Trigo: Cotações ausentes em várias praças de comercialização já denotam retração da oferta dos produtores para manter os preços

Publicado em 20/10/2010 17:05
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Esta semana no Rio Grande do Sul, assim como vem acontecendo no Paraná já a um período maior de tempo,importantes praças de comercialização do cereal não estão negociando e por isso estão com cotações ausentes no mercado. O motivo é a dificuldade nas vendas e o recuo das cotações no mercado internacional, que estão se acentuando a cada dia e apagando a alta histórica de pouco menos de duas semanas atrás. No mercado de lotes já registramos três semanas de quedas consecutivas dos preços e no Balcão, apesar de uma leve alta de 0,5% que elevou o preço médio do estado para R$ 21,78/sc, houve apenas uma valorização pontual de 0,50 centavos no preço pago aos produtores de Erechim, mantendo-se constantes as cotações nas demais praças. Além disso, como já citamos acima, muitas outras localidades apresentam preços apenas nominais, sem negócios efetivados o que evidencia a contenção de demanda por parte dos moinhos e também a resistência do produtor em baixar novamente os preços de venda. isso ocorre principalmente porque a colheita da nova safra já está em andamento e os produtores estão usando a pouca estratégia que lhe resta, a da armazenagem, para manter os preços ao menos estáveis para que o grão da nova safra consiga melhores cotações de mercado. Pode-se dizer também, que após o pronunciamento da Conab de que ainda em novembro pode iniciar os leilões de PEP com esforços concentrados no Rio Grande do Sul, os triticultores e suas cooperativas estão mais pacientes diante da certeza de que mais uma vez o governo subsidiará o escoamento da safra, minimizando o efeito do excesso de oferta sobre os preços. A grande questão que ainda traz alguma incerteza ao menos para quem tem acompanhado o desenlace das últimas intervenções no mercado do trigo é se os moinhos vão aderir aos leilões após as dificuldades enfrentadas na última safra, que se prolonga até agora, com parte da dívida do governo ainda em aberto devido à lentidão do processo de conferência e validação dos documentos comprobatórios da operação.
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Fonte: AF News

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