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Super Safra e os campeões de produtividade no agronegócio de 2017

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Estou no oeste de Santa Catarina, região de um Brasil que segue acima da pauta das desgraças de ausência de liderança e desgovernança do país.

Em Chapecó, Xaxim, Joaçaba, Concórdia, e na cidade de Xanxerê (que na língua indígena significa ‘ninho de cascavel’), aconteceu mais um evento grandioso, o Super Safra, com participação de produtores rurais, que além de produzirem mais neste ano, ainda alcançaram níveis extraordinários de produtividade.

No prêmio Super Safra de Santa Catarina a família Virmond foi a campeã graças à liderança dos jovens. Um deles se chama Felipe, que conquistou uma marca impressionante no milho, de 273 sacas por ha, ou seja, mais de 16 mil kg de milho por ha.

Um recorde extraordinário, de botar inveja nos melhores produtores do mundo.

Semana passada, vimos o recorde da soja, e nessa semana o milho, e isso se deve também graças à tecnologia de vanguarda da Agroceres acompanhamento da Sementes Bortoluzzi.

Enquanto podemos vivenciar e valorizar campeões do trabalho e da produtividade nesta Super Safra brasileira, assistimos o país ficar tomado por uma agenda diária de personagens públicos, ou que do anonimato se tornam públicos apenas para evidenciar os erros de caráter e desgraças de um teatro de horrores.

Por isso, vamos ficar de olho no agronegócio e colocar em evidência legítimos campeões brasileiros do trabalho e da produtividade.

Parabéns, Família Virmond, Abelardo Luz e seus jovens produtores, esses vão ao futuro.

O esperado Plano Safra

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O esperado Plano Safra está sendo considerado pelas lideranças do agronegócio, um ano cheio de escassez de recursos do governo.

 

Precisamos considerar que, além do uso da tecnologia, nesta safra, foi o fator positivo do clima, o que nos levou a mais de 230 milhões de toneladas.

 

Dessa forma, “se São Pedro ajudar de novo”, teremos condições sim de bater novo recorde para a próxima lavoura, que começará a partir de agosto deste ano.


 Os volumes de crédito são um pouco superiores em relação ao ano passado, chegando agora a 190 bilhões de reais. Os juros tiveram queda de cerca de 1 ponto percentual… e existem alguns incentivos para alguns programas como o da construção e ampliação da armazenagem.

 

Também cresce o volume para o programa de modernização da frota de tratores e máquinas agrícolas, com colheitadeiras… e aparece um programa de subvenção ao prêmio do seguro rural.

 

Mas, parte das lideranças também considerou este plano safra acanhado perante as necessidades dos produtores rurais.

 

Por outro lado, o que me preocupa mesmo é a instabilidade do atual governo, o que traria mais insegurança, incerteza e ambiente negativo para o agro na nova safra, e uma nova bomba que pode estourar tem vínculos com o Porto de Santos, local estratégico do agro brasileiro pela sua importância logística

 

Das 82 perguntas encaminhadas ao presidente temer pela Polícia Federal – e que não foram respondidas- , nove delas têm ligações com o Porto de Santos e supostos pagamentos de propinas pagas no início dos anos 2000 ao presidente da Companhia Docas de São Paulo, e ao então presidente da câmara…o próprio Michel Temer.

 

Ou seja, há riscos de toda ordem para a nova safra, mas a pior de todas está exatamente na confiança da liderança governamental.

 

A hora do agronegócio, plantando, criando e enfrentando turbulências.

Campeões da soja – Fórum Nacional da Máxima Produtividade

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Estou em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Nacional da Máxima Produtividade, evento realizado pela CESB – Comitê estratégico Soja Brasil.

 

Neste evento estão sendo premiados os campeões brasileiros de produtividade de soja. Ao longo de 10 anos a produtividade do concurso cresceu 70%.

 

 No final da década passada, o campeão obteve 82,8 sacas de soja de 60 kg por hectare!

Neste ano, o campeão obteve o recorde de 141,8 sacas de soja por hectare, enquanto no ano passado os campeões atingiam cerca de 120 sacas por hectare.

 

O presidente da CESB, Luiz Nery Ribas, enfatiza ser emblemáticos esses resultados, pois revelam o quanto temos de potencial para crescer no campo.

 

Para termos uma ideia comparativa, as médias nacionais variam de região para região, mas ficam em torno de 50 a 55 sacas de soja por hectare.

