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Instabilidade da cadeia

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A cadeia produtiva da JBS, a maior empresa do planeta, vai sofrer. A empresa tem 18 bilhões de reais de dívidas de curto prazo, e isso representa cerca de 1/3 de uma dívida gigantesca de 58.4 bilhões de reais.
A empresa já adotou estratégias recessivas, parou de comprar bois, mudou o prazo de pagamentos do boi para 30 dias…
Começaram a busca pela venda de ativos e pretendem vender tudo que não está ligado à carne, como a marca Hawaianas, provavelmente a única marca ligada ao Brasil com prestígio internacional.
E eu não duvidaria nada de que o capital chinês, ávido por posições gigantescas globais, tirasse proveito dessa fraqueza, encolhimento e inviabilidade dos atuais acionistas na maior empresa de carnes no mundo, e adquirisse essa importante companhia do setor de alimentos a 4a. maior do mundo…somente atrás da Nestlé, Unilever e Pepsico.
Quanto aos produtores rurais, entidades como a do diretor executivo da Acrimat – Associação dos Criadores do Mato Grosso, Luciano Vaccari, o maior Estado da pecuária do Brasil, já estão se mobilizando para reverter esse quadro. Entreram com pedidos de cortar o ICMS como ajuda do Estado, permissão de venda para frigoríficos de outros estados, e o estímulo a outros frigoríficos e marcas concorrentes enfim…

A instabilidade de toda a cadeia produtiva JBS, além dos funcionários, já têm atingido fornecedores e produtores rurais.

2 de junho de 2017 as 15:21