Glifosato: oferta deprimida e preços altos, por Eduardo Lima Porto

Publicado em 23/08/2013 15:22 e atualizado em 23/08/2013 15:54
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Eduardo Lima Porto, consultor da CustodoAgro Consultoria Agrícola.

Desde o ano passado, tenho acompanhado de perto os movimentos do mercado internacional de glifosato com especial atenção sobre os preços de exportação praticados pela China, os quais servem de baliza para determinar o custo que essa molécula chega nos principais destinos consumidores como o Brasil.

Em março, postei um artigo que já apontava a tendência altista sobre a matéria prima do glifosato (http://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/119009-glifosato-tendencia-altista-na-china--memoria-fraca-e-a-oportunidade-para-a-industria-nacional.html#.UhepD9JwpqV).

Trabalhávamos com a perspectiva de que a matéria prima chegasse a US$ 6,00/kg (base FOB China), o que muitos operadores aqui no Brasil consideraram um exagero da minha parte. Cheguei a ser chamado de "Cavaleiro do Apocalipse".

O fechamento de várias fábricas de Glifosato na China por questões ambientais foram sendo confirmados ao longo do primeiro semestre, o que reduziu consideravelmente a oferta do produto para exportação e vem refletindo no aumento dos preços.

Os embarques estão sendo negociados com períodos muito curtos e sem nenhuma garantia de programação, indicando uma enorme incerteza sobre a oferta.

Os preços médios dessa semana apontam uma base em torno de US$ 8,00 a US$ 8,30 por kg de Glifosato Técnico na China, já tendo superado em mais de 30% a previsão "exagerada" que fiz em março.

A falta de Glifosato vem sendo sentida aqui no Brasil e os preços ao produtor têm variado consideravelmente em função da região, volumes de compra e outros fatores que impactam nas condições de negociação.

Considerando o cenário sombrio da oferta e a disparada do dólar nas últimas semanas, não é exagero pensar que o Glifosato pode vir a chegar no final desse ano a custar mais do que o dobro dos preços verificados em dezembro de 2012.

Recomendo aos produtores muita atenção nesse momento, pois seguramente poderão surgir oportunidades de compra interessantes com preços que ainda não refletem o que está acontecendo no exterior. 

Alguns fabricantes poderão utilizar como critério para fixação dos seus preços o custo da última aquisição. Outra possibilidade é encontrar estoque disponível em canais revendedores que normalmente não possuem acesso a informação sobre os preços internacionais. Pode estar aí uma boa chance de comprar o produto antes do repique dos preços que certamente ocorrerá.

Entretanto, cabe salientar que não existe "almoço grátis" nesse setor.

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Fonte: CustodoAgro Consultoria Agrícola

3 comentários

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Por aqui ,Maranhão o ministério publico federal,atendendo sugestão do min publico federal do PARANA está ao invés de controlar a qualidade,tentando controlar o uso .A acusação é que se usa doses altas de até 30 l por ha.Se isto fosse verdade aí sim vcs iriam ver preços altos,além de casas de recuperação de psicopatas lotadas.,

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  • marco possenti melnek san albero paraguay - PR

    Alein de ta caro o glifosato nao funsiona direito o agricultor na ora de dececa tei que ir para a lavoura cm uma farmasia com un momte de produto e todos caro. O jeito e pasa arastao.ce nao nao vai sobra muita coisa as firma leva de camioneta eo agricultor tei que leva de caretas e mais caretas e ce duvida um poco tei que i atras asina promisoria para eles.

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  • joao luiz ryzik floresta - PR

    se a chuva demorar até o dia 15 de setembro para retornar, paraná Paraguay não vai ter o que dessecar a geada ja o fez se isso acontecer vai sobrar no mercado 20,000,000 de litros de glifosato

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