Rio Grande do Sul segue com expectativa de safra cheia de trigo após as chuvas da semana passada

Publicado em 21/09/2010 13:20
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O bom acumulado de chuvas que caíram no Rio Grande do Sul na semana passada garantiu uma boa reserva de umidade para o grão nas importantes fases de desenvolvimento vegetativo e floração nas quais se encontra a maioria absoluta das lavouras gaúchas neste momento. Após mais de um mês do início da colheita no Paraná, o Rio Grande do Sul já apresenta a suas primeiras áreas em fase de maturação, período que antecede a temporada de retirada do trigo no campo no estado. Porém, 40% das plantas ainda estão em fase de desenvolvimento vegetativo, mais especificamente no estádio de perfilhamento. O trigo em floração corresponde a 34% da área e este expressivo percentual foi o mais beneficiado pelas chuvas da última semana e garantem reserva hídrica para as plantas que avançarão em seu desenvolvimento nas próximas semanas. Ainda de acordo com o levantamento da Emater/RS, 25% das plantas estão em fase de enchimento de grãos com uma expressiva evolução em comparação com a semana passada, quando este índice era de 15%. A evolução da safra 2010/11 de trigo no Rio Grande do Sul segue em linha com a média histórica e também com a safra passada consolidando a excelente perspectiva para que se consolide uma safra histórica para a triticultura gaúcha, apesar da redução expressiva da área plantada. Já no que se refere à comercialização do grão a realidade se consolida mais difícil para os produtores, uma vez que a elevação das cotações no estado não tem acompanhado a observada nas demais regiões produtoras do país e muito menos a alta no mercado internacional. O preço médio pago aos produtores é de R$ 21,63/sc, pouco acima dos R$ 21,54 registrado na semana passada. Em importantes regiões produtoras o trigo chega a registrar preços de venda maiores, como em Santa Rosa e Lagoa Vermelha com preço de R$ 23,00/sc e Passo Fundo com R$ 22,00/sc. Somente o estoque público de produto soma 344 mil toneladas da safra 09/10 e outras 200 mil toneladas de trigo ainda da safra retrasada 08/09. Além deste volume, os produtores e cooperativas ainda retém produto armazenado o que forma uma resistência ao aumento de preços no estado.
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Fonte: AF News

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