Cotação do Trigo em Goiás subiu 11% este mês em comparação com o anterior

Publicado em 22/09/2010 18:27
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A pequena produção de trigo de Goiás também está conseguindo excelentes preços de comercialização neste mês de setembro e, de acordo com a Secretaria de Agricultura, pecuária e Abastecimento do estado, a cotação da tonelada já subiu 11% em relação ao mesmo período do ano passado, registrando preço de R$ 500,00. A justificativa para a valorização mais expressiva que nas demais regiões produtoras vem da redução de área observada este ano, que chegou a praticamente 27% em comparação com a safra passada. Ainda de acordo com as estimativas, foram semeados 16,4 mil hectares em Goiás, cuja produção final deve fixar-se em 81,1 mil toneladas de grão, considerando um rendimento médio de praticamente 5.000 kg/ha. Em todo o Centro-Oeste a produção estimada para esta ano é de 163,4 mil toneladas, com queda de 5,6% em comparação com 2009, após uma redução de 19,6% na área plantada, que chegou a 56,5 mil hectares. Assim como nas demais regiões produtoras do país, ainda há potencial de alta de acordo com a paridade de importação do trigo, mas uma boa parcela dos ganhos está sendo corroído pela baixa taxa de câmbio que após uma boa recuperação em maio, vem despencando até atingir os menores valores do ano neste mês de setembro. O raciocínio é simples, quanto mais valorizado o real fica perante o dólar, mais vantajoso fica importar trigo de outras regiões produtoras, especialmente do Mercosul. No que se refere às importações, de janeiro a agosto deste ano o Estado de Goiás adquiriu trigo exclusivamente da Argentina, num total de 2,0 mil toneladas de grão. Já as importações de farinha somaram nos oito primeiros meses do ano aproximadamente 4,2 mil toneladas, sendo que 3,9 foram trazidas da Argentina e 243 toneladas apenas do Paraguai. Dentre os Estados da Região Centro-Oeste, Goiás é o que possui o maior número de moinhos, com 6 unidades industriais ocupando a quinta posição no ranking nacional. A moagem, no entanto é ainda pouco expressiva, indicando a forte presença de farinhas trazidas de outras regiões produtoras e processadoras do país. 
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Fonte: AF News

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