$ 596,45 por saca e hoje, dia 9 a R$ 540,29 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 1160 pontos.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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