Governo age certo: A saída para o desmatamento está na economia e na mudança de atitude em relação ao clima

Publicado em 22/11/2019 09:28 e atualizado em 22/11/2019 13:25
668 exibições
Ricardo Salles reposiciona o governo Bolsonaro no combate ao desmatamento e na questão do clima e segue sugestão de Pinheiro Pedro

Por Notícias Agrícolas*

O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, anunciou nesta quarta-feira, 20 de novembro,  medidas para promover o desenvolvimento econômico da região amazônica como forma de combater os crimes ambientais e deter o desmatamento. O anuncio do plano foi feito em conjunto com os governadores dos nove estados que integram a Amazônia Legal. 

Ao lado dos governadores da Região Amazônica, o Ministro Ricardo Salles informou que o Brasil usará a cúpula mundial do clima, que acontecerá entre os dias 2 e 13 de dezembro,  na Espanha, para buscar recursos estrangeiros “que foram prometidos e até agora não recebemos”.

Parte da estratégia do governo, alinhado com os governadores, segundo o ministro, é obter recursos internacionais para desenvolver atividades econômicas legais na região Amazônica, e isso será levado como posição brasileira a Conferência das Partes 25 (COP25), em Madri, no próximo mês.

Antônio Fernando Pinheiro Pedro, especialista em meio ambiente e um dos formuladores do programa da gestão ambiental do Governo Bolsonaro, em entrevista ao Notícias Agrícolas,  destacou que o Ministerio do Meio Ambiente está de fato mudando o enfoque com relação à proteção da Amazonia:

--"Vamos sair da posição de defesa, e partir para a cobrança.  Por exemplo, queremos receber os bilhões prometidos pelos europeus para apoio e retribuição aos serviços de estabilização do clima prestados pelo Brasil, e que até o momento só  ficaram na promessa. Precisamos de fato buscar alternativas econômicas para a população amazônida. Esta é a única solução para deter o desflorestamento".

Sugestão seguida à risca

A posição do comentarista coincide com a do Ministro Ricardo Salles, e não ocorre por mera coincidência. Há conexão entre ambos. 

"É necessário que recursos em volume considerável, compatíveis com a preservação da Amazônia, passem a fluir para países em desenvolvimento. Há um alinhamento total dos Estados com governo federal para essa negociação", garantiu o ministro.

Questionado sobre como o Brasil pretende convencer os demais países a investirem em ações no atual governo, já que o desmatamento vem aumentando e ambientalistas afirmam que o país não deve cumprir a meta que se auto-impôs em 2015, Salles disse que o Brasil, pelo contrário, está indo bem.

"Não concordamos que não estamos indo bem. O ano-base é 2005. O Brasil está indo muito bem na redução de emissões, em tudo. O que não está indo bem é  o país não receber os recursos que foram prometidos e são essenciais. Precisamos obter os recursos que nos foram prometidos e até agora não recebemos", disse Salles, acrescentando que a partir de 2020 os recursos internacionais prometidos aos países em desenvolvimento para serviços ambientais alcançariam 100 bilhões de dólares.

A linha estratégica adotada pelo ministro Ricardo Salles  foi sugerida, meses antes, em notas técnicas solicitadas informalmente ao advogado Antonio Fernando Pinheiro Pedro, e por ele encaminhadas como contribuição ao governo, publicadas no Blog The Eagle View* e outras mídias no mês de junho deste ano de 2019, visando reposicionar a gestão do clima no país.

Salles traçou outras três estratégias para resolver o impasse entre preservação e desenvolvimento econômico, já faladas anteriormente, e que incluem a regularização fundiária, o zoneamento econômico-ecológico  - para definir o potencial econômico de cada área, e uma agenda de bioeconomia, para incentivar produtos vindos da floresta.
Segundo o ministro, essas questões precisam deixar de ser ideias para serem "uma atitude concreta, transformando essas ações em um ambientalismo de resultado."

Notas:

PEDRO, Antonio Fernando Pinheiro Pedro - "Reposicionamento da Gestão do Clima no Governo Bolsonaro - Uma Proposta", in Blog The Eagle View, jun2019, in

Entrevista originalmente publicada no Portal Notícias Agrícolas - 21 de novembro de 2019 in https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/politica-economia/247251-governo-propoe-levar-economia-para-a-amazonia-para-deter-desmatamento-ambientalistas-estao-contra.html#.Xdb-u-hKjIV

Tags:
Fonte: The Eagle View

1 comentário

  • Merie Coradi Cuiaba - MT

    Gostei dessa atitude do Ministro do Meio Ambiente, sair da passividade e ir buscar os recursos que prometeram. Se querem que preservemos a Amazonia (porque ela é o "pulmão do mundo"... isto é uma falácia pregada pelos ambientalistas) nada mais justo que o Brasil receba recursos pelos serviços prestados. Se o produtor tiver que deixar 20%, 35% ou 80% intactos para preservar o meio ambiente, que receba esta mesma percentagem adicional sobre o que produz, como justa remuneração... Querem que um produtor rural da Amazonia preserve, ótimo, então paguem 80% a mais a tonelada de soja, boi, etc. Gostaria de ver a hora que sobre a tonelada de produto fosse adicionado pelo governo brasileiro 50% de taxa de serviço ambiental. Tenho impressão que se um dia isto ocorrer, no outro dia acabam as imposições ambientais.

    1
    • Ney Batista Rosas Ponta Grossa-PR - PR

      Parabéns ao ministro Ricardo Salles pela iniciativa... deixo aqui minha sugestão que é de permitir a exploração racional, controlada, individualizada por árvore localizada por GPS, como há muitos anos ouvimos falar que é feito em países desenvolvidos... Sugestão válida também para o caso da araucária, totalmente preservada e que não está gerando qualquer riqueza ao Brasil... Toda e qualquer árvore, como ser vivo que é, nasce, cresce, envelhece, morre e apodrece...

      Temos obrigação de aproveitar econômicamente seu valor, em prol do Brasil!

      1
    • Lopes Lopes

      VAMOS RECEBER OS CREDITOS DE CARBONO..VA PRA CIMA, MINISTRO SALLES!

      0