Representantes de produtores e cooperativas se reúnem para pedir apoio do governo à comercialização da safra de trigo do PR

Publicado em 26/10/2010 16:35
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Diante da atual falta de liquidez que a safra nacional de trigo vem encontrando, novamente a Federação da Agricultura do Estado do Paraná e a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná unem esforços para buscar uma solução junto ao governo federal. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Faep, o documento encaminhado aos Ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento e também à Conab pede o destravamento do mercado através da intervenção do governo no escoamento do grão das regiões produtoras para o Nordeste e Norte do país também para o exterior. O volume requisitado no documento foi de 2,0 milhões de toneladas, que seria suficiente para dar movimentação ao mercado que está praticamente parado desde o início do mês. O número não é aleatório, pois praticamente eliminaria o excedente de produto que vem se acumulando desde a safra 08/09, reduzindo drasticamente o estoque final projetado para o atual ano comercial. De acordo com a Conab, esta safra 2010/11 iniciou com um estoque volumoso de 2,42 milhões de toneladas, que somado a uma produção estimada em 5,44 milhões de toneladas e uma importação de 5,30 milhões de toneladas resultaria em uma oferta de 13,16 milhões de toneladas, enquanto que o consumo deve fechar em 10,25 milhões de toneladas. Com a subvenção do governo federal à comercialização do trigo a demanda ficaria bastante ajustada com a oferta, já que 2,0 milhões de toneladas encontraria mercado certo nas regiões não produtoras ou no mercado externo. Outra requisição das duas entidades foi um prêmio de R$ 130,00/ton que permitiria ao produtor receber o preço mínimo, levando em consideração o atual preço de mercado. Também visando amenizar o efeito negativo da escassez de vendas sobre o orçamento do produtor rural, foi solicitado ao governo a prorrogação do pagamento da primeira parcela do custeio da safra e também o pagamento de R$ 43 milhões devido pelo governo pela aquisição de produto da safra passada, estendendo a data limite para a comercialização da safra 2009 para 30 de novembro deste ano.
 
Caso o governo federal se comprometa a subsidiar o escoamento de 2,0 milhões de toneladas, o mercado já teria força para manter-se estável mesmo com a entrada do grão importado e também reagiria mais prontamente a possíveis valorizações no mercado internacional, uma vez que os estoques nacionais seriam menores. Porém, há uma grande limitação que pode fazer com que a medida seja pouco efetiva: a baixa adesão por parte dos moinhos aos leilões de PEP, uma vez que muitos ainda estão com contas a receber do governo federal referente a operações realizadas no final do ano passado e inicio deste. Soma-se a esta inadimplência do governo a limitação de qualidade da safra nacional que mesmo com o governo subsidiando o frete acaba tendo seu consumo limitado, pois, precisa ser misturado ao trigo importado para atender ao maior mercado nacional que é o de panificação. Diante do exposto, somente se o governo assegurar maior agilidade na conferência da documentação que comprova a transferência do produto e desburocratizar o processo é que a intervenção federal será efetiva ao garantir rentabilidade ao triticultor.
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Fonte: AF News

2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi , se o Sr. não encontrar o " ALGUÉM " , entreviste um historiador que ele vai lhe dizer que .... ESSA HISTÓRIA SE REPETE SEMPRE !!!!.... Na época que o produtor precisa vender o trigo para cumprir seus compromissos .... NÃO TEM MERCADO ....mas tem consumo pois, o POVO continua comendo o seu pão !!!. Aí para o produtor pagar a sua conta que, normalmente é com a cooperativa e/ou com as revendas e que no NORTE do Paraná é entre o final de Setembro e inicio de Outubro " O CREDOR " " compra " o seu trigo por um preço bem abaixo pois, ... NÃO TEM MERCADO !!!!" . É o que tenho dito !!. .... " E VAMOS EM FRENTE ! ! ! " ................

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, tente entrevistar "ALGUÉM" que tenha a informação do volume de FARINHA IMPORTADA mensalmente. Não é possivel , o BRASIL não tem capacidade de estoque ..ISTO É SABIDO .. Onde está esse trigo ????. Não sei se ainda está em vigor "medidas" em que as taxas de importação eram BEM MENORES para farinhas "COMPOSTAS" . LOS HERMANOS mandaram farinha de trigo com 0,003% de SAL com taxas de importação quase ZERO . Com essa ABITRIGO , temos que ficar de ... OLHO ABERTO !!!! . ........" E VAMOS EM FRENTE ! ! ! ".......

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