Entregas de fertilizantes podem cair até 15% em 2026

Publicado em 30/10/2026 09:47
Por Marcelo Prado - CEO MPrado Consultoria

O mercado brasileiro de fertilizantes enfrenta custos elevados e restrições de crédito que pressionam as decisões de compra e adubação. Estimativas do setor apontam entregas entre 42 milhões e 44 milhões de toneladas em 2026, ante cerca de 49,1 milhões em 2025, com retração projetada de até 15%. O cenário reúne efeitos dos conflitos internacionais sobre os nitrogenados e a logística, além da menor disponibilidade e do encarecimento do enxofre, utilizado na fabricação de fosfatados. Fretes e juros elevados aumentam a pressão sobre o capital de giro e levam produtores a postergar compras ou rever doses. Dados da ANDA mostram que as entregas de janeiro a julho somaram 22,98 milhões de toneladas, queda de 8,8% frente ao mesmo período de 2025.

A previsão da Conab para a safra 2026/27 é de 367,1 milhões de toneladas de grãos. Concretizar esse potencial depende do clima, da área cultivada e do manejo, incluindo o suprimento adequado de nutrientes. A redução das entregas exige acompanhar os estoques disponíveis e a adubação efetiva das lavouras. A resposta das plantas dependerá da fertilidade do solo, do histórico de manejo e da eficiência de aplicação. Em solos com reservas já construídas, ajustes podem ser tecnicamente possíveis, desde que amparados por análises e pelo balanço de nutrientes. Cortes indiscriminados podem limitar o desenvolvimento das culturas e comprometer rendimentos futuros. Comparar fontes pelo custo por nutriente ajuda a avaliar alternativas de compra. O planejamento deve integrar diagnóstico agronômico, expectativa de produtividade, orçamento e condições de pagamento, buscando preservar a nutrição e utilizar os insumos com maior eficiência.

Fonte: Por Marcelo Prado - CEO MPrado Consultoria

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