Retenção de fêmeas fortalece o futuro da pecuária brasileira

Publicado em 14/09/2026 13:14

O Brasil registrou o abate de 703 mil fêmeas, número 31% menor do que no mesmo mês do ano anterior e 10% abaixo de julho. Esse movimento mostra uma retenção maior de novilhas e vacas pelos pecuaristas, sinalizando uma inversão no ciclo pecuário. Mais do que uma mudança momentânea no mercado, essa decisão representa uma estratégia para preservar a capacidade de produção de bezerros e garantir a renovação do rebanho. Em uma atividade que depende de planejamento de longo prazo, controlar o abate de fêmeas é fundamental para evitar desequilíbrios futuros na oferta de animais.

O exemplo dos Estados Unidos reforça a importância dessa estratégia. O país enfrenta dificuldades importantes na pecuária de corte e na oferta de carne bovina ao consumidor justamente depois de um período de forte redução do rebanho. Para o Brasil, manter uma retenção equilibrada de matrizes é uma forma de proteger a competitividade da atividade e garantir segurança para o presente e o futuro. O movimento observado mostra maturidade dos pecuaristas brasileiros, que precisam continuar olhando além do preço imediato e tomando decisões capazes de sustentar a produção, a oferta de bezerros e a rentabilidade da pecuária ao longo dos próximos ciclos.

Por: Marcelo Prado

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