 

No concurso dos campeões as médias estão em níveis entre 70 a 80 sacas, e os recordes com mais de 140 sacas por hectare. Ou seja, quase 3 vezes mais do que a média brasileira.

A boa notícia é que isso é possível com gestão e uso do conhecimento, acessível aos produtores do país todo.

 

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade festejará os campeões e os participantes, todos com médias muito superiores ao país, além das apresentações técnicas empregadas.

 

A Cotrijal, cooperativa de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, considerada hoje uma das cooperativas mais capazes em tecnologia, também participará da organização do evento.

 

A confiança explodiu e expirou – Crise da JBS

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS delataram e explodiram essa República brasileira que aí está (se supostamente for tudo comprovado).

Revelaram, gravaram e prepararam uma delação estruturada, e agora o pais obtém de forma ainda mais clara a associação criminosa do Estado com o empresariado.

As consequências, sob o ponto de vista político, já viraram a pauta nacional de todas as atenções: impeachment, O Presidente Temer vai negar, e viveremos acentuadamente o calor de um conflito tóxico, atômico e radioativo, com soluções imprevisíveis.

Agora, em paralelo a tudo isso, temos a JBS. Esta empresa tem uma receita de cerca de 50 bilhões de dólares. Isso a coloca como a 4º maior empresa de alimentos do mundo e a maior do setor de carnes do planeta.

Se a empresa não for separada dos seus acionistas, os delatores Wesley e Joesley , teremos uma crise ao longo de toda a cadeia produtiva dessa corporação.

São milhares de produtores rurais, milhares de fornecedores, funcionários no Brasil e no mundo inteiro que estão sendo afetados a um preço altíssimo que será pago por milhões de pessoas que orbitam em torno dessa mega empresa brasileira do agronegócio.

As repercussões para o agronegócio brasileiro são da mesma forma nefastos e também imprevisíveis. Tudo dependerá da sensatez de separar a vida da empresa, da agora vida dos seus controladores.

Assim como a vida do Brasil precisa ser separada dos seus atuais controladores. A confiança explodiu e expirou.

Tendências do negócio de alimentos nos próximos cinco anos

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Você sabe como será o negócio de alimentos nos próximos 5 anos?

Com a mesma tecnologia que podemos vivenciar hoje na área da saúde. O campo vai ser digitalizado assim como um médico já atua com os equipamentos modernos, como por exemplo, na cirurgia robótica, que é de total precisão. Ou então, um diagnóstico de câncer de mama perfeito dentre as mais de 800 variações genéticas da doença, e cada uma delas com variações de protocolos.

Da mesma forma, a ciência e tecnologia já estão em andamento e sendo produzidas no mundo e no Brasil.

A IBM relatou trabalhos já realizados na Califórnia. Um deles, por exemplo, foi executado nas vindimas, onde sistemas cognitivos de computação diminuíram em 20% o consumo da água na irrigação e ampliaram em 23% a produtividade das uvas.

O tamanho da informação gerada no mundo dobra a cada um ano e meio, e na agropecuária, assim como na saúde, o mundo digital chega para olhar micro. Micro detalhes, nano detalhes, através de imagens para poderem avaliar áreas com infestações de doenças e em diversos estágios.

É possível avaliar também falhas de plantio no stand das sementes, ou nas coberturas inadequadas de fertilizantes, além de proporcionarem uma oferta de decisões sobre logística, armazenamento e perspectivas de mercado para cada cultura.

Imagine um robô com quem o produtor rural vai interagir e conversar perguntando se deveria plantar mais milho ou soja na próxima safra, qual o dia ideal pra iniciar a colheita.

No programa de TV “Jeopardy!” (atualmente exibido pela CBS Television Distribuition nos EUA) um computador chamado Watson interage com o apresentador e responde às perguntas feitas da mesma forma que os humanos.

Então, o alimento será produzido num futuro muito próximo com a gestão e a aplicação do Big Data e dos computadores e robôs que aumentam a nossa inteligência humana.

E serve aqui para os jovens em busca de carreira: pensem na ciência do Big Data no agronegócio. Será o maior campo a ser colhido nos próximos anos.
A gestão do produtor do futuro que já começou.

Cooperativas agrícolas, de crédito e agrossociedade

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Com dois anos de PIB negativos (2015, menos 3,8% e 2016 queda de mais 3,6%), temos poucas notícias positivas, mas já começam a aparecer.

