Inadimplência recorde exige planejamento e acordos compatíveis com a renda
O número de consumidores inadimplentes chegou a 84,2 milhões em setembro de 2026, o maior patamar da série histórica da Serasa. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, o contingente cresceu cerca de 6% em relação a setembro de 2025. Entre os consumidores negativados, o valor médio das dívidas alcançou R$ 7.093,83, aproximadamente 4,4 salários mínimos. O quadro reforça a necessidade de acompanhar o orçamento e avaliar o custo do crédito antes de assumir compromissos. Juros e encargos podem agravar o saldo em atraso, enquanto decisões de compra precisam considerar a renda disponível e as despesas essenciais. A organização financeira também deve prever imprevistos, pois mudanças de renda e gastos inesperados podem comprometer contratos que antes pareciam viáveis.
Para reorganizar as contas, o primeiro passo é listar dívidas, vencimentos, taxas e valores das parcelas. A negociação com credores deve buscar condições compatíveis com a capacidade de pagamento, comparando juros, prazo e valor total do acordo. Uma parcela menor pode alongar o pagamento e elevar o custo final. O Feirão Serasa Limpa Nome, em andamento até 6 de dezembro, permite consultar propostas conforme as ofertas disponíveis para cada CPF e empresa participante. Antes de aceitar, é necessário verificar se o novo compromisso cabe no orçamento preservando as necessidades básicas. Para entrar em 2027 com mais previsibilidade, convém estabelecer prioridades de consumo, adiar compras não essenciais e acompanhar os pagamentos mensalmente. A meta é reduzir a exposição a dívidas caras e recuperar espaço no orçamento com decisões sustentáveis ao longo do tempo.