Trigo: Colheita no Rio Grande do Sul será maior que a esperada

Publicado em 09/11/2010 12:40 e atualizado em 09/11/2010 14:49
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Com a colheita no Rio Grande do Sul aproximando-se da metade da área, mais precisamente 41% dela, as previsões para a safra foram alteradas neste mês de novembro, considerando novas e melhores estimativas de produtividade e, consequentemente de produção do estado. O otimismo que os produtores e técnicos vinham demonstrando com o andamento da safra se confirma nos índices apurados até o momento e eleva a expectativa em torno de melhores preços a partir da qualidade do produto. O novo levantamento da Emater/RS primeiramente trouxe novidades quanto à área plantada, que dos 789.642 ha projetados em maio confirmou o plantio de 767.729 ha, fixando, portanto, uma queda de 2,8% em relação à estimativa inicial e 10,7% de redução se compararmos à área destinada à cultura em 2009. No entanto, a excepcional recuperação da produtividade nesta safra, que contou com volume ideal de chuvas em setembro, justamente a fase mais crítica para as plantas, fez com que a média esperada para o estado fosse revisada para 2.308 kg/ha contra 2.040 kg/ha da estimativa pré-plantio, além de um crescimento de 9,4% em relação ao ano passado. Com isso a produção do Rio Grande do Sul atualizada no final da semana passada deve chegar a 1,77 milhões de toneladas, ainda com queda de 1,9% ante a safra 09/10, mas com uma diferença de 10% em relação à estimativa de fixada ainda em maio que apontava para apenas 1,61 milhões de toneladas. Todas as regiões produtoras foram beneficiadas com incremento da produtividade média com destaque para Passo Fundo, Ijuí e Erechim, onde a alta registrada foi superior a 20% em relação às perspectivas iniciais. Não muito atrás deste resultado, a região produtora de Caxias do Sul, no Nordeste do estado também registrou avanço significativo do rendimento e mantém um dos melhores resultados perante as demais com média de 2.632 kg/ha, atrás apenas de Erechim, localizada no Noroeste gaúcho.
 
Quanto à comercialização, o mesmo avanço não é observado, e os produtores se deparam com preços praticamente estáveis nas últimas semanas o que até não seria uma condição ruim se não fosse pelas também recentes elevações das cotações no mercado externo e pelo fato de que há cerca de três a até dois meses atrás os preços chegavam a R$ 435,00/ton no Balcão Gaúcho. Ao longo de setembro e outubro os preços recuaram até chegar aos atuais R$ 420,00/ton, com um retrocesso de 3,4%. Apesar de não ser o nível de preços desejado pelos produtores, é inegável a evolução em relação ao preço médio de R$ 405,00/ton que se registrava no mesmo período de 2009 e também é um fato positivo a estabilidade que já dura mais de três semanas em plena colheita e diante da grande quantidade de trigo paranaense já presente no mercado, que tende a depreciar os preços. A torcida deve ser para que os preços continuem em alta ou ao menos se mantenham nos níveis atuais nas Bolsas americanas e que o governo consiga efetivamente deter a valorização do real com medidas mais enérgicas de contenção da entrada de investimentos estrangeiros no Brasil.
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Fonte: AF News

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