Uma delas é sobre a Nova Safra, agora já estimada em mais de 230 milhões de toneladas de grãos. Isso vai significar cerca de adicionais 45 milhões de toneladas irrigando a economia em todo o país, além de ser fartura e alimentos para a segurança alimentar de todos os brasileiros. Aqui não falta comida.

Além desse índice de Super Safra, outro ponto a considerar extraordinariamente importante tem sido o crescimentos dos bancos de cooperativas no país.

No mundo inteiro os bancos cooperativados têm uma importância enorme para contribuir na diminuição dos juros do acesso ao credito para diminuição do chamado “Spread”, que é a diferença entre a captação, inadimplência e a margem líquida do credito.

O crescimento dos bancos de cooperativas foi sensacional. De 1997 até hoje, enquanto o sistema financeiro nacional cresceu 7,4 vezes o sistema financeiro, as cooperativas cresceram 97 vezes em depósitos totais. Em operações de crédito, enquanto o sistema financeiro nacional cresceu 13,6 vezes nesse período, as cooperativas cresceram 60,2 vezes.

Os bancos de cooperativas reúnem hoje três milhões e seiscentos mil cooperados e mais 1 milhão de clientes não cooperados.

A reunião dos bancos de cooperativas de crédito juntas significam o 6° maior banco do país.

E isso tem uma importância imensa para a competição dentre os bancos, e competição é o que faz diminuir o custo do dinheiro, e também uma importância fundamental no agronegócio, na integração do agro com acesso ao crédito. Em 236 municípios do Brasil, a única instituição financeira presente é um banco de cooperativa.

As cooperativas são vitais para o agronegócio brasileiro e os bancos cooperativados os braços essenciais da gestão e acesso financeiro e ao crédito.

A crise da FUNAI

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O presidente da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, Toninho Costa, foi exonerado…

E saiu metralhando, dizendo que ” a situação indígena está em dias difíceis se o povo brasileiro não acordar esse país vai passar por momentos ruins, pois os índios jamais arredarão de deixar seus direitos defendidos “.

O ex presidente da FUNAI está conclamando uma guerra indígena, diz que foi demitido por questões políticas e não técnicas, e ainda atacou o Ministro da Justiça Serraglio…

Por outro lado, o Ministro da Justiça diz que a lentidão no tratamento dos processos é inaceitável por parte da Instituição responsável pela gestão da política indígena no país, e ainda afirmou e desafiou que provassem que não atendeu a qualquer solicitação de tratativas das questões da FUNAI no seu Ministério.

Então pergunto, o que falta para o Brasil, que tem a maior extensão de área destinada a reservas indígenas do mundo, mas que passa por de crises e desgraças envolvendo confrontos e mortes entre os habitantes dessas regiões?

O que falta é simplesmente a aplicação da Lei. O Brasil tem leis, e a aplicação das mesmas significa a grande causa de problemas de demarcação de terras, de conflitos entre posseiros, e por trás da não aplicação delas, toda a ilegalidade com madeiras, contrabando e abate ilegal…

A quem interessa a não aplicação da Lei? Ao criminoso, seja ele da faca e da bala, ou ao pior deles, o criminoso dos gabinetes.

Sr Toninho Costa, o sr diz que a FUNAI vai ser extinta? Essa FUNAI da qual o sr foi exonerado, sim, será extinta. E quero aqui ressaltar a existência de valorosos colaboradores e funcionários íntegros dessa Fundação, mas o gargalo não está na equipe e sim no alto comando, na liderança, e esta, FUNAI desses líderes sim, será extinta. Não pelos chamados inimigos das causas indígenas, e sim pelos que a farão competente e capaz, a ponto de colocar o Brasil acima de interesses de grupos, sejam eles quais forem….E de qualquer etnia afinal, somos todos brasileiros.

Crise de liderança e de leilão desses cargos, essa sim é crise da FUNAI. Muito acima de índios, de brancos, e das pessoas que trabalham na Instituição.

 

 

11 de maio de 2017 as 18:41

O santo leite de cada dia

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O santo leite de cada dia… Atividade espetacular do agronegócio.

Os 10 maiores países produtores de leite no mundo são os Estados Unidos, Índia, China, Brasil, Alemanha, Rússia, Nova Zelândia, Turquia, Reino Unido.

Mas quando olhamos a produtividade de mil litros por vaca, o primeiro lugar continua com os Estados Unidos, o segundo passa a ser a Inglaterra, o terceiro a Alemanha e o Brasil de quarto em volume de produção, caímos para o oitavo lugar.

