Soja: Diante de maior estabilidade do dólar, preços encerram a sexta-feira em queda na CBOT

Publicado em 25/10/2010 07:14 e atualizado em 25/10/2010 08:48
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Maior estabilidade do Dólar dos EUA perante outras moedas e realização de lucros anteriormente ao fim-de-semana apontados como principais fatores responsáveis pelo leve retrocesso das cotações futuras de soja, em Chicago.
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Nesta sexta-feira, vinte e dois de outubro de 2010, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com perdas insignificantes, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), conforme a tabela acima. Estima-se que os fundos de especulação tenham vendido cerca de 5.000 lotes futures (680.000 toneladas) de soja. As principais razões apontadas por traders no pregão futuro da oleaginosa para o recuo das respectivas cotações dizem respeito nesta data à presente e relativa estabilidade do Dólar dos EUA perante outras moedas e à realização de lucros efetuada em antecipação ao fim-de-semana.

Riscos climáticos na América do Sul parecem não ter desempenhado papel relevante, com respeito ao retrocesso das cotações futuras de soja, nesta data. Há algum tempo firmas de meteorologia vêm prevendo o aumento das precipitações pluviométricas no estado de Mato Grosso e em outras áreas no norte do Centro-Oeste do Brasil, onde a estiagem tem provocado acentuado atraso do plantio da oleaginosa. A questão relevante reside no fato de que repetidas previsões de chuvas não se materializam. Ou então, quando chove, os volumes e a distribuição das precipitações são insuficientes ou inadequados.

Outro motivo de relativo suporte para as cotações futuras de soja em Chicago tem consistido na continuada e expressiva firmeza da demanda global, notadamente da demanda chinesa. Na manhã desta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou a venda de 165.000 toneladas de soja norte-americana para destino a ser informado (provavelmente para a China). Compradores chineses fecharam compras de aproximadamente 15,3 milhões de toneladas da oleaginosa, desde que se iniciou o ano-safra 2010/2011, em primeiro de setembro de 2010. Isto representa incremento de 14 % sobre as aquisições chinesas no mesmo período, um ano atrás. E representa mais do que o dobro das compras de soja pela China, no mesmo período, tanto em 2008, como em 2007.
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Fonte: SojaNet

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