Paraná já colheu 82% da safra de trigo e preços permanecem estáveis

Publicado em 21/10/2010 16:33
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As chuvas que tanto atrapalharam a colheita do trigo na safra passada, este ano deram uma trégua ao triticultor, que comemora avanço tranqüilo da operação que já chega aos 20% finais da área plantada, com a colheita nos Campos Gerais também a pleno vapor. Algumas áreas do estado como o Centro-Sul, que abrange a microrregião de Guarapuava, só darão início aos trabalhos no final de novembro e início de dezembro, fechando a safra paranaense que confirma produtividade 30% superior ao do ano passado, ainda que tamanho volume colhido após uma queda de 13% na área plantada não possa ser sentido quando tratamos dos aspectos qualitativos. A colheita desta safra 2010/11 está 11 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período do ano passado e evoluiu apenas 4 pontos percentuais em relação ao início da semana anterior devido a presença de áreas de instabilidade sobre praticamente todo o estado do Paraná no período, impedindo o trabalho de colheita devido à alta umidade do grão. Quanto ao aspecto geral das lavouras que ainda estão a campo, o levantamento da Seab/PR indica boas condições, ainda que não aquelas vislumbradas até a metade da operação de colheita, quando em geral mais de 80% das lavouras eram classificadas como boas. Porém, quando olhamos para o ano passado, quando apenas 47% das lavouras eram tidas como em boas condições e 20% figurava como ruim, sem dúvida vemos o maior potencial desta safra com 70% das lavouras em boas condições e apenas 4% em condições consideradas ruins. Já quanto à comercialização, a menor oferta combinada também com uma demanda mais retraída teve reflexos sobre a porcentagem de produto comercializado até o momento, que evoluiu apenas 1 ponto percentual em relação ao início da semana passada para 17% das 3,21 milhões de toneladas que se espera colher este ano no estado. Em termos absolutos, significa dizer que do início da semana passada ao começo desta, apenas 32 mil toneladas foram comercializadas, sendo que a maioria referindo-se a contratos previamente fixados. A expectativa para as próximas semanas é de que este número possa encontrar uma maior evolução, isso porque algumas indústrias ainda precisam fixar volumes de compra para o próximo mês e os moinhos tendem a comprar mais matéria-prima para repor estoques. No entanto, o andamento dos negócios envolvendo o trigo paranaense dependerá e muito do interesse dos moinhos pelo trigo importado, pois há o trigo do Paraguai disponível a preços mais competitivos e também há cargas da Argentina chegando ao país, somando em torno de 55 mil toneladas e traders negociando trigo americano e canadense já comprado há alguns meses atrás e que estão atraindo muitos moinhos às compras neste momento.   
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Fonte: AF News

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