Temos um dos maiores rebanhos do mundo, mas somos importadores de produtos lácteos… Esse setor do leite emprega mais de 2 milhões de pessoas e apesar de terem produtores crescendo em produtividade a media nacional é muito baixa.

O consumo per capita do leite no Brasil é de 178 litros por ano por habitante, número este que fica abaixo do Uruguai e da Argentina e abaixo do que é recomendado pela FAO, que é 220 litros de leite por ano por pessoa.

Portanto, a atividade leiteira irá crescer muito no país nos próximos anos, tanto a nível do dentro da porteira com a produtividade e a qualidade do leite nacional, bem como na agregação de valor. Produtos lácteos ao lado da proteína animal são os maiores da agroindústria brasileira.

E fique à vontade, um copo de leite morno antes de dormir, com certeza te faz descansar muito mais, e ainda repõe o cálcio sagrado no nosso corpo…. Sem duvida, vacas bem nutridas no campo oferecerão leite de maior qualidade e um queijo rico em nutrientes para a nossa vida…

2 de maio de 2017 as 20:20

Mulheres, grandes Mulheres!

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Estamos na semana internacional das mulheres e ontem foi o dia mundial deste reconhecimento.

No agronegócio, a mulher tem o reconhecimento de ter sido a criadora da agricultura, e tem a Deusa Ceres como seu símbolo… Trabalhei muitos anos na Agroceres e reverenciamos essa paixão pela semente, a mãe da terra…

Mas como um fato marcante no Brasil, tivemos no ano passado o 1º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. Com cerca de 700 mulheres de 20 Estados brasileiros participando. Neste 2017, para o 2º, a previsão é a de termos o dobro da presença feminina.

O tema é suficientemente envolvente para alavancar e motivar essa importante força inovadora nas fundamentais mudanças que o agronegócio brasileiro precisa, Liderança Globalizada, Empreendedora e Integrada.

Significa dizer que não há saída e nem futuro para o agronegócio se não atuarmos com uma sólida visão de relações e interconexões planetárias, fora de uma busca decisiva pelas competências empreendedoras, e da mesma forma da integração. E integração representa assumir definitivamente o cooperativismo como a alma do agronegócio, e a gestão de precisão das suas cadeias produtivas.

O exemplo do antagonismo entre produtores de café e a indústria processadora de café no Brasil, recente e em andamento, representa apenas mais um dentre centenas de exemplos dessa desconexão.

Que as mulheres brasileiras do agronegócio venham então para um salto estratégico dentro do agronegócio – Com governança pela sociedade civil organizada das cadeias produtivas, ou como brilhantemente a Dra Anita Gutierrez, do Ceagesp de São Paulo, sempre tem proposto, com Comissões Setoriais de todos os produtos do agronegócio.

Feliz Semana Internacional das Mulheres, e vamos ao Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio!

Mais informações: www.mulheresdoagro.com.br ou facebook.com/mulheresdoagro

Carta das Mulheres do Primeiro Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

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Terminado o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio em São Paulo nesta semana, elas reunidas redigiram uma carta com 5 pontos considerados primordiais para elas, dirigidas ao governo.

Assim o texto da carta:

Ao Exmo. Sr Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Borges Maggi.

Carta das Mulheres do Primeiro Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo.

Diante dos obstáculos e dificuldades do setor do Agronegócio, queremos sugerir cinco primordiais para o crescimento e o fortalecimento deste segmento, além do apoio da PEC do teto dos gastos.

1 – Logística – Melhoramento dos modais de transporte para a produção, resultando na diminuição dos custos do fretes.

2- Crédito Rural – Desburocratização, projetos por produção e redução dos juros.

3- Seguro Agrícola.

4- Reforma da Legislação Trabalhista Rural.

5 – Direito de Propriedade “Precisamos de Segurança Jurídica em nossas propriedades. E que os Estados cumpram a reintegração de posse”.

Atenciosamente.

E assim, as mulheres do  10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, mais de 700 líderes, empreendedoras e gestoras, muitas dos movimentos das Cooperativas, formaram uma nova força para impactar mudanças e lideranças. São as mulheres do Novo Agronegócio, o brasileiro, o tropical, o que vai ao futuro.

E fica aqui também o registro do próprio Ministro Blairo Maggi, ele conta que quando seu pai enfrentava dificuldades no início do Mato Grosso, pensou várias vezes em voltar ao Paraná. Porém, foi a mãe dele quem falou, “daqui não volto, só mudo se for para frente”.

Fico com essa frase então, para o Brasil. Daqui não voltaremos, só sairemos para ir adiante.