Análise de mercado do feijão

Publicado em 25/01/2010 13:15 699 exibições

As chuvas dos últimos dias  alcançaram volumes realmente expressivos. Já se constatou que é recorde histórico  o volume total despejado sobre  São Paulo, Paraná Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até mesmo as secretarias da agricultura que tem uma demora enorme em perceber as variações e que normalmente devido a falta de estrutura repassam números normalmente, nestes casos, muito duvidosos já apontam no Paraná registra-se no principal pólo de produção que é nos campos gerais uma perda de no mínimo10% de perda no volume, ou seja, vai ser colhido menos do que as estimadas 523 mil T.

Assim é inevitável que aconteçam perdas também em volume e não somente na qualidade dos grãos. É claro que todos trabalham com o resultado da natureza. Se não existe qualidade em lugar algum o melhor possível é empacotado e disponibilizado para o consumidor. Infelizmente nestes momentos o gestor de uma marca tem uma  difícil missão. É necessário não deixar de atender a demanda pela sua marca. Por outro lado ao empacotar um feijão com problemas, principalmente de coloração, ele está botando a perder parte do esforço muitas vezes de anos para ser reconhecido pelo consumidor como o produto de melhor qualidade.  São as peculiaridades desta leguminosa  que é vendida sem transformação industrial e sem a oportunidade de ter corrigido parte de suas características negativas como a que se apresenta no momento.   Se não bastasse esta situação, ainda tem os supermercados que aproveitam para pressionar o preço para baixo uma vez que a cor não é 10, por exemplo.  Apenas com o passar do tempo e a melhora do clima é que esta situação pode ser aliviada. Mas, sem dúvida, a imagem das principais marcas saem arranhadas. No momento não percebemos o impacto no mercado do volume que será menor por estarmos em pleno pico de colheita. Mas o ar está mudando e não se pode mais descartar uma crise de abastecimento dentro deste ano. 

FEIJÃO CARIOCA -  Hoje é feriado em São Paulo, portanto não há registro da movimentação no atacado do Brás. A sexta feira foi bastante complicada do ponto de vista de ofertas com qualidade. Novamente a questão preço se tornou secundária diante da necessidade de encontrar produto seco e com boa aparência. Na região de MG e GO os preços estiveram ao redorde R$ 55/65. Já no PR as chuvas atrapalharam os trabalhos de colheita ao longo de todo o final de semana. O ar está mudando de complicações de colheita para catástrofe. A previsão para semana de chuvas intensas novamente no sul e sudeste leva a acreditar que podemos estar começando a viver um longo período de crise de qualidade e talvez, até mesmo de quantidade, de feijão nos próximos meses. 

FEIJÃO PRETO - Mercado complicado novamente na sexta-feira. Muitos compradores estavam dispostos na sexta-feira a comprar, porém queriam qualidade. Eles não encontraram a qualidade necessária. No Paraná até mesmo o feijão mais fraco alcançouR$ 55/60 e os de melhor qualidade até R$ 65,isto nos pequenos cerealistas do interior. O preço pago ao produtor em pequenos lotes de 20 ou 30 sacos fica em média ao redor de R$ 5 abaixo do valor de venda dos cerealistas.

Mercado atacadista do Brás

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Preço pago ao produtor

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Fonte:
Correpar

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