Análise de mercado do feijão

Publicado em 08/03/2010 14:27 e atualizado em 09/03/2010 14:26 1237 exibições

FEIJÃO CARIOCA – Em contato com compradores do Brasil inteiro, percebe-se que cerca de 90% deles tem estoque suficiente para não mais que 15 dias. Ou seja, os estoques curtos certamente irão dar respaldo para que os preços sigam pressionados. Muitos operadores fazem apostas com números altos para o comportamento do preço nos próximos 90 dias. Ao que tudo indica todos podem ter razão uma vez que diante do atual quadro de ofertas não há nenhuma grande safra para entrar nos próximos dias. sabendo que um dia o preço do feijão já atingiu patamares muito acima do que está agora,  não há mais teto previsível para a cotação. Outro fato interessante  é que as principais marcas venderam um volume bem maior em 2008 quando o preço do feijão totalmente surtado ultrapassou os R$ 250. O faturamento das grandes redes aumentou junto com o preço alto e, do ponto de vista de faturamento, foi ótimo, inesquecível e desejado por todos que estão para o lado de dentro do balcão de produtores, passando pelos corretores, bem como os supermercados. O consumidor pagou até R$ 7 ou R$ 8 por quilo e é o único que, junto com o governo, teria razões para não querer ver a inflação no mercado de feijão pressionando os índices justamente em ano de eleição. Enfim, agora o alerta máximo está soando tarde no governo, que foi avisado pelo Ibrafe,  em novembro,  de que isto ocorreria em função do descaso.    O Presidente do Conselho Administrativo do órgão, Marcelo Eduardo Lüders alertou que preços ultrapassariam facilmente os R$ 100 já naquela época.

O mercado na sexta feira manteve o viés de alta com negócios em Campos Novos (SC) na casa de R$ 95/100. Em Unaí, por qualquer feijão 7,5/8 pediu-se até R$ 90. A recomendação para empacotadores é vender somente se já estiver comprado e dentro de casa. Para os produtoresa dica é que  que escalonem a venda fazendo-a em pequenas quantidades,  alcançando assim melhor rentabilidade, porém, não deixem para vender tudo depois que chegar ao pico, pois o "pico" ninguém conhece. O volume de negócios, registrados pelas corretoras da BBM,  que se mantinha em cerca de 10 mil sacas por dia, baixaram para não mais que 6.500 sacas nesta sexta-feira,  com a disposição dos produtores de aguardarem a segunda ou terça-feira para efetuarem suas vendas.

FEIJÃO PRETO - A pergunta no mercado de feijão preto por parte dos empacotadores agora é a quanto chega o feijão da China. Na mesa de operações das maiores corretoras de feijão da Bolsa Brasileira de Mercadorias- (BBM) como a Correpar, os cálculos apontam para R$ 86 mais despesas de liberação no porto. Já nas lavouras,  o preço de venda ainda manteve a casa dos R$ 75 FOB campo, porém está extremamente difícil encontrar feijão de qualidade boa, com boa peneira e T-1. As corretoras  registraram cerca de 8 mil sacas vendidas nas fontes na última sexta-feira e não mais do que 6.200 sacas sendo vendidas CIF variando de R$ 82/87.
Mercado atacadista do Brás

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Preço pago ao produtor nas fontes

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Correpar

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