Feijão: Compradores esperam a certeza de que o mercado ficará firme para a voltar as compras

Publicado em 12/08/2010 16:11 1426 exibições

FEIJÃO CARIOCA 7H30 - Ontem, nas fontes, os compradores procuraram marcar posição de oferta de no máximo R$ 90. Os produtores cientes que já  foram colhidos aproximadamente 40% dos pivôs não apresentam a mesma vontade de vender que vinham tendo até a semana passada, e forçam R$ 95/100 dependendo da região. Na verdade, os compradores esperam agora a certeza que o mercado ficará firme para voltar as compras. Nesta madrugada em São Paulo a oferta foi de cerca de 9 mil sacas, com sobras de 7 mil. Os preços cairam um pouco ficando em R$ 110 para nota 9, R$100 para 8 e R$ 80 para nota 7.

FEIJÃO PRETO 7H30-  Com vendedores ofertando feijão t-2 por R$ 85 CIF Rio e São Paulo,  cria-se uma referência que distorce o mercado do feijaã de melhor qualidade, para o quel eles R$ 90/95. O feijão boliviano ofertado ontem por R$ 80  foi confirmado como grão extremamente miúdo,  batido com feijao argentino,  ou seja, não serve como referência.

 

Bahia poderá ter queda de 60% na produção de feijão e deixar   mercado desabastecido

A queda na produção de feijão na macrorregião de Ribeira de Pombal (BA) deve ser superior a 60%, segundo as estimativas levantadas na  região.  
 

A macrorregião é formada por mais de 25 municípios que são divididos, normalmente, em três cidades centralizadoras: Ribeira do Pombal, Euclides da Cunha e Jeremoabo.

Os dados coletados mostram que em Euclides da Cunha apenas 30% da área normalmente cultivada foi plantada nessa safra. Produtores de Jeremoabo, que perderam toda a lavoura nos primeiros plantios, reportaram que tiveram que replantar o feijão, o que ocasionou uma perda de 60% na produtividade. Em Adustina, na microrregião de Ribeira do Pombal cerca de 90% da área de feijão foi destinada à cultura do milho, um pouco menos sensível às oscilações de tempo.

CHUVAS - O Engenheiro Agrônomo Bruno Angelis explica que a queda ocorreu inicialmente porque faltou chuva nos primeiros plantios (meados de maio) mas que, agora, o que atrapalha os produtores é o excesso de chuvas. As precipitações acima do normal favorecem o desenvolvimento da Antracnose e do Mofo-Branco (doenças que atacam a planta durante o crescimento e inibem a produtividade).

Em Ribeira do Pombal choveu cerca de 148 mm no último mês. São 102% a mais que o normal de 73 mm. E deve continuar chovendo. Segundo Celso Oliveira, da Somar Meterologia, a expectativa é que se tenha uma chuva 25% a mais que o normal na região em Agosto. “Chover acima da média não quer dizer que haverá prejuízos, mas, dependendo da distribuição da chuvas, isso pode afetar, sim, a colheita na região”.

ABASTECIMENTO – Segundo Angelis, a próxima entrada de feijão no mercado nas cidades de Ribeira do Pombal deve ocorrer apenas no final de agosto ou início de setembro. “As poucas áreas que salvaram-se já estão colhendo porém com baixíssima produtividade - de 3 - 5 sacas por  hectare -  feijão umido e sem condições de transporte. Logo, o destino deste produto é o mercado local”, analisa.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro do Feijão, Marcelo Eduardo Lüders, lembra que o mercado brasileiro no momento é abastecido somente com feijão irrigado e contava-se com o feijão daquela  região . “O volume de feijão que entrará daqui a aproximadamente um mês, não será suficiente para abastecer o mercado”, afirma, completando “Haverá valorização e conseqüente aumento de preços, por isso é preciso que o produtor venda estrategicamente seu produto”.

mercado atacadista

 

Preço da Saca de 60 kg

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preco ao produtor



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Correpar

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