Soja: Cotações encerram a sexta-feira no limite de alta em Chicago depois de dados do USDA

Publicado em 11/10/2010 07:21
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As cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam espetacularmente em limite de alta, em Chicago.
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As cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam espetacularmente em limite de alta, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), conforme a tabela acima, nesta sexta-feira, oito de outubro de 2010. O Relatório de Oferta e de Demanda Agrícolas mundiais (WASDE) nesta data publicado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) continha dados que surpreenderam os traders e os analistas de Chicago.

O USDA divulgou a sua estimativa relativa à produtividade média norte-americana de soja na safra 2010/2011, ou seja, aproximadamente 49,8 sacos de 60 kg líquidos por hectare. Em setembro último, aquele Departamento havia projetado 50,1 sacos/hectare. No meio desta semana, os participantes do mercado futuro em Chicago não esperavam menos do que 50,44 sacos/hectare.

Com respeito à magnitude da safra norte-americana de soja no ano-safra 2010/2011, o USDA informou nesta data que os produtores norte-americanos deverão colher cerca de 92,8 milhões de toneladas de soja. Em setembro último, o USDA havia projetado uma safra de aproximadamente 94,8 milhões de toneladas, nos EUA. Os participantes do mercado futuro de soja em Chicago previam algo superior a 95 milhões de toneladas.

Ainda conforme o USDA, o estoque final estimado para a safra velha norte-americana de soja (2009/2010) em seu relatório de novembro de 2009 seria de aproximadamente 7,3 milhões de toneladas. Nesta data, a estimativa daquele Departamento para o estoque final da safra velha (por definição é idêntico ao estoque inicial de safra nova, no caso a safra 2010/2011) é de tão somente 4,1 milhões de toneladas, aproximadamente. Ou seja, é um estoque inicial (ou estoque de passagem) criticamente baixo. A desenfreada demanda global pela oleaginosa foi responsável pela dramática redução desse estoque de passagem entre a safra velha e a safra nova de soja, nos EUA.

No tocante à safra 2010/2011, o Departamento de Agricultura daquele país também aumentou a sua projeção de esmagamento interno da oleaginosa em 408.233 toneladas, assim como aumentou entre os relatórios de setembro e de outubro, em aproximadamente 950.000 toneladas, a sua previsão de exportação de soja norte-americana, cujo total recorde passou a ser projetado em aproximadamente 41,4 milhões de toneladas. Todos esses dados foram considerados muito positivos e vieram em sentido contrário às expectativas prévias dos participantes do mercado, em Chicago.

Entretanto, dados do USDA ainda mais dramaticamente altistas para as cotações futuras da soja vieram da análise dos atuais fundamentos de oferta e de demanda do milho (e não da própria soja), nos EUA, com respeito à safra 2010/2011. Aquele Departamento de Agricultura, em seu relatório desta sexta-feira, reduziu em 4 % a produtividade norte-americana prevista para a forrageira, em 2010. A relação estoque/consumo ora prevista para o mercado doméstico de milho no país citado é a mais baixa dos últimos quinze anos.

Analistas em Chicago não escondem a sua expectativa de que o milho siga em forte alta no pregão futuro de segunda-feira, onze de outubro e também de que, na esteira da alta dessa forrageira, venham a ocorrer valorizações adicionais importantes da soja, do trigo, da aveia e do álcool de cereais, em seus respectivos pregões futuros. O banco holandês Rabobank publicou relatório onde afirma que "a alta do milho poderá estender-se ainda pelas próximas semanas".

Do ponto de vista técnico, todos os gráficos de soja abaixo são bastante altistas. E nesta sexta-feira a razão Soja/Novembro por Milho/Dezembro foi de apenas 2,18. Se tivesse atingido o valor médio recente de 2,30 (é considerado normal um valor entre 2,30 e 2,50) a cotação de Soja/Novembro no fechamento teria atingido US$12,15/bushel e não apenas US$11,5325/bushel.
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Fonte: SojaNet

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